Funerária brasileira lança caixões inspirados em Super Mario e gera polêmica sobre direitos autorais
06 MAI

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Vinícius de Moraes Neto Por Vinícius de Moraes Neto - Há 7 dias
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A morte é um assunto delicado e, muitas vezes, cercado de tabus. Contudo, uma funerária brasileira chamada Urnas Bignotto, localizada em Cordeirópolis, interior de São Paulo, decidiu abordar o tema de forma inusitada. Com mais de 60 anos de experiência no setor, a empresa recentemente apresentou uma linha de caixões inspirados nos personagens do famoso jogo Super Mario, o que provocou risadas e preocupações nas redes sociais.

Os caixões temáticos, que incluem versões do Mario, Luigi, Peach e Yoshi, viralizaram nas plataformas digitais, levando muitos fãs a temerem um possível processo por parte da Nintendo. A empresa japonesa é conhecida por proteger rigorosamente sua propriedade intelectual, especialmente quando se trata de suas franquias de sucesso.

A repercussão foi tamanha que a Urnas Bignotto viu o vídeo de apresentação de seus novos produtos ser amplamente compartilhado. Muitos internautas se divertiram com as criações, mas também expressaram preocupação com a possibilidade de ações legais contra a funerária. Isso acontece em um momento em que a imagem e os personagens da Nintendo estão em alta, especialmente com o recente sucesso do filme Super Mario Galaxy.

Contatada para esclarecer a situação, a Urnas Bignotto informou que a ideia dos caixões do Mario não surgiu como um produto comercial, mas sim como um conceito criativo. Segundo Guilherme Chanquini, responsável pelo marketing da empresa, a intenção era explorar novas formas de comunicação em um setor que geralmente é muito sério e tradicional.

Chanquini explicou que a inspiração para os caixões veio de um dos diretores da empresa, que queria testar algo inovador. Embora a ideia seja nova no Brasil, já existem exemplos de caixões temáticos em outros países, como um modelo de M&M'S. No entanto, a Urnas Bignotto não possui qualquer tipo de licenciamento com a Nintendo ou outras marcas, o que significa que os caixões não estão disponíveis para venda.

“Infelizmente, não temos licença. As empresas tendem a não firmar parcerias ou ceder licenciamento para o setor funerário”, afirmou Chanquini, ressaltando que os caixões do Mario servem apenas como uma forma de experimentação e não estão sendo comercializados atualmente.

Antes de lançar a linha inspirada em Super Mario, a Urnas Bignotto já havia explorado a cultura pop com caixões inspirados na Barbie e nos Padrinhos Mágicos, buscando sempre gerar impacto e provocar reações do público. A ideia é quebrar a seriedade tradicional do setor com cores vibrantes e personagens reconhecíveis.

Embora a empresa tenha capacidade para produzir até 1.200 urnas por dia, a produção dos modelos temáticos requer um cuidado especial. A pintura é feita manualmente e não é automatizada, o que proporciona um nível de detalhamento elevado nas peças, contribuindo para o sucesso nas redes sociais.

Apesar da viralização, Chanquini afirmou que não há demanda por esse tipo de produto no mercado brasileiro. A Urnas Bignotto atua como fornecedora para funerárias, e não diretamente para o consumidor final, tornando a situação ainda mais complexa. "Não houve procura por parte dos nossos clientes", disse ele, enfatizando que o principal objetivo é abrir um canal de diálogo com o público.

Outro aspecto delicado da iniciativa envolve os direitos autorais. Personagens como Mario pertencem à Nintendo, que tem um histórico de proteger suas propriedades intelectuais, o que impede a Urnas Bignotto de comercializar esses produtos.


Desta forma, a criação dos caixões do Super Mario pela Urnas Bignotto levanta importantes questões sobre a inovação no setor funerário. A ideia de trazer personagens icônicos para um momento tão sério como a morte é ousada e provoca reflexão sobre como a sociedade encara a morte.

Esta proposta pode ser vista como uma tentativa de desmistificar o tema da morte, tornando-o mais acessível e menos temido. No entanto, a falta de licenciamento levanta preocupações legais que não podem ser ignoradas.

Além disso, a iniciativa mostra que o setor funerário pode, sim, se reinventar e buscar novas formas de comunicação com o público. É essencial que as empresas do ramo busquem maneiras de se conectar com as novas gerações, que têm uma visão diferente sobre a vida e a morte.

Assim, o desafio para a Urnas Bignotto será equilibrar a criatividade com as limitações legais, sempre respeitando os direitos autorais. A inovação deve caminhar lado a lado com a ética e o respeito às propriedades intelectuais.

Finalmente, essa situação pode abrir um debate mais amplo sobre as possibilidades criativas no setor funerário, que muitas vezes é visto apenas como um campo sério e tradicional. A criatividade pode ser uma aliada em momentos de dor, trazendo um novo olhar sobre a morte.

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Vinícius de Moraes Neto

Sobre Vinícius de Moraes Neto

Analista de sistemas com MBA em Segurança Cibernética. Atua protegendo dados críticos de grandes corporações nacionais. Paixão por cultura de código aberto e Linux. Constrói robôs autônomos como seu hobby principal.