Novo protocolo do SUS para tratamento de asma é atualizado com novas diretrizes e medicamentos
12 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 1 dia
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O Sistema Único de Saúde (SUS) implementou um novo protocolo que estabelece novas diretrizes para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento da asma, uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Essa atualização é especialmente significativa, pois amplia as opções de tratamento disponíveis para pacientes com asma grave, incluindo novos medicamentos imunobiológicos e critérios mais detalhados para a seleção de pacientes.

De acordo com Emilio Pizzichini, coordenador da Comissão de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a asma é uma condição comum, mas que, se tratada de forma adequada, pode ser controlada. Entretanto, o tratamento inadequado pode levar a complicações graves, incluindo a morte. A principal razão para a atualização do protocolo é a inclusão de novos tratamentos que podem beneficiar pacientes com asma grave, onde os medicamentos tradicionais não apresentam eficácia.

Antes, os tratamentos disponíveis incluíam o omalizumabe, conhecido comercialmente como Xolair, e o mepolizumabe, sob a marca Nucala. Com a nova atualização, foram adicionados o benralizumabe (Fasenra) e o dupilumabe (Dupixent), além da indicação do mepolizumabe para crianças. Essas mudanças são importantes para que o tratamento possa ser mais específico e personalizado, levando em consideração o mecanismo da doença em cada paciente.

Embora o novo protocolo tenha sido aprovado, os novos medicamentos ainda não estão disponíveis no SUS. Pizzichini expressou preocupação com a falta de uma data clara para a disponibilização desses tratamentos, ressaltando que a incerteza gera angústia tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. O Ministério da Saúde informou que o benralizumabe será adquirido e distribuído aos estados, conforme acordado na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), e que a inclusão do medicamento na tabela do SUS está em tramitação.

Além disso, o ministério começou o processo de licitação para a aquisição do dupilumabe, mas não forneceu detalhes sobre prazos. O novo protocolo também estabelece que, para casos de asma leve ou moderada, o tratamento com corticoides inalatório isolado não é mais suficiente. É necessário utilizar uma combinação de corticoides com broncodilatadores, como o formoterol ou o salmeterol, para um controle mais eficaz da doença. Pizzichini destaca que muitos pacientes têm confundido o uso dos medicamentos, utilizando apenas o broncodilatador e negligenciando o anti-inflamatório, o que pode comprometer o controle da asma.

A portaria que publica o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a asma substitui a norma anterior de 2023 e orienta desde a atenção básica até os serviços especializados. Essa atualização também incorpora as diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) 2025, enfatizando que a asma não deve ser tratada apenas com broncodilatadores de alívio.

Asma ainda é um problema de saúde pública relevante

A definição de asma permanece fundamentalmente a mesma, sendo reconhecida como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Embora não tenha cura, a asma pode ser controlada ou entrar em remissão, e apresenta uma heterogeneidade significativa, com diferentes subtipos. Os sintomas da doença incluem falta de ar, tosse e aperto no peito, que podem variar ao longo do tempo.

No Brasil, a prevalência de asma é alta, atingindo 4,6% da população adulta e 12,1% das crianças. Embora as internações por asma tenham diminuído na última década, a doença ainda impõe uma carga significativa ao sistema de saúde. Dados recentes indicam uma mortalidade média de 1,16 casos por 100 mil habitantes anualmente, o que representa cerca de seis mortes por dia. A maior parte das mortes ocorre entre mulheres e pessoas com 60 anos ou mais, enquanto crianças e adolescentes representam apenas 2% dos óbitos relacionados à doença.

Diagnóstico e a importância da espirometria

O diagnóstico da asma não é determinado por um único exame, mas sim pela combinação de histórico clínico, exame físico e testes de função pulmonar, como a espirometria. Este exame simples permite avaliar a funcionalidade dos pulmões e é imprescindível para confirmar o diagnóstico de asma. Muitas vezes, pessoas que apresentam sintomas como falta de ar ou tosse podem não ter asma realmente, resultando em tratamentos inadequados.

Pizzichini alerta que o superdiagnóstico pode afetar até 30% da população em alguns países, como o Canadá, enquanto o subdiagnóstico é comum entre aqueles com sintomas leves que não são devidamente avaliados. Por isso, a espirometria se torna uma ferramenta crucial para que os profissionais de saúde possam realizar diagnósticos precisos. O médico enfatiza que pacientes que utilizam a bombinha para tratar sintomas mais de duas vezes na semana não estão com a doença controlada.


Desta forma, a atualização do protocolo de asma pelo SUS é uma medida necessária e que traz esperança para muitos pacientes. A ampliação das opções de tratamento é essencial para aqueles que convivem com formas mais graves da doença. Além disso, a inclusão de medicamentos como o benralizumabe e o dupilumabe representa um avanço significativo na busca por tratamentos personalizados.

No entanto, a falta de prazos claros para a disponibilização desses medicamentos gera uma preocupação legítima. Pacientes que dependem de tratamentos eficazes não podem esperar indefinidamente. A transparência nas etapas de aquisição e distribuição dos novos fármacos é fundamental para evitar que a angústia se instale entre os usuários do SUS.

É crucial que o Ministério da Saúde atue com agilidade para garantir que as novas diretrizes sejam acompanhadas pela implementação efetiva dos tratamentos. O compromisso com a saúde pública deve ser uma prioridade, e isso inclui a responsabilidade de proporcionar acesso a medicamentos que podem salvar vidas.

Por fim, a importância do diagnóstico correto da asma não pode ser subestimada. É preciso que os profissionais de saúde estejam bem treinados para executar os exames necessários, como a espirometria, e assim, evitar diagnósticos errôneos que podem levar a tratamentos inadequados. Somente com um diagnóstico preciso e um tratamento adequado será possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.