Estudo revela insatisfação das mulheres com atendimento de saúde no Brasil
14 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 3 meses
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Um novo levantamento realizado pela Macfor, uma agência de marketing digital, revelou que as mulheres no Brasil estão insatisfeitas com o atendimento de saúde que recebem. O estudo, que analisou mais de 260 mil avaliações de pacientes em plataformas digitais de agendamento médico, mostrou que mesmo sendo um grupo que demonstra grande interesse por temas de bem-estar, as mulheres expressam preocupações significativas com o sistema de saúde feminina.

Segundo os dados coletados, 43,2% das menções sobre saúde feminina foram classificadas como negativas, enquanto apenas 23,8% foram positivas. As avaliações foram feitas por 215 mil mulheres de todas as regiões do país, refletindo uma visão crítica sobre a qualidade do atendimento recebido. A pesquisa utilizou técnicas de social listening e dados do Google Trends, entre outras fontes, para mapear a percepção feminina em relação aos serviços de saúde.

Atualmente, as mulheres são uma parte central do sistema de saúde, com 82,3% delas tendo consultado um médico nos últimos 12 meses. Além disso, 77% reportaram ter utilizado medicamentos sem prescrição médica, um número que é três vezes maior do que o de homens. Essa diferença pode ser explicada pela maior procura das mulheres por serviços de saúde, mas também aponta para uma insatisfação com a qualidade das orientações recebidas.

Um estudo do World Economic Forum, em parceria com o McKinsey Health Institute, sugere que a situação de saúde das mulheres é precária em comparação à dos homens, o que pode impactar a economia global em até US$1 trilhão por ano até 2040. O levantamento da Macfor destaca uma desconfiança crescente das mulheres em relação aos profissionais de saúde, com 59% delas confiando mais em farmacêuticos e 54% buscando informações online antes de decidir sobre tratamentos.

Além disso, o que se conhece como marketing da “cor rosa”, que tem como alvo as mulheres, também está perdendo credibilidade. Muitas mulheres sentem que são tratadas de maneira passiva e estereotipada, ignorando que se tornaram consumidoras cada vez mais informadas e exigentes. "Há uma lacuna entre os dados que mostram o comportamento feminino em saúde e a forma como o mercado continua a se comunicar com esse público", afirmou Fabricio Macias, VP de marketing e co-fundador da Macfor.

De acordo com Macias, essa situação pressiona o setor de saúde a evoluir, não apenas em termos de produtos, mas também na experiência do cliente, comunicação e capacidade de escuta. "As marcas ainda estão se comunicando com uma mulher que não existe mais", concluiu.

Desta forma, a insatisfação das mulheres com o atendimento de saúde no Brasil deve ser vista como um sinal de alerta. A pesquisa revela não apenas uma crítica ao sistema de saúde, mas uma oportunidade para que os serviços se reinventem e se adaptem às novas demandas do público feminino. A mudança no comportamento das consumidoras é clara e exige uma resposta adequada por parte das instituições de saúde.

Em resumo, as mulheres estão se tornando mais críticas e exigentes em relação ao que esperam do atendimento médico. Essa mudança não pode ser ignorada, pois as consequências dessa insatisfação podem afetar a confiança e a saúde das mulheres a longo prazo. O setor precisa se adaptar a essa nova realidade para restaurar a credibilidade e a confiança.

Assim, é essencial que os serviços de saúde revisitem suas práticas de comunicação e atendimento, buscando uma abordagem que valorize a experiência e a voz das mulheres. Essa transformação pode contribuir para um ambiente mais acolhedor e eficaz no que diz respeito ao cuidado da saúde feminina.

Para finalizar, a evolução do atendimento à saúde deve ser baseada em dados e feedbacks reais, como os apresentados pela Macfor. O futuro da saúde feminina no Brasil depende de um comprometimento genuíno das instituições em ouvir e atender às necessidades reais das mulheres.

A tecnologia também pode ser uma aliada nesse processo. Por exemplo, a utilização de Webcam Full HD Logitech C920s com Microfone Embutido em consultas online pode facilitar a comunicação e o acompanhamento das pacientes, oferecendo maior conforto e privacidade.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.