Especialistas alertam sobre o despreparo do Brasil para o envelhecimento da população
13 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 12 dias
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Na última edição do programa CNN Sinais Vitais, o Dr. Roberto Kalil entrevistou o neurologista Diogo Haddad, que é professor na Santa Casa, sobre os desafios que o Brasil enfrenta em relação ao envelhecimento da população. Durante a conversa, Haddad fez uma importante distinção entre o envelhecimento normal e os sinais que podem indicar demência, enfatizando que a manutenção da independência nas atividades diárias está diretamente ligada a um envelhecimento saudável. Para ele, a atividade física e mental é crucial para que os indivíduos se mantenham ativos, evitando a perda de autonomia.

Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de atentar-se aos sinais que precedem uma perda de independência, como o comprometimento cognitivo leve. Haddad explicou que, embora esse comprometimento não seja necessariamente um indício de demência, ele já é um sinal de alerta. "Quem apresenta um comprometimento leve, identificado através de testes, pode estar em risco, mesmo que ainda consiga realizar suas atividades normalmente", alertou o neurologista.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 2 milhões de brasileiros são diagnosticados com Alzheimer, e as projeções indicam que esse número pode triplicar até o ano de 2050. Em função desse cenário, os especialistas concordaram que o Brasil não está adequadamente preparado para lidar com o rápido envelhecimento da sua população. O médico e professor da Unifesp, Paulo Bertolluci, destacou que a transição do Brasil de um país jovem para um país idoso ocorreu de maneira acelerada, sem que houvesse o devido tempo para adaptação e implementação de políticas públicas eficazes.

Bertolluci também frisou a importância do diagnóstico precoce para aumentar a efetividade no tratamento de doenças relacionadas ao envelhecimento. Ele apontou que a distribuição dos tipos de demência no Brasil apresenta diferenças notáveis quando comparada a outros países, especialmente os Estados Unidos. "Enquanto na costa leste americana cerca de 70% dos casos de demência são de Alzheimer, no Brasil esse número é de aproximadamente 50%", comentou.

O neurologista explicou que essa disparidade não se deve apenas a fatores genéticos, mas está intimamente ligada a questões de saúde pública e à eficácia dos diagnósticos realizados. "A demência vascular, por exemplo, é mais prevalente aqui do que em Boston, e isso é preocupante, já que essa condição é prevenível", completou Bertolluci.

Por fim, o especialista ressaltou que a maior incidência de demência vascular no Brasil está diretamente relacionada à qualidade dos cuidados na atenção primária à saúde. Ele também enfatizou que a população deve assumir um papel ativo no tratamento de doenças como hipertensão e diabetes, que são fatores de risco significativos para esse tipo de demência. O alerta reforça a necessidade de uma conscientização coletiva sobre a saúde e o envelhecimento.

Desta forma, a discussão em torno do envelhecimento da população brasileira e da demência deve ser ampliada. É essencial que o governo implemente políticas públicas que visem o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dessas condições. O investimento em educação e conscientização da população sobre os sinais de alerta é igualmente fundamental para que as pessoas possam buscar ajuda a tempo.

Além disso, a saúde pública deve ser uma prioridade nas agendas governamentais. O fortalecimento da atenção primária é crucial para garantir que mais pessoas tenham acesso a cuidados preventivos e de qualidade. Isso não apenas ajudará a diagnosticar doenças precocemente, mas também a prevenir complicações que podem surgir com o envelhecimento.

Em resumo, a combinação de um envelhecimento populacional acelerado e a falta de preparo do sistema de saúde traz desafios significativos. A sociedade deve se mobilizar para exigir mudanças e melhorias nas políticas de saúde, uma vez que a qualidade de vida dos idosos depende diretamente dessas ações. O Brasil precisa se preparar para essa nova realidade demográfica, garantindo saúde e dignidade aos seus cidadãos mais velhos.

Assim, é imprescindível que a população também adote hábitos saudáveis. A prática de exercícios físicos, uma dieta equilibrada e a monitorização de condições pré-existentes como diabetes e hipertensão são fundamentais para a prevenção da demência. A responsabilidade não está apenas nas mãos do governo, mas também de cada cidadão.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.