Avanços Limitados no Teste do Pezinho Ampliado Após 5 Anos de Lei
08 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 6 dias
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Após cinco anos da sanção da lei que prometia aprimorar o diagnóstico precoce de doenças raras no Brasil, o teste do pezinho ampliado ainda enfrenta muitos desafios em sua implementação. Embora a lei preveja a inclusão de mais de 50 condições no rastreio neonatal, atualmente apenas três estados do país conseguem detectar a Atrofia Muscular Espinhal (AME), conforme informações do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal (INAME).

A AME é uma condição grave que, sem diagnóstico e tratamento oportunos, pode levar à morte ainda nos primeiros anos de vida. No entanto, quando identificada precocemente, a sobrevida das crianças pode chegar a quase 100%, com os sintomas podendo ser controlados ou até mesmo não se manifestarem.

Enquanto países da Europa, Estados Unidos e até nações em conflito, como a Ucrânia, já adotam o teste ampliado há cerca de uma década, no Brasil, a situação é bem diferente. A lei nº 14.154/2021, sancionada em maio de 2021, alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente, com a intenção de expandir o Programa Nacional de Triagem Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, a norma não estabeleceu prazos claros para que estados e municípios implementassem a ampliação, o que gerou atrasos significativos na execução da medida.

Atualmente, apenas o Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul realizam o rastreamento da AME de forma efetiva, mas isso se deve a iniciativas próprias das administrações estaduais, e não ao cumprimento da legislação federal. Outros estados, como o Espírito Santo, estão começando a avançar, com previsão de iniciar os testes em parceria com a Apae Vitória, enquanto o Paraná está em fase de operacionalização.

A AME, que é uma doença genética progressiva, destrói os neurônios motores e causa fraqueza muscular severa, exige diagnóstico imediato. Segundo dados do INAME, o Brasil conta com 2.074 pessoas vivendo com a doença, sendo que cerca de 300 novos casos graves são registrados anualmente. A identificação precoce é crucial, pois, segundo Diovana Loriato, presidente do INAME, iniciar o tratamento logo após o nascimento pode transformar completamente o desfecho para os pacientes, evitando complicações e melhorando a qualidade de vida das famílias.

Existem três tipos principais da AME: a forma 1, que se manifesta até o sexto mês e é a mais grave; a forma 2, que aparece após o sexto mês e é intermediária; e a forma 3, que surge após os dois anos e é a mais leve. O neurologista Edmar Zanoteli alerta que a progressão da doença é rápida e, mesmo com tratamento, não se consegue recuperar neurônios já perdidos. Entretanto, o tratamento precoce pode impedir a evolução da doença e evitar a dependência de ventilação mecânica, o que gera economia significativa para o sistema de saúde.

Além dos benefícios clínicos, a triagem neonatal ampliada também traz impactos positivos nas finanças do SUS. Pesquisas indicam que cada R$ 1 investido na triagem para AME pode resultar em uma economia de R$ 5 para o sistema, ao evitar tratamentos complexos e internações que geram altos custos. Portanto, a ampliação do teste do pezinho não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de economia e eficiência na gestão dos recursos destinados ao cuidado com a saúde infantil.


Desta forma, a situação do teste do pezinho ampliado no Brasil revela uma falha significativa na implementação de políticas públicas voltadas à saúde infantil. A falta de prazos definidos na legislação gera incerteza e compromete a detecção precoce de doenças que podem ser fatais, como a AME. Em resumo, é fundamental que os governos estaduais e municipais se mobilizem para cumprir a lei e garantir que mais crianças tenham acesso a esse diagnóstico vital.

Assim, a ampliação do teste do pezinho deve ser tratada como prioridade na agenda de saúde pública. O governo federal tem um papel crucial em supervisionar e incentivar os estados a implementar as diretrizes estabelecidas na lei, promovendo a equidade no acesso à saúde. Portanto, é necessário promover uma discussão ampla sobre a importância da triagem neonatal e os benefícios que ela pode trazer para a sociedade.

Então, a conscientização sobre a AME e outras doenças raras deve ser ampliada, envolvendo não apenas profissionais da saúde, mas também a população em geral. Isso é essencial para que os pais compreendam a importância do diagnóstico precoce e busquem informações sobre os serviços disponíveis em suas regiões. A mobilização social pode pressionar as autoridades a tomar ações mais efetivas nesse sentido.

Encerrando o tema, é imprescindível que as experiências bem-sucedidas de outros países sirvam de modelo para o Brasil. A adoção de práticas eficazes e a formação de parcerias entre governo, sociedade civil e instituições de saúde podem acelerar a implementação do teste ampliado e salvar vidas. A saúde infantil não pode esperar.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.