Médica critica demora do Brasil em adotar padrões de qualidade do ar da OMS
13 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 3 horas
2688 5 minutos de leitura

A médica patologista Evangelina Araújo, diretora do Instituto Ar, expressou sua preocupação com a lenta adoção dos padrões de qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo Brasil. Segundo ela, o país pode levar até 24 anos para alcançar níveis que são considerados seguros, o que pode resultar em um número alarmante de mortes evitáveis.

Evangelina Araújo, que tem atuado como uma das principais defensoras da melhoria na qualidade do ar no Brasil, criticou a situação atual em uma entrevista. Ela destacou que enquanto a OMS recomenda um limite de 5 μg/m³ (microgramas por metro cúbico) para material particulado fino (MP2,5), as normas brasileiras atuais permitem até 15 μg/m³ desse poluente, que é um dos mais nocivos à saúde.

A médica tem se empenhado para pressionar o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) a adotar um calendário mais rigoroso para a implementação dessas normas. Atualmente, as metas de adequação estabelecidas pelo Conama se estendem até 2044, o que, segundo Evangelina, é inaceitável. "Não tem cabimento o Brasil querer levar 24 anos para chegar nos padrões de qualidade do ar que a OMS", afirmou durante a conversa.

Evangelina Araújo explicou que a luta por padrões de qualidade do ar mais elevados enfrenta diversos obstáculos, incluindo a forte influência do lobby industrial e a falta de independência dos órgãos ambientais. No Conama, há uma polarização entre representantes dos órgãos ambientais, que buscam proteger suas áreas de atuação, e a sociedade civil, que clama por mudanças que garantam a saúde da população.

Um dos pontos críticos na discussão é a resistência dos órgãos ambientais em alterar as normas atuais, com a justificativa de que isso poderia expor o Estado a penalidades por não cumprimento das diretrizes existentes. A médica ressaltou que essa situação é insustentável, pois a inação resulta em um aumento considerável no número de mortes relacionadas à poluição do ar.

Em 2018, o Conama chegou a aprovar mudanças nos padrões intermediários de qualidade do ar, mas sem definir prazos. Após uma intensa mobilização, incluindo uma nota técnica produzida pelo Instituto Ar e o Ministério Público, foi possível levar a questão ao Supremo Tribunal Federal, que determinou que a resolução do Conama fosse revisada. No entanto, os novos prazos continuam a ser considerados muito longos.

Evangelina comentou ainda sobre a falta de ação dos órgãos ambientais diante das evidências científicas que mostram a relação entre a poluição do ar e o aumento da mortalidade. Para a médica, existe uma grande responsabilidade a ser assumida por esses órgãos, que frequentemente se mostram influenciados por interesses políticos em vez de priorizarem a saúde pública.

Desta forma, a crítica da médica Evangelina Araújo revela um quadro preocupante da saúde pública no Brasil. A adoção tardia de padrões de qualidade do ar pode resultar em consequências graves, incluindo um número elevado de mortes que poderiam ser evitadas. A luta dela e de outras organizações é fundamental para pressionar por mudanças necessárias.

Além disso, é importante ressaltar que a qualidade do ar afeta não apenas a saúde individual, mas também o bem-estar coletivo. Portanto, a implementação de normas mais rigorosas deve ser uma prioridade para o governo e a sociedade.

O engajamento da sociedade civil, que inclui ONGs e movimentos populares, é essencial para pressionar os órgãos responsáveis a tomarem decisões que protejam a saúde dos cidadãos. A colaboração entre diferentes setores é fundamental para avançar na melhoria da qualidade do ar.

Assim, é imperativo que a população se mobilize e exija ações concretas dos governantes. Para isso, a informação e a conscientização sobre os riscos da poluição são ferramentas essenciais que podem ajudar a provocar mudanças.

Por fim, a discussão sobre a qualidade do ar deve ser contínua e envolver todos os segmentos da sociedade. A educação ambiental e a promoção da saúde são aspectos que devem caminhar juntos para garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações.

Uma dica especial para você

Enquanto o Brasil luta para adotar padrões de qualidade do ar que garantam nossa saúde, é essencial saber como se conectar com as pessoas ao nosso redor. Para isso, Como fazer amigos e influenciar pessoas é um guia indispensável que pode transformar suas interações sociais e profissionais, ajudando a criar um ambiente mais colaborativo e saudável.

Este livro não apenas ensina técnicas de comunicação eficazes, mas também desperta empatia e compreensão nas relações. Ao dominar esses princípios, você se tornará uma influência positiva, capaz de promover mudanças significativas na sua comunidade, algo tão necessário em tempos de desafios como os que enfrentamos hoje.

Não deixe para depois! A habilidade de se conectar com os outros é um diferencial valioso que pode abrir portas e criar oportunidades. Invista em seu futuro agora mesmo e conheça o poder de Como fazer amigos e influenciar pessoas. Transforme sua vida social e profissional hoje!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.