OMS: pandemia de Covid-19 está associada a 22,1 milhões de mortes, mais que o triplo do que foi oficialmente registrado
15 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 3 dias
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Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a pandemia de Covid-19 resultou em cerca de 22,1 milhões de mortes em excesso entre os anos de 2020 e 2023. Este número é mais do que o triplo dos 7 milhões de óbitos registrados oficialmente durante esse período. A discrepância entre os dados se deve não apenas a mortes não registradas diretamente pela infecção do vírus, mas também a óbitos indiretos decorrentes da interrupção de serviços de saúde e de outros fatores sociais e econômicos.

No relatório, os pesquisadores destacam que, para cada morte por Covid-19 reportada, existem aproximadamente duas mortes adicionais relacionadas à pandemia. Essa constatação evidencia a subnotificação de mortes e as consequências da crise, que afetaram significativamente os sistemas de saúde em todo o mundo.

A mortalidade em excesso é calculada com base na diferença entre o número de mortes observadas e o número esperado em um determinado período, levando em conta dados de anos anteriores. Este cálculo inclui tanto as mortes ligadas diretamente ao coronavírus que não foram registradas quanto as indiretas, que ocorreram devido ao impacto geral da pandemia nos serviços de saúde.

O relatório intitulado "Estatísticas Mundiais de Saúde 2026" aponta que o número de mortes em excesso atingiu seu pico em 2021, com 10,4 milhões de óbitos a mais do que o esperado, resultado do surgimento de variantes mais letais do coronavírus, como a Delta.

Com a introdução das vacinas, o número de mortes em excesso caiu para 3,3 milhões em 2023. A OMS ressalta que as estatísticas oficiais sobre mortalidade por Covid-19 são problemáticas em muitos países, devido a variações no acesso a testes e à capacidade diagnóstica. Isso torna a análise da mortalidade em excesso fundamental para entender a real extensão da pandemia.

Além disso, o relatório explica que a consolidação dos dados de 2020 a 2023 só foi possível após grandes esforços, já que até o final de 2025, apenas 18% dos países haviam enviado informações à OMS dentro do prazo estipulado. Quase um terço dos países nunca relatou esses dados, e muitos ainda possuem informações de baixa qualidade.

Alain Labrique, diretor do Departamento de Dados, Saúde Digital, Análises e Inteligência Artificial da OMS, afirmou que essas lacunas de dados limitam a capacidade de monitorar tendências de saúde em tempo real e de comparar resultados entre diferentes países. No entanto, ele também enfatizou a importância da publicação dos novos dados, pois eles oferecem um panorama mais completo sobre a pandemia.

O relatório revela ainda que a pandemia reverteu quase uma década de ganhos na expectativa de vida global, que havia crescido de forma contínua desde 2000. Antes da pandemia, a expectativa de vida ao nascer era de 73 anos em 2019, mas caiu para 71 anos em 2021, refletindo níveis que não eram vistos desde 2011. Somente entre 2022 e 2023, com o avanço da vacinação e a melhoria do cenário epidemiológico, a expectativa de vida começou a subir novamente.

Desta forma, a análise apresentada pela OMS sobre as mortes associadas à Covid-19 revela uma realidade alarmante e subestimada da pandemia. A discrepância entre os dados oficiais e os números reais de mortes indica a necessidade urgente de aprimorar os sistemas de saúde pública e a coleta de dados em nível global.

É essencial que os governos e organizações internacionais trabalhem em conjunto para garantir que informações precisas sobre mortalidade sejam coletadas e analisadas de maneira eficaz. Isso não apenas ajudará na resposta a futuras pandemias, mas também permitirá uma melhor compreensão dos impactos de crises sanitárias em sociedades vulneráveis.

Além disso, a reviravolta na expectativa de vida global deve servir como um alerta sobre a importância da vacinação e do acesso igualitário a cuidados de saúde de qualidade. A pandemia mostrou que a saúde pública deve ser uma prioridade em todas as nações, independentemente de suas condições econômicas.

As lições aprendidas com a Covid-19 devem ser incorporadas às políticas de saúde pública para que possamos evitar a repetição de tragédias semelhantes no futuro. A comunidade internacional precisa estar preparada e unida para enfrentar os desafios futuros, garantindo que a saúde de todos seja priorizada.

Por fim, a abordagem da OMS em destacar a mortalidade em excesso é um passo importante para um entendimento mais claro das consequências da pandemia. Isso deve impulsionar ações efetivas para fortalecer os sistemas de saúde e proteger vidas em todo o mundo.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.