Anvisa registra 6 mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras
08 FEV

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 meses
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta sobre um aumento significativo no número de casos suspeitos de pancreatite relacionados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. Entre os anos de 2020 a 2025, foram confirmadas seis mortes suspeitas ligadas a esses medicamentos, que pertencem à classe dos agonistas do GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.

Esta informação foi inicialmente revelada pelo portal G1 e confirmada pela Folha de S.Paulo. De acordo com a Anvisa, foram registradas pelo menos 145 notificações de casos de pancreatite entre 1º de janeiro de 2020 e 7 de dezembro de 2025, por meio do sistema VigiMed, que monitora eventos adversos relacionados a medicamentos no Brasil.

Os números mostram um crescimento alarmante: em 2020, foi registrado apenas um caso, mas esse número subiu para 21 em 2021 e 23 em 2022. Em 2023, foram 27 casos, enquanto 2024 teve 28 registros. O ano de 2025 apresentou um novo aumento, com 45 notificações, o maior da série histórica. Entre esses registros, seis foram associados a desfechos de óbito.

A Anvisa não especificou em quais anos essas mortes ocorreram, o que levanta preocupações sobre a segurança do uso desses produtos. Além disso, quando são contabilizados os dados de pesquisas clínicas, o total de notificações sobe para 225 casos de suspeita de pancreatite, embora a agência não tenha informado os períodos dessas pesquisas.

É importante ressaltar que as bulas desses medicamentos já alertam para a possibilidade de pancreatite como um evento adverso conhecido. A empresa Elly Lilly, responsável pelo medicamento Mounjaro (tirzepatida), destacou que a bula informa que a pancreatite aguda é uma reação adversa incomum e orienta que os pacientes consultem seus médicos ao perceberem sintomas relacionados.

A Anvisa enfatizou que a notificação de um evento adverso não significa que haja uma relação direta com o medicamento, mas sim que é uma ferramenta de monitoramento da segurança dos produtos utilizados pela população. A agência também destacou que pode haver mais casos não reportados, já que nem todas as informações são encaminhadas pelos notificadores.

Os casos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras não são restritos ao Brasil. Recentemente, o Reino Unido confirmou que alguns pacientes morreram devido a inflamações graves no pâncreas relacionadas a esses medicamentos. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) alertou médicos e pacientes sobre a gravidade dos episódios, reiterando a necessidade de cautela no uso dessas substâncias.

Especialistas, como o gastroenterologista Célio Geraldo de Oliveira Gomes, explicam que a conexão entre o uso desses medicamentos e o desenvolvimento de pancreatite pode estar ligada a uma estimulação anormal das células pancreáticas, afetando a secreção e a composição das enzimas digestivas. Essa preocupação com os efeitos no pâncreas é um tema discutido há duas décadas, desde os primeiros estudos clínicos sobre esses medicamentos.

Desta forma, é fundamental que os usuários de canetas emagrecedoras estejam cientes dos possíveis riscos associados ao uso desses medicamentos. Os dados revelados pela Anvisa destacam a necessidade de uma vigilância mais rigorosa e de uma comunicação eficaz entre médicos e pacientes. A transparência nas informações sobre os efeitos adversos desses medicamentos deve ser uma prioridade.

Além disso, é essencial que a Anvisa e outras agências reguladoras em todo o mundo continuem a monitorar e avaliar a segurança dos tratamentos para obesidade e diabetes. O aumento das notificações de casos suspeitos de pancreatite exige atenção redobrada por parte das autoridades de saúde.

Assim, a educação dos pacientes sobre os sinais e sintomas de pancreatite deve ser uma parte integral do tratamento. Os médicos devem orientar seus pacientes a buscarem ajuda imediatamente ao perceberem qualquer sinal de desconforto abdominal ou outros sintomas relacionados.

Em resumo, o uso de canetas emagrecedoras deve ser acompanhado de perto, com informações claras sobre os riscos. Incentivar a notificação de eventos adversos pode contribuir para um ambiente mais seguro para todos os usuários desses medicamentos. A responsabilidade compartilhada entre pacientes, médicos e agências reguladoras é essencial para garantir a segurança no uso de tratamentos inovadores.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.