Laboratório Cristália afirma que mortes de pacientes com polilaminina não estão relacionadas ao medicamento
13 FEV

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 2 meses
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O laboratório Cristália, responsável pela polilaminina, um medicamento experimental desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratar lesões medulares, declarou que as mortes de três pacientes que receberam o fármaco em 2026 não têm relação com a administração do remédio. Os óbitos, ocorridos em janeiro e fevereiro deste ano, foram atribuídos a causas como embolia pulmonar e choque séptico, de acordo com informações fornecidas pela empresa.

Embora a polilaminina ainda esteja em fase de testes e não tenha completado todas as etapas dos estudos clínicos, a Anvisa já autorizou a primeira fase de testes para avaliar a segurança do medicamento. Esta fase inicial inclui apenas cinco voluntários e visa observar possíveis efeitos colaterais da substância.

Desde a divulgação da polilaminina, diversos pacientes com lesões medulares têm recorrido à Justiça para obter acesso ao medicamento, uma vez que suas condições são consideradas graves e as opções de tratamento são limitadas. Até agora, o laboratório recebeu 37 solicitações e já realizou 22 aplicações do fármaco, embora estes pacientes não façam parte do estudo clínico formal.

A empresa também está em contato com médicos e familiares dos pacientes que receberam o medicamento para monitorar eventos adversos. O Cristália informou que a avaliação inicial das mortes indicou que elas não estão ligadas à polilaminina. Os óbitos ocorreram em datas específicas, sendo reportados à Anvisa para análise, assim como a ocorrência de outras complicações.

De acordo com o laboratório, a gravidade dos casos dos pacientes que solicitaram o fármaco é um fator importante a ser considerado. A literatura médica aponta que, dependendo da gravidade das lesões, a taxa de mortalidade pode chegar a 40%. Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina na UFRJ, destacou que as aplicações feitas por ordem judicial não seguem os protocolos de pesquisa, dificultando o acompanhamento adequado dos pacientes.

A primeira fase dos estudos clínicos, que já está em andamento, envolve voluntários com idades entre 18 e 72 anos, que apresentaram lesões agudas na medula espinhal. Somente após a conclusão dessas fases o medicamento poderá ser submetido à aprovação da Anvisa para uso geral.


Desta forma, a situação em torno da polilaminina levanta importantes questões sobre a administração de medicamentos experimentais. É crucial que os pacientes tenham acesso a informações claras e precisas sobre os riscos envolvidos em tratamentos não completamente testados.

Além disso, a pressão judicial para a utilização de fármacos em situações emergenciais deve ser cuidadosamente avaliada. A falta de protocolos adequados pode comprometer a segurança dos pacientes e dificultar a coleta de dados necessários para a pesquisa.

O acompanhamento médico é essencial para a eficácia e segurança de novos tratamentos. Portanto, as iniciativas para monitorar a aplicação da polilaminina são um passo positivo, mas exigem um compromisso ainda maior por parte das autoridades e do laboratório.

Assim, é fundamental que o desenvolvimento de novas terapias, como a polilaminina, ocorra de maneira rigorosa e transparente. Isso garantirá não apenas a segurança dos pacientes, mas também a credibilidade da pesquisa médica no Brasil.

Finalmente, a colaboração entre laboratórios, órgãos reguladores e a comunidade médica é vital para que inovações no tratamento de doenças complexas, como as lesões medulares, possam ser desenvolvidas de forma segura e eficaz.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.