Mpox: Como se proteger contra a doença e quais são os sintomas?
02 MAR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 1 mês
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O Brasil registrou 88 casos confirmados e dois prováveis de mpox entre 1º de janeiro e 24 de fevereiro, conforme dados recentes do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. A volta da doença ao noticiário provoca preocupações semelhantes às que surgiram durante a pandemia de covid-19, levando muitos a questionar se é hora de usar máscaras novamente. No entanto, especialistas indicam que o risco de um surto significativo da mpox ainda é considerado baixo.

Em uma entrevista, o infectologista Álvaro Furtado Costa, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), esclareceu que para a população em geral, que não tem contato direto com pessoas infectadas, o uso de máscaras não é necessário. A transmissão da mpox por via respiratória é possível, mas a chance é muito baixa. Para que ocorra essa contaminação, geralmente é necessário um contato próximo e prolongado com gotículas e secreções respiratórias. Assim, o risco é maior para profissionais de saúde e pessoas que vivem com alguém doente.

A transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto entre a pele de uma pessoa infectada e a pele de outra. O médico explica que o contato durante relações sexuais é uma das formas mais fáceis de contrair a doença, mesmo com o uso de preservativos, já que lesões podem estar presentes em áreas do corpo que não estão protegidas. Além disso, a contaminação pode acontecer através de objetos que foram recentemente usados por uma pessoa infectada.

Por isso, é essencial que qualquer pessoa com sintomas de mpox se isole e evite compartilhar objetos como toalhas e talheres. O uso de álcool em gel e a higienização frequente das mãos também são recomendados para evitar a propagação do vírus. A contaminação pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele se forme.

Outro ponto importante a ser destacado é a possibilidade de transmissão da mpox para animais de estimação. Há relatos de pessoas que transmitiram a doença para seus cães e gatos. Portanto, recomenda-se que os tutores que contraírem a doença mantenham distância de seus animais e sigam algumas orientações, como não deixá-los em contato com roupas de cama e evitar abraços ou beijos durante o período de isolamento.

Entre os sintomas mais comuns da mpox estão febre, dor de cabeça, mal-estar e dores no corpo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sinais podem aparecer de uma semana a 21 dias após o contato com o vírus, e geralmente duram de duas a quatro semanas. O início dos sintomas é marcado por febre, mal-estar e aumento dos gânglios linfáticos, que são caroços doloridos localizados no pescoço, axilas ou virilha.

Após um a cinco dias do início da febre, surgem lesões na pele que se assemelham a bolhas, parecidas com as que aparecem na catapora ou herpes. Essas lesões costumam aparecer inicialmente no rosto e podem se espalhar pelo corpo, atingindo também palmas das mãos e solas dos pés, além de áreas onde houve contato direto com o vírus.

Desta forma, a preocupação com a mpox deve ser tratada com cautela e informação. Embora o número de casos esteja aumentando, o risco de um surto significativo ainda é considerado baixo, o que não deve ser motivo para relaxamento das medidas de prevenção.

O uso de máscaras, embora não seja amplamente necessário para a população em geral, continua sendo uma ferramenta útil em situações específicas, como em ambientes fechados ou quando se está ao redor de pessoas com sintomas respiratórios.

A prevenção deve ser priorizada, especialmente em um momento em que a memória da pandemia de covid-19 ainda está fresca. A população deve ser incentivada a manter boas práticas de higiene e cuidados com saúde.

Além disso, a comunicação efetiva sobre a transmissão e os sintomas da mpox é fundamental para que as pessoas possam agir de forma informada e responsável, evitando o alastramento da doença.

Finalmente, é importante que as autoridades de saúde continuem monitorando a situação e disponibilizando informações atualizadas à população, a fim de garantir que todos estejam cientes dos riscos e das formas de prevenção.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.