Dourados declara calamidade pública devido ao avanço da chikungunya; vacinação inicia na próxima segunda-feira
22 ABR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 4 dias
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A cidade de Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul, enfrenta uma grave crise de saúde pública com a epidemia de chikungunya, levando a prefeitura a declarar situação de calamidade. A decisão foi tomada em resposta ao aumento significativo de casos da doença, que já ultrapassaram 2 mil confirmações e resultaram em oito mortes. A vacinação contra o vírus começará na próxima segunda-feira, dia 27 de abril.

A epidemia, que inicialmente afetou a Reserva Indígena de Dourados, agora se espalhou para diversos bairros da cidade. Em um decreto anterior, publicado em 20 de março, o prefeito Marçal Filho já havia declarado emergência em saúde pública, com novas medidas sendo implementadas desde então. O último decreto, que estabelece a calamidade, é uma ação coordenada com o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para enfrentar a crise na reserva indígena e na área urbana.

Dados epidemiológicos mostram que Dourados está em uma situação crítica, com mais de 6.186 casos prováveis de chikungunya e uma taxa de positividade de 64,9%. Além disso, o Departamento de Gestão do Complexo Regulador local revelou que a ocupação dos leitos de internação está em aproximadamente 110%, o que dificulta a assistência adequada para os pacientes, mesmo aqueles em estado grave. O decreto de calamidade terá validade de 90 dias.

Com relação à vacinação, o primeiro lote de imunizantes chegou à cidade na noite da última sexta-feira, dia 17 de abril. A prefeitura realizará, nos dias 22 e 23, a capacitação de profissionais de enfermagem para orientar a população sobre a vacina e identificar eventuais comorbidades. As diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem que a vacina deve ser aplicada em pessoas com idades entre 18 e 60 anos.

A meta é vacinar pelo menos 27% da população-alvo, o que corresponde a cerca de 43 mil pessoas. Contudo, a aplicação da vacina tem algumas restrições. Não poderão receber a imunização gestantes, lactantes, pessoas sob uso de medicamentos imunossupressores, indivíduos com certas condições de saúde graves, entre outros critérios. A expectativa é que a imunização ocorra de forma gradual, pois os candidatos precisarão passar por avaliação antes da aplicação da vacina.

A vacinação será distribuída nas unidades de saúde do município, incluindo aquelas que atendem a população indígena. Também está programada uma ação de vacinação em formato drive-thru no feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, das 8h às 12h no pátio da prefeitura.

A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e começará a ser aplicada de maneira estratégica em regiões com risco elevado de transmissão ao longo dos próximos anos. A escolha dos municípios para a vacinação levou em conta fatores epidemiológicos, como a presença do vírus, a população e a capacidade de implementação das vacinas.

Até a última segunda-feira, dia 20 de abril, Dourados havia registrado 4.972 casos prováveis da doença, com 2.074 confirmações, além de 1.212 casos descartados e 2.900 em investigação. O número de mortes confirmadas é de oito, sendo a maioria de moradores da reserva indígena.

O Ministério da Saúde, no final de março, disponibilizou um aporte emergencial de R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya em Dourados. Os recursos, que serão transferidos em parcela única, visam intensificar as estratégias de saúde pública, incluindo o controle do mosquito Aedes aegypti e a qualificação da assistência.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão de outras doenças, como dengue e zika. Desde a sua introdução no continente americano em 2013, a chikungunya provocou epidemias em diversos países da América Central e Caribe, e atualmente todos os estados brasileiros registram casos da doença.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.