Número de atendimentos para deixar de fumar cresce quatro vezes em seis anos, mas sistema público enfrenta desafios
23 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 3 dias
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Nos últimos seis anos, o Brasil viu um aumento significativo no número de atendimentos ambulatoriais para pessoas que desejam deixar de fumar. De acordo com dados do Ministério da Saúde, os atendimentos saltaram de 5.295 para 19.181. No entanto, o ministério não divulgou informações sobre se esse crescimento está relacionado ao aumento do número de fumantes ou a uma maior busca por tratamento. Recentemente, o Brasil registrou o primeiro aumento na taxa de fumantes adultos desde 2007, passando de 9,3% para 11,6% da população adulta que fuma.

Entre 2020 e 2025, as internações hospitalares ligadas ao tabagismo também aumentaram, subindo de 1.251 para 2.125. Essa situação evidencia a necessidade de um tratamento mais eficaz e a presença de profissionais capacitados para lidar com os desafios da cessação do tabagismo. A coordenadora do Programa Nacional de Controle ao Tabagismo no Estado de São Paulo, Sandra Marques, menciona que a condução dos grupos antitabagismo deve ser mais lógica e ajustada às particularidades de cada participante.

Genicélia Maria da Silva, uma das participantes do grupo antitabagismo na UBS Arrastão, em Campo Limpo, zona sul de São Paulo, compartilha sua experiência. Com 60 anos, ela relata que já chegou a fumar entre 15 e 20 cigarros por dia e que enfrenta dificuldades emocionais, como ansiedade e estresse, que a fazem recorrer ao cigarro. O relato dela ilustra a luta de muitos fumantes que tentam abandonar o vício, enfrentando sintomas desafiadores como ansiedade e depressão.

O protocolo antitabagismo do SUS recomenda a inclusão de atendimentos psicológicos, tanto individuais quanto em grupo, como parte do tratamento. Contudo, a implementação dessas diretrizes varia entre os municípios, o que pode comprometer a eficácia do programa. A secretária Ivoneide Ribeiro Amorim, de 65 anos, também participante do grupo, destaca como as emoções influenciam o consumo de cigarros, sendo um fator importante a ser considerado no tratamento.

Os grupos de apoio são uma das estratégias do SUS para combater o tabagismo, que também inclui a distribuição de adesivos de nicotina e a prescrição de medicamentos como a bupropiona, um antidepressivo que ajuda a lidar com a abstinência. No entanto, a eficácia dos grupos varia entre os participantes, com alguns achando o ambiente estimulante e outros se sentindo desmotivados.

A coordenadora Sandra Marques ressalta que, embora as reuniões de grupo sejam importantes para a mudança de comportamento, elas não são suficientes por si só. Algumas pessoas podem encontrar no cigarro um alívio para problemas emocionais, necessitando, portanto, de um atendimento mais individualizado, que depende da disponibilidade de profissionais qualificados no SUS, que já enfrenta dificuldades de acesso a especialistas.

O oncologista Fernando Medina, que coordena o programa "Viver Sem Cigarro", alerta que a resistência durante as primeiras reuniões é fundamental, já que o primeiro mês é o mais difícil para quem tenta parar de fumar. Com o tempo, as reuniões podem se tornar mais produtivas, mas isso depende do comprometimento dos participantes e da oferta de um suporte adequado.

Desta forma, é evidente que o aumento no número de atendimentos para quem deseja parar de fumar é um indicativo positivo, mas também revela desafios persistentes no sistema de saúde pública. A necessidade de mais profissionais capacitados para atender a demanda é urgente, uma vez que a abordagem psicológica é crucial na luta contra o tabagismo.

Além disso, o aumento da prevalência de fumantes adultos aponta para a importância de campanhas educativas e de conscientização que incentivem a cessação do consumo de tabaco. A união entre o tratamento médico e o suporte emocional pode ser a chave para uma recuperação efetiva.

O programa antitabagismo do SUS deve ser fortalecido, garantindo que todos os fumantes tenham acesso a tratamentos adequados e a profissionais qualificados. Reforçar essa estrutura pode significar uma redução significativa nas taxas de fumantes e, consequentemente, na incidência de doenças relacionadas ao tabagismo.

É fundamental que os gestores de saúde reconheçam a importância de um atendimento integral e integrado, que não apenas trate os sintomas físicos da dependência, mas também aborde as questões emocionais que estão na raiz do vício. Somente assim será possível promover uma mudança real e duradoura na vida dos fumantes.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.