Estudo aponta que tamanhos de roupas inadequados prejudicam a saúde mental de adolescentes
12 MAI

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 dias
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Um novo estudo realizado pela Universidade Internacional de La Rioja (Unir) revela que os tamanhos de roupas considerados inadequados nas lojas têm um impacto significativo na saúde mental de adolescentes. A pesquisa indica que a pressão para se encaixar em padrões de tamanhos reduzidos pode aumentar os riscos de ansiedade, autocrítica e até mesmo transtornos alimentares. Esses problemas são evidentes em dados alarmantes, como os 15.338 internamentos por anorexia nervosa registrados na Espanha nos últimos 21 anos, um número que representa 12,9% das hospitalizações por transtornos mentais entre jovens.

A pesquisa, divulgada na revista científica Journal of Eating Disorders, foi conduzida pela psiquiatra Lucía Gallego, que destacou que a maioria dos casos de anorexia envolve mulheres com uma idade média de 15 anos. O tempo médio de internação para esses casos é de 14 dias, que é superior ao observado em outros transtornos psiquiátricos, o que ressalta a gravidade da situação.

Segundo Gallego, a dificuldade em encontrar tamanhos adequados ou a limitação de marcas que oferecem opções para adolescentes pode gerar uma série de problemas psicológicos, como ansiedade, perfeccionismo e sensação de exclusão social. A especialista também mencionou que a comercialização de tamanhos reduzidos ou de modelos em tamanho único contribui para a perpetuação de um ideal corporal restrito.

Ela destacou ainda que a incapacidade de usar determinado tamanho pode levar a uma avaliação negativa de si mesmo, o que pode culminar em dietas restritivas sem a supervisão adequada de profissionais de saúde, aumentando assim o risco de desenvolver transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia.

Outro aspecto abordado no estudo é o impacto das redes sociais na percepção que as adolescentes têm de seus corpos. Muitas jovens costumam comparar suas aparências com imagens filtradas ou editadas que veem online, o que reforça a ideia de que há “algo errado” com seus corpos. Gallego alertou que essa má autoimagem é um dos principais fatores que podem levar a comportamentos autolesivos e até mesmo a pensamentos suicidas.

As adolescentes que sentem que não se encaixam nas roupas que são consideradas desejáveis em seus grupos sociais podem acabar se sentindo excluídas desses ambientes, o que pode agravar ainda mais sua saúde mental. Portanto, a pesquisa ressalta a necessidade urgente de repensar os padrões de tamanhos na indústria da moda.

Desta forma, é imprescindível que a indústria da moda comece a adotar práticas mais inclusivas em relação aos tamanhos de roupas. A pressão que as jovens sentem para se encaixar em padrões irreais não apenas afeta sua saúde mental, mas também sua autoestima e bem-estar geral.

A adoção de tamanhos mais diversos e a promoção de campanhas que valorizem a individualidade podem ser um caminho positivo para mitigar esses problemas. Além disso, a educação sobre saúde mental e a promoção do amor-próprio são essenciais para combater a influência negativa das redes sociais.

Assim, é vital que as marcas de moda, juntamente com os responsáveis pela educação e saúde, desenvolvam estratégias que ajudem a criar um ambiente mais saudável e acolhedor para as adolescentes. Isso pode incluir o incentivo ao diálogo sobre aceitação corporal e a promoção de uma imagem positiva do corpo.

Finalmente, a sociedade como um todo deve se esforçar para desconstruir estigmas associados a tamanhos de roupas, pois todos têm o direito de se sentir bem em seus próprios corpos. As consequências da pressão para se encaixar em padrões restritivos são graves e exigem uma resposta coletiva eficaz.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.