Estudo revela que antibiótico em baixa dose pode ser eficaz no tratamento de transtorno do pânico
10 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 horas
7200 5 minutos de leitura

Pesquisadores brasileiros descobriram que pequenas doses de um antibiótico chamado minociclina podem ser úteis no tratamento do transtorno do pânico. O estudo, que conta com o apoio da Fapesp, foi publicado na revista Translational Psychiatry e envolveu experimentos realizados tanto em camundongos, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), quanto em humanos, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A pesquisa mostrou que a minociclina apresenta um efeito semelhante ao do clonazepam, medicamento amplamente prescrito para o tratamento de crises de pânico e que é conhecido comercialmente como Rivotril. O estudo indicou que as doses de minociclina necessárias para tratar os ataques de pânico eram menores do que aquelas utilizadas para combater infecções bacterianas, o que pode reduzir o risco de desenvolvimento de resistência bacteriana.

Beatriz de Oliveira, a primeira autora do estudo, explicou que, em testes realizados com camundongos, aqueles que receberam minociclina durante 14 dias antes de serem expostos a um estímulo que induz ataques de pânico, como a inalação de dióxido de carbono, apresentaram uma resposta reduzida a esses ataques. Em humanos, a minociclina também foi eficaz em diminuir a intensidade das crises de pânico provocadas pela inalação do mesmo gás.

O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Luciane Gargaglioni da FCAV-Unesp, investiga a relação entre a inflamação das células nervosas e algumas condições psiquiátricas. De acordo com a professora, a minociclina possui propriedades anti-inflamatórias, e sua eficácia no tratamento dos sintomas do transtorno do pânico pode estar relacionada à redução da inflamação no cérebro, uma abordagem diferente da do clonazepam, que atua diretamente em receptores específicos.

Embora o tratamento com minociclina possa não reproduzir todas as respostas observadas com o clonazepam, essa nova opção pode beneficiar pacientes que não reagem ao medicamento tradicional. Estudos indicam que cerca de 50% das pessoas com transtorno do pânico não obtêm resultados satisfatórios com o uso de clonazepam, que também pode causar efeitos colaterais significativos, como dependência.

A minociclina, já aprovada para uso em outras condições, poderia avançar rapidamente para estudos clínicos de fase 2, onde mais pacientes poderiam ser testados com diferentes doses e efeitos colaterais avaliados. A pesquisa também abre portas para a busca de outras substâncias com propriedades anti-inflamatórias que possam ser eficazes no manejo do transtorno do pânico.

Durante os experimentos, os pesquisadores analisaram 49 pacientes diagnosticados com transtorno do pânico, que inalaram ar com 35% de dióxido de carbono. Após uma semana de tratamento com clonazepam ou minociclina, os sintomas de ansiedade foram avaliados por psiquiatras. O gás utilizado foi escolhido por provocar sensações semelhantes às de um ataque de pânico, tornando os resultados mais relevantes.

Embora a literatura científica já tenha apontado diferenças nos níveis de citocinas em camundongos tratados com diferentes medicamentos, neste estudo, tais diferenças não foram detectadas, possivelmente devido a limitações na metodologia.

Desta forma, os resultados do estudo sobre a minociclina oferecem uma nova perspectiva para o tratamento do transtorno do pânico, que afeta um número significativo de pessoas. A possibilidade de uma abordagem menos invasiva e com menos efeitos colaterais é um avanço importante na área da saúde mental.

Além disso, o fato de que a minociclina já é um medicamento conhecido e utilizado para outras condições traz uma camada adicional de segurança aos tratamentos. Isso pode facilitar a aceitação por parte de médicos e pacientes, o que é crucial em um contexto onde a adesão ao tratamento é um desafio.

É fundamental que mais pesquisas sejam conduzidas para confirmar a eficácia e segurança da minociclina em um número maior de pacientes. A continuidade dos estudos poderá esclarecer ainda mais as implicações do uso desse antibiótico no tratamento de distúrbios de ansiedade.

Por fim, a busca por novas alternativas terapêuticas deve permanecer uma prioridade na pesquisa psiquiátrica. Compreender as interações entre inflamação e saúde mental pode abrir portas para outras opções de tratamento que atendam a necessidade de pacientes que não respondem aos tratamentos tradicionais.

Uma dica especial para você

Assim como a minociclina pode trazer alívio e conforto para quem enfrenta o transtorno do pânico, a Fonte ATX Gamer Evus EVG600 ARGB 600w 80 Plus Bronze é a solução perfeita para quem busca estabilidade e performance em seus equipamentos. Com um design elegante e tecnologia de ponta, ela garante que seu setup esteja sempre pronto para qualquer desafio.

Com 600W de potência e eficiência 80 Plus Bronze, essa fonte proporciona um desempenho excepcional e uma experiência de jogo fluida e sem interrupções. Além disso, seu sistema de iluminação ARGB traz um toque especial ao seu ambiente, elevando o nível do seu setup a um novo patamar. É a combinação perfeita de estilo e funcionalidade que você merece!

Aproveite a oportunidade de transformar seu espaço gamer! As unidades estão se esgotando rapidamente, e você não vai querer ficar de fora dessa. Adquira agora a sua Fonte ATX Gamer Evus EVG600 ARGB 600w 80 Plus Bronze e sinta a diferença na sua performance!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.