Mutilação genital feminina na Colômbia: um ciclo doloroso que mulheres indígenas tentam romper
20 ABR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 5 dias
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A mutilação genital feminina continua sendo uma realidade preocupante na Colômbia, onde a prática é mais prevalente entre comunidades indígenas, como a emberá. Carla Quiñonez, uma mãe de 30 anos, compartilha a dolorosa experiência de sua filha, que foi submetida a esse procedimento em uma idade muito precoce. Com apenas seis meses, sua filha sofreu uma mutilação realizada às escondidas por sua avó, que minimizou a gravidade da situação, resultando em consequências devastadoras para a saúde da criança.

Após o procedimento, a menina apresentou febre, inchaço e sangramentos, sintomas que levaram à preocupação de Carla. Apesar de tentar buscar ajuda, a distância e as condições climáticas dificultaram o acesso a um centro de saúde. Este relato de Carla é um entre muitos que evidenciam não apenas a dor física, mas também as implicações emocionais e sociais que surgem em torno da mutilação genital feminina.

A mutilação genital feminina é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a remoção total ou parcial dos genitais externos femininos. Essa prática, que afeta milhões de mulheres ao redor do mundo, está presente principalmente nas regiões da África e do Oriente Médio, mas na Colômbia, a situação se torna ainda mais alarmante. O país é o único da América Latina que ainda registra a prática, e os dados mostram que casos continuam a surgir, especialmente em áreas isoladas onde o acesso à informação e aos serviços de saúde é limitado.

Carla relata que sua filha, agora com quatro anos, sofre de dores e infecções urinárias frequentes, que são sintomas comuns entre as sobreviventes da mutilação. O trabalho de Carla é fundamental para tentar erradicar essa prática arcaica em sua comunidade. Ela viaja por regiões remotas, realiza oficinas educativas e confronta autoridades locais que defendem a continuidade dessa tradição.

De acordo com registros do Congresso colombiano, em 2025, foram identificados 26 casos de mutilação até outubro. Em anos anteriores, os números foram ainda mais alarmantes, com 54 casos em 2024 e 91 em 2023. A maioria dos casos ocorre no departamento de Risaralda, onde reside a comunidade emberá de Carla. No entanto, muitos especialistas acreditam que os números oficiais não refletem a realidade, pois muitos casos não são reportados.

As dificuldades enfrentadas pelas comunidades indígenas, que vivem em áreas remotas, tornam a situação ainda mais crítica. Muitas vezes, as famílias não conseguem levar uma criança ferida ao hospital devido à distância e à falta de transporte. Carla destaca que a mortalidade entre meninas que passam por mutilação é alarmante, e que frequentemente elas não sobrevivem às complicações decorrentes do procedimento. A prática é tão comum que em algumas regiões, praticamente todas as meninas nascidas passam por isso, o que levanta questões sérias sobre a saúde e os direitos das mulheres.

A pediatra Diana Ramos Mosquera, que trabalha em um hospital em Risaralda, afirma que muitos casos de mutilação não são registrados, e que as vítimas frequentemente chegam com cicatrizes que indicam o procedimento. Ela acredita que o aumento no número de casos detectados está mais relacionado ao aumento da conscientização e do número de profissionais capacitados para identificar a mutilação do que a um crescimento real da prática.

O ciclo de mutilação genital feminina é mantido por uma combinação de tradições culturais e falta de informação. O trabalho de mulheres como Carla Quiñonez é vital para mudar essa realidade. Elas enfrentam resistência, mas também contam com o apoio de diversas organizações e iniciativas que buscam educar as comunidades sobre os riscos e implicações da mutilação.

Desta forma, a luta contra a mutilação genital feminina na Colômbia demanda não apenas o fortalecimento de leis, mas também uma mudança cultural profunda. É essencial que as comunidades sejam informadas sobre os riscos e consequências dessa prática, promovendo assim a saúde e o bem-estar das mulheres. A resistência enfrentada por ativistas como Carla Quiñonez é um reflexo da persistência de tradições prejudiciais que precisam ser urgentemente reavaliadas.

Além disso, a criação de políticas públicas eficazes que garantam a proteção das meninas e mulheres é fundamental. O governo colombiano deve intensificar as ações contra a mutilação, ampliando o acesso a serviços de saúde e educação nas áreas mais afetadas. Somente através da educação e da conscientização será possível romper com esse ciclo de violência.

Em resumo, a mutilação genital feminina é uma questão de saúde pública e direitos humanos. O apoio da sociedade civil e a colaboração entre diferentes setores são cruciais para erradicar essa prática. O desafio é grande, mas a mobilização e a solidariedade podem levar a mudanças significativas.

Finalmente, é importante que as histórias de sobreviventes como a de Carla sejam ouvidas e valorizadas. Elas oferecem um testemunho poderoso da realidade enfrentada por muitas mulheres e devem servir de incentivo para que mais pessoas se engajem na luta pela erradicação da mutilação genital feminina.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.