Vídeo de Caetano Veloso pedindo apoio a Lula em 2026 é falso; áudio foi gerado por inteligência artificial
07 MAI

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Tecnologia
Professor Ricardo Bittencourt Junior Por Professor Ricardo Bittencourt Junior - Há 7 dias
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Recentemente, um vídeo que circula nas redes sociais, supostamente mostrando o cantor Caetano Veloso pedindo apoio a Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026, foi desmentido. A gravação, que conta com uma voz que imita a do artista, foi confirmada como falsa por ferramentas de detecção que identificaram o uso de inteligência artificial (IA) para criar o conteúdo. A assessoria de Caetano também se manifestou, afirmando que o material é uma manipulação.

O vídeo, que se tornou viral nas plataformas X (antigo Twitter), Instagram e TikTok, acumulou mais de 235 mil visualizações e 45 mil curtidas em apenas três dias. A produção apresenta uma sobreposição de texto que convoca os eleitores a apoiar Lula, afirmando que "o Lula salvou este país do ódio" e que, em 2026, eles devem confirmar esse projeto de um Brasil mais justo.

Na gravação, a voz artificial de Caetano faz um apelo para que as pessoas mostrem apoio ao presidente, pedindo que cliquem em um botão e comentem com o número 13. Além disso, o vídeo exibe imagens do presidente em diferentes momentos, reforçando a mensagem de apoio. Contudo, a informação de que o material foi gerado por IA aparece de forma discreta, o que pode ter levado muitos a acreditar na veracidade do conteúdo.

Em resposta ao surgimento do vídeo, a assessoria de Caetano Veloso enviou um e-mail confirmando que se trata de um conteúdo falso, com a empresária Paula Lavigne, esposa do cantor, reforçando que a gravação é "altamente fake". A assessoria do Partido dos Trabalhadores (PT) também se manifestou, esclarecendo que o vídeo não foi produzido por eles e expressando sua preocupação com a desinformação que pode afetar a integridade das eleições de 2026.

Para verificar a autenticidade do vídeo, a plataforma de checagem Fato ou Fake utilizou a ferramenta InVID, que permitiu fragmentar o vídeo e realizar buscas reversas. Essa investigação revelou que o vídeo manipulado foi baseado em uma gravação real de Caetano, publicada em setembro de 2025, onde ele falava sobre uma proposta de emenda à Constituição que visava aumentar a proteção a parlamentares, a qual foi amplamente contestada.

As ferramentas de detecção de conteúdo sintético apresentaram resultados alarmantes: o detector de deepfake indicou 99% de probabilidade de que o vídeo continha rostos manipulados e a análise de áudio apontou 98% de chances de geração de voz sintética. Essas estatísticas evidenciam os riscos do uso de IA para criar conteúdos que podem enganar o público.


Desta forma, a disseminação de vídeos falsos como o de Caetano Veloso representa um grave desafio para a integridade do debate político no Brasil. O uso de inteligência artificial para manipular vozes e imagens pode desviar a atenção de informações reais e pertinentes, prejudicando a formação de opinião dos cidadãos.

Além disso, a falta de clareza na sinalização de conteúdos gerados por IA contribui para a perpetuação da desinformação. É essencial que plataformas digitais adotem medidas mais rigorosas para identificar e rotular esse tipo de conteúdo, oferecendo maior transparência aos usuários.

O fato de uma figura pública como Caetano Veloso ser alvo de manipulação reforça a necessidade de uma cultura de verificação de fatos. O cidadão deve ser incentivado a questionar a veracidade das informações que consome, especialmente em tempos eleitorais, quando a desinformação pode ter consequências diretas nas decisões políticas.

Por fim, a responsabilidade pela veracidade das informações deve ser compartilhada entre criadores de conteúdo, plataformas e consumidores. A promoção de uma educação midiática eficaz é fundamental para que a população saiba identificar conteúdos falsos e participar de forma consciente do debate democrático.

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Professor Ricardo Bittencourt Junior

Sobre Professor Ricardo Bittencourt Junior

Pesquisador em Inteligência Artificial, apaixonado por algoritmos e maratonas digitais. Graduado pela USP, atua no Vale do Silício pesquisando redes neurais e o impacto da tecnologia na sociedade. Paixão por astronomia amadora e observação de estrelas.