Desafios no Atendimento a Idosos em Emergências Hospitalares
12 MAI

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 dias
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A realidade do atendimento de idosos nas emergências hospitalares é preocupante. Quando um paciente com 75 anos ou mais chega a um hospital, ele frequentemente se depara com um ambiente que não está preparado para suas necessidades específicas. A falta de acolhimento pode levar à subestimação de condições que, em qualquer outra faixa etária, seriam consideradas graves. Essa situação foi abordada pelo médico Pedro Kallas Curiati, especialista em geriatria e gerontologia pela Faculdade Sírio-Libanês e doutor pela Faculdade de Medicina da USP.

Curiati explica que o modelo tradicional de atendimento emergencial apresenta limitações significativas para os pacientes idosos, que frequentemente manifestam doenças de forma atípica. Aproximadamente 40% dos adultos mais velhos que chegam a um pronto-socorro não mostram os sinais clássicos de doenças agudas. Por exemplo, um infarto pode ocorrer sem que o paciente se queixe de dor no peito, o que é comum em indivíduos mais jovens. Isso significa que, paradoxalmente, a apresentação atípica se torna a norma para essa faixa etária.

Para entender melhor essa questão, é importante considerar algumas características fisiológicas dos idosos. O sistema nervoso central, por exemplo, pode apresentar alterações que dificultam a percepção de dor, além de resultar em uma resposta febril que pode ser atenuada ou até ausente. A função renal também tende a diminuir, o que aumenta a suscetibilidade a diversos problemas de saúde.

Outro fator a ser considerado é a resposta limitada da frequência cardíaca a estressores, que podem ser físicos, como variações de temperatura, ou psicológicos, como ansiedade e medo. Além disso, o envelhecimento traz mudanças na composição corporal, como um aumento do percentual de gordura, que afetam a distribuição e a eliminação de medicamentos.

A polifarmácia, que é o uso de múltiplos medicamentos, é uma realidade comum entre os idosos. Isso aumenta o risco de interações medicamentosas e reações adversas, que podem agravar ou até mimetizar doenças. Dados do Hospital Sírio-Libanês indicam que os pacientes acima dos 75 anos representam quase a metade de todas as internações.

Para melhorar o atendimento a esse grupo, foi desenvolvido o modelo ProAGE (Pronto Atendimento Geriátrico Especializado), que considera essas particularidades. Uma das principais perguntas que a equipe médica deve investigar é: “O que o paciente fazia até ontem/semana passada que deixou de fazer?”. Essa alteração na funcionalidade é um sinal de alerta importante para identificar doenças agudas.

O ProAGE conta com uma equipe multidisciplinar que avalia vários critérios, como a idade do paciente, sinais de comprometimento físico, emagrecimento, exaustão e alterações no estado mental. O atendimento é adaptado para garantir o bem-estar do idoso, com recursos como iluminação confortável, redução de ruídos, relógios com numeração grande e dispositivos de auxílio auditivo, como amplificadores pessoais de som.

A atenção à saúde mental dos idosos também é uma preocupação crescente. É fundamental que os serviços de emergência estejam preparados para lidar não apenas com as condições físicas, mas também com o estado emocional dos pacientes mais velhos.


Desta forma, é evidente que o sistema de saúde precisa se adaptar para atender às necessidades específicas da população idosa. O modelo tradicional de emergência, que funciona bem para outras faixas etárias, mostra-se insuficiente para essa demografia. As especificidades do envelhecimento exigem uma abordagem mais humanizada e integrada.

Então, é crucial que os gestores e profissionais de saúde considerem as características únicas dos pacientes idosos ao desenvolverem protocolos de atendimento. A implementação de modelos como o ProAGE pode ser um passo importante para melhorar a qualidade do atendimento emergencial.

Finalmente, a capacitação dos profissionais de saúde para reconhecer os sinais atípicos de doenças em idosos é indispensável. Essa formação pode fazer a diferença na hora de diagnosticar e tratar corretamente condições que, se negligenciadas, podem levar a complicações graves.

Em resumo, a criação de um ambiente acolhedor e que respeite as particularidades dos idosos é uma necessidade urgente. O investimento em infraestrutura e treinamento pode melhorar significativamente o atendimento e a qualidade de vida dessa população.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.