Autora revela como vício em compras afetou sua vida após diagnóstico de medicação
07 MAI

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 7 dias
12413 5 minutos de leitura

A escritora de livros infantis Sally Gardner compartilhou sua luta pessoal com o vício em compras, que a acompanhou ao longo de sua carreira literária, especialmente após o sucesso de seus livros. Ela revelou, em uma entrevista à BBC, que finalmente encontrou uma explicação para seu comportamento compulsivo, que a levou a acumular dívidas significativas e a perder sua casa.

Após o lançamento de seu primeiro livro, que vendeu 2,5 milhões de cópias e conquistou prêmios como a Medalha Carnegie, Sally começou a gastar de forma excessiva, adquirindo itens luxuosos, como uma banheira de três mil libras, obras de arte e fazendo viagens a boutiques de Paris. Embora seus amigos pensassem que suas despesas eram normais para alguém com sucesso, Sally sentia vergonha do que estava fazendo.

Em entrevista, ela revelou que mentia para os amigos sobre suas compras e não conseguia entender por que se sentia compelida a gastar tanto. Com o tempo, suas dívidas se acumulavam, levando-a a vender sua casa em Londres e se mudar para um apartamento menor. Contudo, mesmo após essa mudança, não conseguiu resistir à tentação de gastar em decoração, resultando em um comportamento compulsivo que a acompanhou por anos.

O problema de Sally se agravou quando começou a tomar medicamentos prescritos para tratar a síndrome das pernas inquietas, uma condição que a fazia sentir uma necessidade incontrolável de se mover. Ao receber a medicação, ela experimentou alívio imediato, mas sem saber que os efeitos colaterais incluíam um aumento na compulsão por compras.

Passados 20 anos, Sally percebe que seu vício foi alimentado pelo uso desses medicamentos, que são conhecidos por aumentar a atividade da dopamina no cérebro. Sua história é uma entre muitas que foram relatadas à BBC, destacando o impacto devastador que esses medicamentos podem ter sobre o comportamento das pessoas, levando a dívidas, problemas de relacionamento e até questões legais.

Várias pessoas que relataram seus problemas à BBC mencionaram experiências como gastos excessivos, que resultaram em acúmulos desnecessários de objetos e até mesmo perda de moradia. A autora contou que chegou a comprar cinco pares do mesmo sapato e dez camas para seu cachorro, sempre buscando aquela sensação momentânea de prazer que a compra proporcionava.

Além disso, muitos relatos incluíam problemas de compulsão sexual, com algumas mulheres buscando relacionamentos casuais, enquanto homens desenvolviam vícios em pornografia. Embora Sally não tenha enfrentado esses problemas diretamente, sua carreira como escritora foi impactada, levando-a a publicar um romance erótico sob um pseudônimo.

Recentemente, uma de suas filhas enviou um link para um podcast chamado Impulsive, que discute o vício em impulsos e comportamentos compulsivos. Ao ouvir, Sally sentiu que o conteúdo ressoava com sua própria experiência e, pela primeira vez, fez a conexão entre sua medicação e seu comportamento.

Sally expressou alívio por encontrar uma explicação para suas ações, mas também revolta, afirmando que sua vida foi sequestrada por esse vício. Ela agora busca compartilhar sua história para aumentar a conscientização sobre os efeitos colaterais de medicamentos e como eles podem influenciar o comportamento humano de maneiras inesperadas.

Desta forma, a história de Sally Gardner ilustra um problema sério que muitas pessoas enfrentam, mas que frequentemente não tem a devida atenção na sociedade. O vício em compras, como demonstrado, pode estar ligado a questões médicas e não deve ser tratado apenas como uma falha de caráter.

É fundamental que médicos e pacientes tenham uma comunicação clara sobre os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos, especialmente quando se trata de medicamentos que afetam a dopamina. A falta de informação pode levar a consequências devastadoras, como visto no caso de Sally e de outros pacientes.

O relato de Sally também destaca a importância de apoiar as pessoas que enfrentam esses vícios, promovendo um diálogo aberto e evitando o estigma que muitas vezes acompanha esses comportamentos. Compreender que a compulsão pode ser uma resposta a fatores externos e internos é um passo importante para a recuperação.

Assim, ao trazer à tona histórias como a de Sally, é possível estimular a discussão sobre saúde mental e vícios não apenas como questões pessoais, mas como problemas de saúde pública que exigem atenção e compreensão.

Finalmente, promover a conscientização sobre esses temas é essencial para evitar que mais pessoas passem por experiências dolorosas e solitárias, como a vivida por Sally. A educação e o compartilhamento de informações podem ser ferramentas poderosas na luta contra esses vícios e suas consequências.

Uma dica especial para você

A história de Sally Gardner nos lembra da importância de estarmos atentos aos impactos que decisões e hábitos podem ter em nossas vidas. Se você se sentiu tocado pela luta dela, talvez seja hora de explorar novas narrativas e recomeços. Conheça É ASSIM QUE COMEÇA - BIBLIOTECA DA MEIA-NOITE, uma obra que convida à reflexão e à transformação.

Este livro é uma jornada emocionante que nos instiga a repensar nossas escolhas e a buscar novos caminhos. Com uma narrativa envolvente, ele oferece uma perspectiva única sobre a vida e as oportunidades que surgem diante de nós. Ao lê-lo, você encontrará inspiração para mudar sua própria história e lidar melhor com seus desafios.

Não perca a chance de se aprofundar nessa leitura que pode ser o primeiro passo para uma nova fase em sua vida. As cópias estão se esgotando rapidamente! Garanta já a sua e descubra como É ASSIM QUE COMEÇA - BIBLIOTECA DA MEIA-NOITE pode fazer a diferença que você precisa!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.