Neurologistas discutem casos raros de Alzheimer precoce em programa da CNN
11 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 2 horas
2017 4 minutos de leitura

A doença de Alzheimer é frequentemente associada ao envelhecimento, no entanto, especialistas alertam que ela pode se manifestar em pessoas mais jovens. Em uma conversa no programa Sinais Vitais, da CNN Brasil, os neurologistas Paulo Bertolucci, da Unifesp, e Diogo Haddad, da Santa Casa, abordaram essa questão com o Dr. Kalil.

O professor Paulo Bertolucci relatou que há registros raros de casos de Alzheimer em indivíduos muito jovens. Ele mencionou que a pessoa mais jovem que ele atendeu tinha apenas 24 anos e apresentava uma forma extraordinariamente incomum de mutação genética associada à doença. Bertolucci destacou que, embora existam casos de demência de início precoce, a maioria dos diagnósticos ocorre após os 65 anos. Ele também trouxe uma mensagem encorajadora: "Se você não teve a doença de Alzheimer até os 85 anos, suas chances de desenvolvê-la começam a diminuir".

O neurologista Diogo Haddad enfatizou que o diagnóstico de Alzheimer é frequentemente clínico, o que resulta em um alto índice de subdiagnóstico. Segundo ele, cerca de 77% das demências no Brasil são subdiagnosticadas, um número que ultrapassa 70% em nível global. Haddad alertou que mesmo profissionais especializados em demência podem errar em um diagnóstico em até 20% dos casos. Ele ressaltou que a avaliação clínica é fundamental, mas que a abordagem tem evoluído com o tempo.

Atualmente, existem avanços significativos nos exames que permitem identificar a fisiopatologia da doença. Os biomarcadores, por exemplo, podem detectar a presença das placas características do Alzheimer no cérebro. "Hoje, é possível identificar pacientes que já têm a doença do ponto de vista biológico, mas ainda não apresentam sintomas clínicos, o que indica um risco maior", concluiu Haddad.


Desta forma, a discussão sobre a manifestação precoce da doença de Alzheimer revela a importância de uma maior conscientização sobre a condição. Embora os casos em jovens sejam raros, o conhecimento sobre eles pode ajudar a desmistificar a doença e a promover um diagnóstico mais preciso.

Além disso, a subdiagnose das demências é alarmante e destaca a necessidade de capacitação contínua de profissionais de saúde. A formação adequada pode minimizar erros e garantir um atendimento de qualidade aos pacientes e suas famílias.

A evolução dos exames e a utilização de biomarcadores são avanços promissores. Eles não apenas facilitam o diagnóstico, mas também oferecem a oportunidade de intervenções precoces, que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Assim, a discussão sobre Alzheimer em idades mais jovens e os desafios do diagnóstico destaca a urgência de se investirem recursos em pesquisa e educação. É fundamental que a sociedade esteja informada e preparada para lidar com os impactos dessa doença.

Finalmente, garantir que as pessoas tenham acesso a informações de qualidade e a serviços de saúde adequados é essencial para enfrentar esse desafio. A inclusão de novas tecnologias e métodos diagnósticos pode ser um caminho eficaz para reduzir os índices de subdiagnóstico.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.