Brasil alcança recorde histórico de doadores de órgãos em 2025
09 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 4 dias
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A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) divulgou, na última quarta-feira (6), dados que revelam um marco na doação de órgãos no Brasil. Em 2025, foram registrados 4.335 doadores, o que equivale a uma taxa de 20,3 doadores por milhão de habitantes. Este aumento significativo se reflete no crescimento dos transplantes realizados no país, com destaque para o rim, que continua sendo o órgão mais transplantado, com 6.697 procedimentos e um crescimento de 5,9% em comparação ao ano anterior.

Além dos rins, o fígado também apresentou um aumento considerável nos transplantes, totalizando 2.573 cirurgias, com um crescimento de 4,8%. Entretanto, houve uma diminuição nos transplantes de órgãos torácicos, como coração e pulmão, o que levanta questões sobre a necessidade de melhorias nas abordagens e práticas de doação e transplante.

A maior parte dos órgãos doados provém de doadores falecidos, que tiveram um aumento de 8,1% nas doações de rim e 5,7% de fígado. Por outro lado, os transplantes intervivos, onde uma pessoa saudável doa parte de um órgão, apresentaram queda de 7,2% no rim e 9,6% no fígado no mesmo período, o que suscita preocupações sobre a disponibilidade desses órgãos.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda ocupa a 25ª posição mundial em número de doadores efetivos, segundo o relatório do IRODaT (International Registry in Organ Donation and Transplantation). Isso evidencia que, mesmo com um crescimento nos números, o Brasil ainda tem um caminho longo a percorrer para alcançar as taxas de doação de órgãos de países desenvolvidos.

Um dos principais desafios enfrentados é a recusa familiar, que continua sendo um obstáculo significativo para a doação de órgãos. De acordo com a legislação brasileira, a doação só pode ser realizada com a autorização da família, mesmo que o paciente tenha manifestado interesse em doar em vida. O médico José Eduardo Afonso Jr., coordenador do Programa de Transplantes do Einstein Hospital Israelita, destaca que muitas famílias não compreendem que a morte encefálica equivale à morte, o que gera insegurança e recusa na doação.

A comunicação entre os profissionais de saúde e as famílias também é um aspecto crucial. Muitas vezes, os familiares não recebem o suporte necessário durante o processo de decisão, o que pode levar a um aumento nas taxas de recusa. Além disso, a disparidade regional na doação de órgãos é outro fator que impede o aumento dos transplantes no Brasil. Enquanto a região Sul apresenta uma taxa de 34,8 doadores por milhão, a região Norte registra apenas 8,5.

Os estados de Santa Catarina e Paraná lideram o ranking com taxas impressionantes de 42,8 e 38,9 doadores por milhão, respectivamente. No entanto, existem estados que não conseguem realizar nenhuma doação efetiva em um ano, o que destaca a heterogeneidade na atividade de doação e transplante em diferentes regiões do país.

José Eduardo Afonso Jr. explica que essa disparidade se relaciona com o desinteresse de algumas gestões estaduais, que ainda carecem de estruturas adequadas para a realização de transplantes. O Sistema Nacional de Transplantes oferece diversas ferramentas que podem ser utilizadas para promover a doação de órgãos, mas a falta de empenho por parte de algumas administrações impede que esses recursos sejam plenamente aproveitados.

Desta forma, é evidente que o Brasil, embora tenha alcançado um recorde histórico em doações de órgãos, ainda enfrenta desafios significativos. A necessidade de uma mudança na percepção sobre a morte encefálica é urgente e deve ser abordada com seriedade nas políticas de saúde pública.

Além disso, a capacitação dos profissionais de saúde para uma comunicação mais eficaz com as famílias é essencial. Um diálogo claro e respeitoso pode ajudar a reduzir a recusa familiar e, consequentemente, aumentar as taxas de doação.

A disparidade regional na doação de órgãos também requer atenção. É fundamental que as autoridades de saúde promovam campanhas de conscientização e ofereçam suporte às regiões com menor taxa de doadores.

Finalmente, é crucial que o Sistema Nacional de Transplantes seja fortalecido, garantindo que todas as regiões do Brasil tenham acesso igualitário aos recursos e informações necessárias para aumentar o número de doações. O futuro da doação de órgãos no Brasil depende de um esforço coletivo e comprometido.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.