Pesquisa revela que 88% dos brasileiros temem os riscos da inteligência artificial
11 FEV

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Tecnologia
Hugo Valente Barros Por Hugo Valente Barros - Há 2 meses
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A Microsoft divulgou a décima edição da sua Pesquisa Global de Segurança Online, que analisa a percepção da população sobre os riscos na internet. Este ano, o levantamento focou na inteligência artificial (IA) e trouxe à tona a preocupação dos brasileiros com essa tecnologia. De acordo com os dados, impressionantes 88% dos entrevistados expressaram receio em relação aos perigos associados à IA, como fraudes e a criação de deepfakes.

O Brasil se destaca como o segundo país com maior adoção de inteligência artificial, ficando atrás apenas da Índia. Contudo, essa alta aceitação vem acompanhada de um aumento nas preocupações sobre os riscos, que têm se tornado cada vez mais evidentes entre a população. Os dados mostram que, embora as ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini, sejam amplamente utilizadas, os riscos a elas associados não passam despercebidos.

Entre as principais preocupações dos brasileiros, os dados da pesquisa revelam que 81% estão preocupados com abusos e assédios online, enquanto 80% temem fraudes e 75% estão alarmados com questões de privacidade de dados. Esses números indicam uma crescente conscientização sobre os perigos da tecnologia, especialmente com o aumento da utilização de plataformas digitais.

Outro dado alarmante é que apenas 31% dos entrevistados se sentem capazes de identificar deepfakes, o que sugere uma vulnerabilidade significativa em relação a conteúdos falsificados que podem impactar a confiança pública e a segurança individual. Apesar das preocupações, a pesquisa também apontou aspectos positivos da IA. Por exemplo, 56% dos participantes mencionaram que a tecnologia pode auxiliar no planejamento e na resposta a perguntas, enquanto 53% acreditam que a IA pode aumentar a eficiência no trabalho.

A pesquisa também destacou a situação dos adolescentes, que estão cada vez mais expostos a riscos na internet. Em 2025, essas ameaças se intensificaram, com o cyberbullying emergindo como a maior preocupação para 38% dos jovens entrevistados. Outros perigos, como discursos de ódio e fraudes online, também foram citados.

Apesar do aumento dos riscos, a pesquisa revelou que os adolescentes estão se tornando mais proativos em se proteger. Cerca de 90% dos jovens afirmaram ter tomado alguma ação defensiva, como bloquear usuários ou tornar suas contas privadas. Além disso, 81% relataram ter conversado com alguém ou denunciado uma situação de risco, demonstrando um grau de conscientização e ação frente aos perigos da web.

A pesquisa da Microsoft coletou informações de aproximadamente 15 mil pessoas de diferentes idades em 15 países, incluindo o Brasil, entre junho e julho do ano passado. Esses dados ressaltam a importância de se discutir não apenas a eficácia da IA, mas também os riscos e como a sociedade pode se adaptar a eles.


Desta forma, a pesquisa da Microsoft revela um cenário preocupante sobre a relação dos brasileiros com a inteligência artificial. O fato de 88% da população estar alarmada com os riscos associados à tecnologia demonstra a necessidade de um diálogo mais profundo sobre segurança digital e educação em tecnologia.

Além disso, a pesquisa evidencia que, apesar das vantagens que a IA pode oferecer, como eficiência e apoio em tarefas cotidianas, a falta de habilidade para identificar conteúdos falsos, como os deepfakes, é um sinal de alerta. Isso sugere que a educação sobre o uso seguro da tecnologia deve ser priorizada.

Outro ponto importante é a proatividade dos jovens em se protegerem contra os riscos online. As ações defensivas que eles tomam mostram uma consciência crescente sobre a importância da segurança digital. No entanto, é fundamental que essa consciência se expanda para toda a população.

Por fim, é essencial que as autoridades e instituições educacionais trabalhem juntas para promover campanhas de conscientização e treinamento sobre segurança na internet, não apenas para adolescentes, mas para todos os cidadãos. Somente assim será possível mitigar os riscos e maximizar os benefícios da inteligência artificial.

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Hugo Valente Barros

Sobre Hugo Valente Barros

Engenheiro de Software com pós-graduação em Ciência de Dados. Atua criando soluções complexas e seguras em nuvem para startups. Paixão por automação residencial e explora a impressão 3D para criar objetos úteis.