Obesidade é uma doença crônica: médico compartilha lições após perder 47 kg
04 MAR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 mês
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O médico Rafael Rivas Pasco, de 47 anos, compartilhou sua experiência pessoal e profissional sobre a obesidade, ressaltando que essa condição deve ser tratada como uma doença e não como uma questão de falta de disciplina. Por muitos anos, Pasco acreditou que seu excesso de peso, que chegou a 126 quilos, era resultado de sua falta de autocontrole. Contudo, ele percebeu que a obesidade trazia sérios problemas de saúde, como cansaço excessivo, inflamações silenciosas, compulsão alimentar e queda na performance física.

A transformação na sua percepção aconteceu aos 33 anos, quando ele se deu conta de que, se não mudasse seu estilo de vida, estaria comprometendo sua saúde e longevidade. Ele destacou que a obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma condição fisiológica que requer atenção e tratamento adequado. Assim, ele decidiu encarar a situação como uma doença a ser tratada, em vez de uma falha de caráter.

Pasco também compartilha que, em sua jornada, enfrentou a resistência comum que muitas pessoas têm em reconhecer a obesidade como uma doença. A sociedade muitas vezes associa o excesso de peso a uma falta de força de vontade, o que pode intensificar a culpa e a vergonha de quem sofre com essa condição. Para ele, a empatia é fundamental, pois somente quem vive essa realidade pode compreender as dificuldades envolvidas.

O médico reconhece que, no início de sua jornada, ele cometeu erros típicos de quem busca emagrecer rapidamente. Ele adotou uma abordagem radical, treinando excessivamente e se alimentando de maneira inadequada. Como resultado, seu metabolismo foi afetado e sua fome aumentou, levando à queda de sua energia e ao aumento do estresse. Com o tempo, Pasco aprendeu que a obesidade não é vencida por métodos extremos, mas sim através de estratégias sustentáveis e constantes.

Após um tratamento estruturado que durou de três a quatro anos, Pasco alcançou seu peso ideal de 79 quilos. Ele enfatiza que não houve milagres, apenas um planejamento cuidadoso e consistente para lidar com a obesidade. Para ele, esta é uma condição crônica que exige acompanhamento contínuo, semelhante ao tratamento de doenças como diabetes e hipertensão.

Pascos explica que, quando uma pessoa tenta emagrecer apenas com força de vontade, seu corpo reage de forma defensiva, dificultando a perda de peso. Essa resposta biológica é natural e faz parte do funcionamento do organismo. Ele também menciona que medicamentos, como os análogos de GLP-1, podem ser úteis, mas não substituem a necessidade de um manejo sério e contínuo da obesidade.

Os quatro pilares que sustentam um tratamento eficaz da obesidade, segundo Pasco, são: uma estratégia nutricional bem definida, exercícios físicos inteligentes que preservem a massa muscular, uso de medicamentos quando necessário e uma mentalidade de longo prazo. Ele ressalta que a obesidade não deve ser vista como um projeto de verão, mas como um desafio contínuo que requer comprometimento e cuidado.

Atualmente, Pasco fala não apenas como médico, mas como alguém que vivenciou e controla sua obesidade há mais de uma década. Ele conclui que a obesidade não é uma falha moral, mas sim uma doença que pode ser tratada e controlada com as intervenções corretas.

Desta forma, é fundamental desmistificar a visão negativa que ainda persiste sobre a obesidade. A compreensão de que a obesidade é uma doença crônica deve ser amplamente divulgada, pois isso pode auxiliar na redução do estigma associado a essa condição. A empatia e a informação são essenciais no combate a preconceitos e na promoção de um tratamento adequado.

Em resumo, a experiência do médico Rafael Pasco ilustra a importância de tratar a obesidade com seriedade. Ao compartilhar sua trajetória, ele não apenas oferece esperança, mas também informações valiosas que podem servir de guia para outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. O reconhecimento da obesidade como uma doença é um passo crucial para a busca de soluções efetivas.

Assim, é necessário que a sociedade, médicos e pacientes se unam em um esforço conjunto para tratar a obesidade de forma adequada. Isso inclui não apenas intervenções médicas, mas também mudanças culturais que promovam a aceitação e o suporte a quem vive essa realidade. A jornada para a saúde deve ser vista como um compromisso a longo prazo.

Finalmente, a promoção de estratégias de prevenção e tratamento da obesidade deve ser uma prioridade em políticas de saúde pública. A educação e a conscientização são ferramentas poderosas que podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.