OMS alerta sobre aumento de casos de hantavírus após mortes em cruzeiro
08 MAI

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 6 dias
4865 6 minutos de leitura

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta nesta quinta-feira, dia 7 de maio, sobre a possibilidade de surgimento de mais casos de hantavírus. Isso ocorre após a morte de três passageiros de um cruzeiro que navega pelo Atlântico. Apesar da preocupação, as autoridades acreditam que o surto poderá ser controlado e mantido em um nível "limitado", desde que sejam tomadas as devidas precauções sanitárias.

O navio MV Hondius, que se tornou o foco de um alerta internacional desde o último fim de semana, está em direção a Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde está prevista a evacuação de aproximadamente 150 passageiros e membros da tripulação a partir da próxima segunda-feira, dia 11. De acordo com a OMS, atualmente não existe vacina ou tratamento específico disponível para o hantavírus, que é transmitido principalmente por meio do contato com roedores. A cepa do vírus detectada nos passageiros infectados é a Andes, que é a única conhecida por ter transmissão entre humanos.

A infecção pelo hantavírus pode causar uma síndrome respiratória aguda, que pode ser bastante grave. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, até o momento, foram notificados oito casos da doença, sendo que três resultaram em óbito. Desses casos, cinco foram confirmados como infecções por hantavírus, enquanto os outros três estão sob investigação.

O diretor-geral também destacou que o período de incubação do vírus Andes pode chegar a seis semanas, o que significa que mais casos podem ser registrados nos próximos dias. Ele reforçou que, apesar do aumento nas notificações, o risco de uma epidemia é considerado baixo, visto que o hantavírus é menos contagioso que o coronavírus responsável pela covid-19. Maria Van Kerkhove, responsável pela prevenção de epidemias na OMS, afirmou que esta situação não deve ser vista como o início de uma pandemia.

As autoridades de saúde expressaram que o surto será controlado se medidas adequadas de saúde pública forem implementadas e se houver cooperação entre os países envolvidos. Os três passageiros que faleceram eram um casal de cidadãos holandeses e uma mulher alemã. Atualmente, há relatos de passageiros que estão hospitalizados ou sob monitoramento médico em países como Países Baixos, Suíça, Alemanha e África do Sul.

A origem do surto ainda não foi identificada. Contudo, a OMS indicou que o primeiro contágio ocorreu antes do início da viagem, uma vez que o primeiro passageiro que faleceu apresentou sintomas já no dia 6 de abril. O casal que viajara pelo Chile, Uruguai e Argentina antes de embarcar no navio não se contaminou em território chileno, de acordo com informações do Ministério da Saúde do Chile, que afirmou que a viagem ocorreu em um período que não corresponde ao de incubação do vírus. As autoridades argentinas, por sua vez, informaram que, com as informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar a origem do contágio.

O hantavírus é conhecido por ser endêmico em algumas regiões da Argentina, especialmente na área da Cordilheira dos Andes, onde são registrados cerca de 60 casos por ano. Entre os infectados, também foram identificados dois cidadãos britânicos, conforme relatou o governo do Reino Unido.

A vida a bordo do MV Hondius segue "praticamente normal", segundo a companhia Oceanwide Expeditions, que opera o navio. Até o momento, não há passageiros apresentando sintomas. A companhia informou que três pessoas já foram evacuadas do navio na última quarta-feira. Autoridades de saúde estão monitorando os 30 passageiros que desembarcaram durante uma parada na ilha de Santa Helena, entre os dias 22 e 24 de abril, para identificar possíveis novos casos.

A pequena ilha britânica, que possui 4.400 habitantes e é bastante isolada, está em estado de alerta, mas as autoridades informaram que mais de 95% da população local não teve contato próximo com os passageiros do cruzeiro. Entre os passageiros que desembarcaram em Santa Helena estão o primeiro falecido, que morreu no dia 11 de abril, e sua esposa, que faleceu em Joanesburgo em 26 de abril.

Em Singapura, dois idosos que desembarcaram na ilha estão em isolamento enquanto aguardam os resultados dos testes, um deles com sintomas leves. Um francês que viajou de avião com um caso confirmado também apresenta sintomas e está em isolamento. No Reino Unido, duas pessoas foram solicitadas a se isolar e um dinamarquês assintomático também se colocou em autoisolamento.

O diretor da OMS informou que o capitão do MV Hondius relatou que "o ânimo a bordo melhorou consideravelmente" desde que o navio começou sua jornada em direção à Espanha. O governo das Ilhas Canárias, que se opõe à chegada do navio ao porto, garantiu que o barco não atracará, mas ficará ancorado na costa. A evacuação dos passageiros será realizada por meio de uma lancha ou um navio de apoio que levará os passageiros ao aeroporto de Tenerife Sul.

Desta forma, a situação envolvendo o hantavírus no cruzeiro deve ser acompanhada com cautela. O alerta da OMS destaca a importância de medidas de prevenção e controle nas áreas afetadas, assim como a necessidade de um monitoramento eficaz dos casos.

Em resumo, o controle de surtos como o do hantavírus depende de uma colaboração internacional. A OMS enfatiza que o risco epidêmico permanece baixo, mas isso não deve minimizar a gravidade da doença e a importância da vigilância.

Assim, é fundamental que as autoridades de saúde em todo o mundo estejam preparadas para agir rapidamente diante de novas infecções. A educação da população sobre os riscos do hantavírus e a promoção de práticas seguras são essenciais para evitar novas contaminações.

Finalmente, a vacinação e o desenvolvimento de tratamentos eficazes devem ser prioridades na agenda de saúde pública. O investimento em pesquisa e saúde pública é crucial para prevenir futuros surtos e garantir a segurança da população.

Fique Conectado com Segurança!

Com o alerta da OMS sobre o hantavírus, é essencial garantir que seus dispositivos estejam sempre prontos e conectados. O Fasgear Cabo USB C para Micro B 3.0 de 3 m, com é a solução perfeita para quem não quer ficar desconectado em momentos críticos.

Este cabo de 3 metros oferece uma conexão rápida e confiável, permitindo que você transfira dados com eficiência, além de carregar seus dispositivos com segurança. Sua flexibilidade e comprimento ideal garantem que você possa se mover livremente, sem se preocupar com a distância da tomada ou da porta USB.

Não perca tempo! A tecnologia não espera, e a segurança da sua conectividade também não deve esperar. Adquira agora o seu Fasgear Cabo USB C para Micro B 3.0 de 3 m, com antes que acabem os estoques!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.