Novo Nordisk pode retomar fornecimento de insulina ao SUS se contrato for firmado até maio
16 ABR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 10 dias
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A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou que está disposta a reiniciar a entrega de insulina humana ao SUS (Sistema Único de Saúde) caso o Ministério da Saúde assine um contrato até o final de maio deste ano. O ministério, sob a direção de Alexandre Padilha, indicou que pretende abrir uma licitação nos próximos meses para a aquisição desse medicamento, que é essencial no controle do diabetes.

Nos últimos anos, a Novo Nordisk diminuiu suas entregas para a rede pública e havia até sinalizado que deixaria de fabricar insulina até o final de 2026. Essa decisão se deu em meio a uma mudança no foco das principais empresas de insulina, que estão priorizando a produção de medicamentos para emagrecimento, como o Ozempic, que se tornou o carro-chefe da farmacêutica.

A redução na oferta de insulina teve repercussões significativas, afetando tanto o programa Farmácia Popular quanto a distribuição nas unidades de saúde do SUS. Desde 2023, o sistema público já enfrentou períodos de desabastecimento, levando o ministério a buscar alternativas, como a compra de insulina importada sem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), principalmente da China.

No entanto, essa prática gerou críticas por parte da indústria nacional e levantou preocupações entre especialistas sobre a qualidade dos produtos adquiridos. A proposta da Novo Nordisk envolve a venda de 100 a 125 milhões de canetas de insulina entre julho de 2026 e março de 2028, com produção na fábrica localizada em Montes Claros, Minas Gerais. Se concretizada, a compra poderia custar mais de R$ 1,5 bilhão, considerando os valores dos contratos anteriores.

A farmacêutica mantém sua intenção de interromper a fabricação do produto até o fim de 2026, a menos que um acordo seja firmado com o governo brasileiro. O comunicado foi enviado ao ministério e ao Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).

Em resposta, o Ministério da Saúde afirmou que a licitação para a compra de insulina está prevista para ocorrer em breve e que não se pode considerar isso como uma forma de pressão, ressaltando que o processo seguirá critérios técnicos e de menor preço. A pasta também esclareceu que a aquisição de medicamentos sem registro foi uma medida necessária, diante do anúncio de interrupção no fornecimento por parte das fabricantes tradicionais.

O ministério assegurou que as ações tomadas têm garantido a oferta regular e gratuita de insulina no SUS, revertendo o risco de desabastecimento que surgiu após restrições de produção por parte das empresas. A Novo Nordisk, por sua vez, informou que está em diálogo com o ministério sobre a possibilidade de adiar a assinatura do contrato, enfatizando que o prazo proposto inicialmente é crucial para o planejamento da produção e fornecimento das insulinas.

Embora a Novo Nordisk tenha se destacado no mercado de medicamentos para emagrecimento com o lançamento do Ozempic, a empresa viu seu faturamento diminuir devido à concorrência com outros produtos, como o Mounjaro. Contudo, a farmacêutica nega que exista uma ligação entre a retomada da entrega de insulina ao SUS e as recentes mudanças no mercado de emagrecedores.

Atualmente, a maioria das insulinas disponíveis no SUS são produtos importados sem registro, que são mais baratos mas não passam pela avaliação de qualidade da Anvisa. A principal fornecedora de insulina sem registro é a GlobalX, que oferece produtos fabricados pela companhia chinesa Zhuhai. Em 2025, o ministério exigiu a troca de algumas canetas dessa empresa após relatos de problemas como falhas e quebras, além de encontrar produtos em condições inadequadas de embalagem. A GlobalX garantiu que agora está utilizando canetas mais modernas para a aplicação do medicamento e está aguardando a resposta da Anvisa sobre o registro de sua insulina.

Outra distribuidora que fornece insulina sem registro é a Star Pharma, que também enfrenta desafios para garantir a qualidade e continuidade do fornecimento de seus produtos. A necessidade de garantir o acesso à insulina de qualidade é fundamental para a saúde de milhares de pacientes que dependem desse tratamento.

Desta forma, é crucial que o Ministério da Saúde e a Novo Nordisk cheguem a um entendimento que beneficie os pacientes que dependem da insulina. A saúde pública não pode ser tratada como um mero negócio e deve priorizar a qualidade e a continuidade do fornecimento de medicamentos essenciais.

Além disso, a situação atual evidencia a necessidade de planejamento estratégico por parte do governo para evitar futuras crises de abastecimento. O SUS tem a responsabilidade de garantir o acesso à saúde para todos, e isso inclui a disponibilização de medicamentos de qualidade.

Por fim, a compra de insulina sem registro, embora uma solução temporária, não deve se tornar a norma. A qualidade e a segurança dos medicamentos são prioritárias, e o governo deve buscar alternativas que assegurem o acesso sem comprometer a saúde da população.

Assim, é fundamental que todas as partes envolvidas reflitam sobre suas responsabilidades e busquem soluções que garantam a saúde pública sem abrir mão da qualidade dos produtos oferecidos. O futuro da saúde de muitos brasileiros depende do sucesso dessas negociações e do comprometimento em oferecer tratamento adequado.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.