Anestesia no parto normal é muito mais comum na rede privada do que no SUS, revela pesquisa
13 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 11 horas
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A utilização de anestesia durante o parto normal no Brasil apresenta uma discrepância significativa entre as redes pública e privada. Segundo dados da pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, apenas 8,6% das mulheres que optaram por parto vaginal em hospitais públicos receberam anestesia, enquanto a proporção chega a 32% na rede privada. Isso reflete uma realidade preocupante, onde o acesso ao alívio da dor no momento do parto é bastante limitado.

A diferença na oferta de anestesia peridural, que permite que as mães sintam menos dor e tenham um momento de descanso durante o trabalho de parto, levanta questões sobre a naturalização da dor do parto no Brasil. A coordenadora da pesquisa, Maria do Carmo Leal, uma médica sanitarista, sugere que essa realidade pode ser um dos fatores que contribui para a alta taxa de cesarianas no país. Em 2022, cerca de 46,6% das mulheres que optaram por cesárea mencionaram o medo da dor como o principal motivo para a escolha desse procedimento, que é mais invasivo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o número de cesarianas não ultrapasse 15% do total de partos, mas no Brasil, essa cifra é alarmante: 47,6% nos hospitais públicos e 81,3% nos privados. A cesariana, especialmente em gravidezes de baixo risco, pode trazer complicações tanto para a mãe quanto para o recém-nascido, como aumento do risco de morte materna e problemas para a saúde do bebê.

No caso de Evelin Cristina Pereira, uma mãe que passou por uma experiência traumática durante o parto em 2022, a falta de analgesia contribuiu para o seu sofrimento. Ela estava tão exausta e em dor que não conseguiu resistir quando pediu por uma cesárea, mas a solicitação foi negada. Após o parto, Evelin recebeu diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático e buscou apoio psicológico. Hoje, ela está no terceiro ano da graduação em enfermagem e reflete sobre seu atendimento, afirmando que o alívio da dor deveria ser um direito garantido às parturientes.

Além disso, a pesquisa mostra que métodos alternativos de alívio da dor foram utilizados em menos de 50% dos partos vaginais, o que indica que essa questão ainda precisa ser abordada de maneira mais eficaz. Rômulo Negrini, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Parto da Febrasgo, destaca que a função dos médicos é aliviar a dor, e que a sensibilidade em relação ao sofrimento das gestantes deve ser uma prioridade.

Um projeto de lei protocolado na Câmara dos Deputados busca garantir a oferta de anestesia no SUS quando solicitada pela gestante. Enquanto isso, a discussão sobre o parto humanizado e o direito à analgesia segue em pauta, refletindo a necessidade urgente de melhorar a assistência ao parto no Brasil.


Desta forma, a situação atual em relação à anestesia durante o parto revela um desafio significativo para a saúde pública brasileira. A disparidade entre a rede pública e a privada não apenas expõe a desigualdade no acesso aos cuidados de saúde, mas também levanta questões éticas sobre o tratamento das mulheres durante um momento tão crucial. É fundamental que as políticas públicas sejam revistas, de modo a garantir que todas as mulheres tenham direito ao alívio da dor durante o parto.

Além disso, a alta taxa de cesarianas no Brasil, especialmente nas maternidades privadas, aponta para uma cultura que ainda prioriza intervenções cirúrgicas em detrimento do parto natural. Essa realidade precisa ser mudada, e é responsabilidade dos profissionais de saúde promover uma abordagem que respeite as escolhas das mulheres, oferecendo opções de alívio da dor de forma acessível e respeitosa.

Em resumo, o acesso à anestesia é um direito da parturiente, e a sua negação pode resultar em traumas que perduram por toda a vida. A sociedade deve se mobilizar para que as gestantes sejam tratadas com dignidade e respeito, assegurando que a dor do parto não seja considerada uma parte inevitável da experiência. A pressão para a mudança deve vir tanto da população quanto dos profissionais de saúde, que têm um papel crucial nesta transformação.

Portanto, a luta pela analgesia no parto é um reflexo da luta por direitos e dignidade no atendimento à saúde. O investimento em educação e em melhores práticas obstétricas será vital para promover mudanças significativas. É necessário que o sistema de saúde, tanto público quanto privado, se comprometa a oferecer um atendimento que priorize o bem-estar das mulheres e de suas famílias.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.