Estudo revela riscos à saúde em vapes ilegais comercializados no Brasil
15 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 10 dias
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Um estudo conduzido por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) identificou a presença de substâncias tóxicas em vapes vendidos ilegalmente no Brasil. Essa pesquisa, realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Rosenfield, destaca os perigos associados ao uso desses produtos, que circulam sem qualquer regulamentação ou fiscalização.

Os vapes, também conhecidos como cigarros eletrônicos, têm ganhado popularidade, especialmente entre os jovens. No entanto, a falta de controle de qualidade e a venda de produtos cuja composição é desconhecida colocam em risco a saúde dos consumidores. A doutora Pâmela de Medeiros Engelmann, responsável pelo estudo, enfatiza que a percepção equivocada de que os vapes são menos prejudiciais do que os cigarros tradicionais pode levar a uma subestimação dos riscos associados ao seu uso.

A venda de cigarros eletrônicos é proibida no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, muitos produtos ainda chegam ao mercado, principalmente de forma ilegal. O estudo da PUCRS analisou líquidos de vapes que não são produzidos no Brasil, mas que circulam em território nacional. A pesquisa utilizou como base as diretrizes da Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA) do Reino Unido, uma vez que o Brasil carece de regulamentações específicas para esses produtos.

Durante a análise, foram encontrados dois compostos perigosos: o diacetil, utilizado como aromatizante, e o acetato de vitamina E, que serve como espessante do líquido. O diacetil está associado a sérios problemas respiratórios, incluindo a bronquiolite obliterante, uma condição irreversível que pode necessitar de transplante de pulmão. O acetato de vitamina E, por sua vez, tem sido vinculado a lesões pulmonares graves nos Estados Unidos, especialmente em produtos que contêm tetrahidrocanabinol (THC).

Além dessas substâncias, o estudo também detectou a presença de aldeídos como formaldeído e acroleína, que podem causar irritação nas vias respiratórias e têm potencial carcinogênico. Também foi observada a presença de nicotina em concentrações elevadas, o que pode aumentar o risco de dependência e problemas cardiovasculares.

A pesquisa da PUCRS é um alerta importante sobre os riscos associados ao uso de vapes ilegais. A situação destaca a necessidade urgente de regulamentação e fiscalização rigorosa desses produtos no Brasil, a fim de proteger a saúde dos consumidores, especialmente dos jovens que estão mais expostos a esses riscos.


Desta forma, é crucial que as autoridades brasileiras intensifiquem os esforços para regulamentar e fiscalizar a venda de produtos como os vapes. A falta de controle pode resultar em consequências graves para a saúde pública, especialmente entre os jovens.

Além disso, a conscientização sobre os riscos associados ao uso de vapes deve ser uma prioridade nas campanhas de saúde pública. As informações contidas no estudo da PUCRS devem ser amplamente divulgadas para que os consumidores estejam cientes dos perigos.

O aumento da venda de cigarros eletrônicos em mercados ilegais coloca em evidência a necessidade de uma abordagem mais rigorosa, que inclua não apenas a proibição, mas também medidas educativas para a população.

Por fim, é fundamental que as políticas de saúde pública considerem a rápida evolução do consumo de produtos de tabaco e nicotina, buscando maneiras de proteger a saúde da população e prevenir novos vícios.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.