Estudo da USP usa exame de sangue e inteligência artificial para diagnóstico precoce de hanseníase
08 ABR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 2 dias
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um novo método para o diagnóstico precoce da hanseníase, utilizando um exame de sangue combinado com um questionário e uma ferramenta de inteligência artificial. Essa inovação visa melhorar a detecção da doença em suas fases iniciais, quando os sintomas são discretos e os exames convencionais muitas vezes falham.

O estudo foi conduzido por uma equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com o apoio da Fapesp, e foi coordenado pelo pesquisador Marco Andrey Frade. Os resultados do trabalho foram publicados na revista BMC Infectious Diseases. A pesquisa aproveitou amostras de sangue coletadas durante um inquérito populacional relacionado à Covid-19, o que proporcionou uma nova abordagem para identificar casos de hanseníase.

A hanseníase é uma enfermidade milenar, mas que ainda enfrenta dificuldades típicas de doenças que não têm a devida prioridade nas políticas de saúde pública. De acordo com o biomédico Filipe Lima, um dos autores do estudo, há uma carência de tecnologias laboratoriais que possibilitem o diagnóstico precoce, além de muitos profissionais de saúde não estarem capacitados para identificar as formas iniciais da doença.

Outro fator que agrava a situação é que o tratamento utilizado atualmente permanece praticamente o mesmo há mais de quatro décadas, o que facilita a resistência bacteriana e as falhas no tratamento. Assim, os pesquisadores buscaram identificar novos biomarcadores e testes que pudessem facilitar o diagnóstico precoce da hanseníase.

O novo método de diagnóstico combina duas ferramentas principais. A primeira delas é um questionário clínico, conhecido como QSH, que contém 14 perguntas focadas em sinais e sintomas neurológicos associados à hanseníase. Este questionário foi aprimorado com a ajuda de um sistema de inteligência artificial chamado MaLeSQs.

A segunda ferramenta utilizada é um exame de sangue que detecta a presença de anticorpos contra o antígeno Mce1A, uma proteína do Mycobacterium leprae, a bactéria que causa a hanseníase. Enquanto o exame convencional utiliza o antígeno PGL-I, que é menos sensível, o novo exame analisa três classes diferentes de anticorpos (IgA, IgM e IgG), aumentando a capacidade de identificar a exposição ao bacilo e a infecção ativa.

O teste tradicional geralmente só é positivo nas formas mais graves da doença, enquanto o exame com Mce1A permite detectar o contato com a bactéria em estágios mais iniciais. Para validar o novo método, os pesquisadores convidaram 700 pessoas que participaram de um inquérito sobre Covid-19 a se juntarem ao estudo sobre hanseníase. Dentre elas, 224 aceitaram participar e responderam ao questionário, e 195 forneceram amostras de sangue para análise.

Após a triagem, 12 novos casos de hanseníase foram diagnosticados, representando cerca de um terço dos indivíduos avaliados, todos sem sintomas evidentes. O anticorpo IgM contra o antígeno Mce1A demonstrou ser o mais eficaz, identificando dois terços dos novos casos confirmados. Ao combinar a análise laboratorial com a inteligência artificial, os pesquisadores alcançaram 100% de sensibilidade, identificando todos os casos suspeitos confirmados na consulta presencial.

Embora o exame de sangue não confirme a hanseníase por si só, ele se mostra uma ferramenta valiosa para direcionar os pacientes que realmente necessitam de avaliação médica especializada. Lima afirma que essa nova abordagem pode fortalecer a triagem diagnóstica na rede pública de saúde, sendo que a diferença de custo em relação aos exames tradicionais é mínima. Os métodos laboratoriais são semelhantes, de baixo custo e fáceis de executar, o que torna a implementação viável em diversos laboratórios.

Além disso, o estudo incluiu um mapeamento geográfico da distribuição dos casos identificados, revelando que a exposição ao bacilo está dispersa aleatoriamente pela cidade, sem uma concentração específica em determinadas áreas. Essa informação é crucial, visto que a hanseníase pode afetar pacientes de diferentes perfis socioeconômicos, tornando-se um problema de saúde pública que precisa ser enfrentado com urgência.

Por fim, o novo método de diagnóstico não apenas melhora a identificação precoce da doença, mas também oferece uma esperança para que a hanseníase deixe de ser uma enfermidade negligenciada. A capacidade de detectar a infecção antes que os sintomas se tornem evidentes é um avanço que pode mudar a trajetória de muitos pacientes, contribuindo para um tratamento mais eficaz e uma redução na prevalência da doença.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.