Estudo aponta necessidade de políticas públicas voltadas para a menopausa
04 MAR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 mês
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Um estudo recente realizado pelo Instituto Esfera, em Brasília, destaca a urgência de se implementar políticas públicas direcionadas ao enfrentamento dos efeitos da menopausa sobre as mulheres. A pesquisa, divulgada na última terça-feira (3), enfatiza a situação crítica de mulheres negras e aquelas que vivem em comunidades vulneráveis, que enfrentam desafios ainda maiores devido a essa fase da vida.

Clarita Costa Maia, pesquisadora responsável pelo estudo, esclarece que as mulheres mais afetadas no Brasil, especialmente negras e residentes em áreas desassistidas, experimentam os efeitos da menopausa de forma mais intensa, tanto do ponto de vista biológico quanto social. "Identificamos que a menopausa possui um componente biológico que impacta mais as mulheres negras e que, somado a outras vulnerabilidades, torna essa fase ainda mais desafiadora para elas", explicou Maia.

Os impactos da menopausa não se limitam à saúde física. Segundo a pesquisadora, os sintomas, tanto físicos quanto psicológicos, quando não tratados, podem comprometer a relação dessas mulheres com o mercado de trabalho. "Muitas dessas mulheres são as principais responsáveis pelo sustento da família e, portanto, sua fragilidade no trabalho pode afetar todo o núcleo familiar", acrescentou.

A pesquisa também aponta que os sintomas não tratados podem levar a problemas de saúde mental, elevando os riscos de condições como Alzheimer e depressão. Maia observou que a menopausa precoce é uma realidade crescente, relacionada ao estilo de vida atual e ao envelhecimento populacional. "As mulheres passam por fases emocionais complicadas, e é fundamental que consigam entender o que está acontecendo com elas", disse.

A relação entre o afastamento do trabalho e a saúde previdenciária é preocupante. "Em vez de termos trabalhadoras em sua melhor fase intelectual, vemos um aumento de problemas previdenciários e sociais", afirmou a pesquisadora.

O estudo sugere que o Brasil deve realizar um mapeamento sobre a menopausa para entender melhor a realidade das mulheres que passam por essa fase. A falta de políticas públicas estruturadas para lidar com a menopausa gera consequências diretas na saúde, economia e cidadania de milhões de mulheres. O documento menciona que, globalmente, os custos relacionados a esses problemas são significativos, totalizando cerca de US$ 150 bilhões por ano.

No Brasil, estima-se que 29 milhões de mulheres estejam passando pela menopausa, das quais 87,9% apresentam sintomas, embora apenas 22,4% busquem tratamento. "A magnitude do problema é proporcional à sua invisibilidade. Abordar a menopausa como uma questão de política pública não é patologizar o envelhecimento feminino, mas reconhecer a necessidade de cuidado e proteção institucional durante essa fase", conclui o estudo.

A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, também esteve presente no lançamento do estudo e destacou que há uma crescente atenção às questões de saúde da mulher com o envelhecimento populacional. Ela mencionou que a participação de grupos representativos de mulheres na menopausa tem sido fundamental em fóruns promovidos pelo Ministério da Saúde.


Desta forma, a análise proposta pelo estudo do Instituto Esfera revela uma necessidade urgente de mudança nas políticas públicas voltadas para a saúde da mulher. O foco em um período tão crítico como a menopausa não pode ser negligenciado, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O reconhecimento da menopausa como parte natural do ciclo de vida feminino deve ser acompanhado de ações que garantam cuidados adequados. A proposta de um mapeamento nacional é um passo importante, mas deve ser complementada por ações concretas e efetivas.

Além disso, é essencial que o debate sobre a saúde mental dessas mulheres seja incluído nas pautas de saúde pública. Os riscos associados à menopausa não tratados podem ter repercussões profundas na sociedade e na economia.

Finalmente, a inclusão das vozes e necessidades das mulheres negras e de comunidades vulneráveis é fundamental. Sem isso, as políticas podem perpetuar desigualdades e deixar um número significativo de mulheres sem o apoio necessário durante essa fase de transição.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.