Tratamento da Doença de Parkinson: Três Abordagens Fundamentais Segundo Especialistas
09 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 4 dias
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A doença de Parkinson é uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela se caracteriza pela degeneração de células nervosas, levando a sintomas como tremores, rigidez e dificuldades de movimento. Para um tratamento eficaz, os especialistas destacam três pilares fundamentais: o tratamento não farmacológico, o tratamento farmacológico e as terapias avançadas, que incluem intervenções cirúrgicas. Essas informações foram apresentadas pelos neurologistas Roberta Saba, da UNIFESP, e Rubens Cury, do HCFMUSP, durante uma conversa com o Dr. Kalil no programa Sinais Vitais.

O tratamento farmacológico é um dos principais pilares e conta com diversas classes de medicamentos disponíveis no Brasil. Os fármacos são divididos em duas categorias principais: os dopaminérgicos, que são responsáveis por aumentar os níveis de dopamina no organismo, e os não dopaminérgicos. A neurologista Roberta Saba destacou a amantadina, um medicamento não dopaminérgico que é utilizado especialmente em pacientes que apresentam discinesias, que são movimentos involuntários e anormais que ocorrem em estágios mais avançados da doença.

Entre os medicamentos dopaminérgicos, encontramos os agonistas dopaminérgicos, os inibidores das enzimas que degradam a levodopa e a própria levodopa, que é considerada o padrão-ouro no tratamento. A levodopa sintética é convertida em dopamina no sistema nervoso central, ajudando a melhorar os movimentos e a qualidade de vida do paciente. Essa abordagem é fundamental para controlar os sintomas da doença e proporcionar maior autonomia aos pacientes.

Além do tratamento medicamentoso, a cirurgia é uma opção para um grupo específico de pacientes que, mesmo com o uso adequado dos medicamentos, não apresentam uma resposta satisfatória. O neurologista Rubens Cury explica que esses pacientes, que enfrentam longos períodos de "off", lentidão e dificuldades motoras, podem se beneficiar da cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Esse procedimento envolve a implantação de eletrodos no cérebro que ajudam a estimular áreas afetadas pela doença.

A cirurgia DBS é um procedimento avançado onde pequenos eletrodos, similares a uma carga de caneta, são inseridos no cérebro através de uma pequena abertura. Esses eletrodos são conectados a uma bateria posicionada na região do tórax, funcionando de maneira semelhante a um marcapasso. A energia elétrica gerada pela bateria é direcionada para as áreas do cérebro que estão comprometidas, ajudando a melhorar os sintomas como tremores e lentidão.

Após a cirurgia, o neurologista ajusta o dispositivo para fornecer a quantidade necessária de eletricidade, visando a melhoria dos sintomas motores. Cury ressalta que a DBS pode levar a uma melhoria significativa na qualidade de vida do paciente, permitindo uma redução da dosagem dos medicamentos e, consequentemente, diminuindo os efeitos colaterais associados ao uso prolongado de fármacos.

Desta forma, a abordagem multidisciplinar no tratamento da Doença de Parkinson é essencial para garantir que os pacientes recebam a melhor assistência possível. A combinação de tratamentos farmacológicos e cirúrgicos, aliados a terapias não farmacológicas, pode fazer a diferença na qualidade de vida desses indivíduos. Investir em informação e conscientização sobre a doença é um passo importante para que mais pessoas saibam das opções disponíveis.

Em resumo, a evolução das técnicas cirúrgicas e o desenvolvimento de novos medicamentos representam esperanças reais para muitos pacientes. O acesso a essas terapias deve ser priorizado, considerando a gravidade da doença e o impacto que ela pode ter na vida das pessoas. Assim, é fundamental que os profissionais de saúde continuem a se atualizar sobre as melhores práticas e tratamentos disponíveis.

Então, a conscientização sobre a Doença de Parkinson e suas opções de tratamento deve ser uma prioridade. A sociedade e os sistemas de saúde precisam trabalhar juntos para garantir que todos os pacientes tenham acesso a informações e tratamentos adequados. Isso inclui o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de novas terapias que possam melhorar ainda mais a qualidade de vida dos pacientes.

Finalmente, a promoção de um olhar mais humano e empático em relação aos pacientes com Parkinson é crucial. A compreensão dos desafios enfrentados por essas pessoas é um passo importante para que possam receber o apoio necessário e aproveitar ao máximo as opções de tratamento disponíveis.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.