A Importância de Cortar as Unhas dos Pés para a Saúde dos Idosos
14 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 hora
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A capacidade de cortar as próprias unhas dos pés pode revelar muito sobre a saúde e a mobilidade de uma pessoa idosa. Essa questão aparentemente simples é uma ferramenta importante para identificar limitações que podem passar despercebidas, como problemas de equilíbrio, visão e destreza manual.

O médico Pedro Kallas Curiati, especialista em geriatria e gerontologia da Faculdade Sírio-Libanês, destaca que a pergunta "O senhor(a) consegue cortar as próprias unhas dos pés?" pode servir como um eficaz indicativo de riscos. Segundo ele, essa questão pode funcionar como um tipo de triagem, captando simultaneamente diferentes limitações que um idoso possa ter.

Curiati também discute o conceito de "hidden faller", ou “caidor oculto”, que se refere a pacientes que buscam atendimento médico por problemas que não parecem estar relacionados a quedas, como infecções ou dores. Esses pacientes, no entanto, podem estar em maior risco de quedas devido a condições que não são imediatamente visíveis. A abordagem nas emergências muitas vezes prioriza a estabilização dos sintomas aparentes, negligenciando o risco de quedas que pode ser crítico para idosos.

A falta de atenção a esse aspecto pode resultar em um paradoxo. Aqueles que estão doentes o suficiente para precisar de atendimento médico muitas vezes são os que estão mais vulneráveis a quedas nos dias seguintes, especialmente devido à debilidade resultante da doença aguda e aos efeitos adversos de novos medicamentos.

Para prevenir esse tipo de situação, Curiati recomenda várias medidas que podem ser adotadas em casa. Em primeiro lugar, é essencial criar um ambiente seguro, removendo tapetes soltos e garantindo uma boa iluminação. Além disso, corrimãos em escadas e barras de apoio nos banheiros podem fazer uma grande diferença na segurança dos idosos.

Outro ponto importante é a escolha de calçados adequados, que devem ter solado antiderrapante. A identificação de calosidades ou deformidades nos pés também é crucial, pois esses problemas podem afetar o apoio plantar e aumentar o risco de quedas. Ajustar a dosagem de medicamentos que podem aumentar o risco de quedas, como benzodiazepínicos e anti-hipertensivos, é uma outra recomendação importante.

Os pacientes devem ser informados sobre a hipotensão postural ou ortostática, que é a queda abrupta da pressão arterial ao se levantar rapidamente. Instruções simples, como sentar-se antes de se levantar e permanecer sentado na beira da cama por um ou dois minutos, podem ajudar a evitar quedas.

Por fim, Curiati enfatiza a relação entre o estado nutricional e o controle da mobilidade. A deterioração de um desses aspectos pode agravar a vulnerabilidade do idoso, criando um ciclo de declínio funcional. Por exemplo, a desnutrição pode levar à perda de massa muscular, o que, por sua vez, compromete a mobilidade e gera um medo de cair, resultando em uma restrição de atividades e em um imobilismo progressivo.

Desta forma, a questão de cortar as unhas dos pés vai além de um simples ato de higiene; ela pode ser um indicativo de condições de saúde mais graves. A valorização dessa prática pode ajudar na prevenção de quedas, um dos principais riscos enfrentados por idosos.

É fundamental que familiares e cuidadores estejam atentos a esses sinais. A saúde dos idosos deve ser uma prioridade, e pequenos detalhes, como a capacidade de cuidar da própria higiene, podem oferecer grandes insights sobre seu estado geral.

Além disso, a criação de um ambiente seguro e a orientação sobre o uso adequado de medicamentos são passos essenciais para promover a segurança e a qualidade de vida dos idosos. O cuidado deve ser holístico e considerar todos os aspectos da saúde.

Finalmente, a educação sobre riscos, como a hipotensão postural, e a adoção de medidas preventivas podem ser decisivas para evitar acidentes e quedas. A conscientização é o primeiro passo para garantir um envelhecimento saudável.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.