Brasil registra recorde de transplantes de órgãos em 2025, mas 45% das famílias ainda não autorizam doações
07 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 6 dias
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O Brasil alcançou um marco significativo na área de transplantes de órgãos em 2025, com a realização de 31 mil procedimentos, conforme dados do Ministério da Saúde. Esse número representa um crescimento de 21% em relação ao ano de 2022 e é o maior já registrado desde o início da pandemia. No entanto, um desafio persiste: cerca de 45% das famílias ainda se recusam a autorizar a doação, mesmo quando o indivíduo já havia manifestado o desejo de ser doador em vida.

Entre os tipos de transplantes realizados, o de córnea foi o mais comum, com 17.790 procedimentos, seguido pelo transplante de rins, que contou com 6.697 cirurgias, e medula óssea, que teve 3.993 intervenções. Outros órgãos transplantados incluem fígado, com 2.573, e coração, com 427. Esses dados evidenciam a crescente eficácia do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e é responsável pela gestão dos transplantes no país.

O sucesso do aumento no número de transplantes é atribuído a melhorias na logística e organização do SNT. Aproximadamente 86% dos transplantes realizados no Brasil são financiados pelo SUS. Além disso, houve um aumento significativo nos recursos destinados ao SNT, que atingiram a marca de R$ 1,5 bilhão em 2025, representando um acréscimo de 36% em relação ao ano anterior.

Uma das estratégias adotadas para melhorar o processo de transplante foi a ampliação da distribuição interestadual de órgãos e tecidos, que possibilitou a realização de 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e 4 de pâncreas em 2025. Para garantir o transporte de órgãos e das equipes envolvidas nos transplantes, houve um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB), resultando em 4.808 voos realizados, 22% a mais do que em 2022.

Embora os avanços sejam notáveis, o Ministério da Saúde ressalta que a recusa de 45% das famílias à doação de órgãos continua a ser um obstáculo significativo para a redução das filas de espera. No Brasil, a doação de órgãos somente pode ser feita com a autorização da família, mesmo que a pessoa tenha expressado o desejo de doar em vida. Essa situação frequentemente ocorre em momentos de grande dor e sofrimento, o que torna a discussão sobre a doação ainda mais delicada.

A orientação do Ministério é que as pessoas conversem sobre o tema com seus familiares. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão familiar se torna mais segura e pode ajudar a salvar vidas. Atualmente, existem 48.827 pessoas aguardando por um transplante no Brasil, sendo que 36.169 delas estão na fila por uma nova córnea. Em relação aos órgãos, a situação mais crítica é a dos rins, com 45.236 brasileiros esperando por esse transplante, seguidos por fígado, com 2.424, e coração, com 481.

Desta forma, o aumento no número de transplantes de órgãos no Brasil é um sinal positivo, mas a resistência familiar à doação ainda representa um desafio significativo. É fundamental que campanhas educativas sejam intensificadas para conscientizar a população sobre a importância da doação. Conversar abertamente sobre o tema pode salvar vidas e reduzir as filas de espera.

É necessário que o governo e as instituições de saúde promovam mais iniciativas que incentivem a discussão sobre a doação de órgãos. A criação de programas que ajudem as famílias a entender a relevância desse ato pode ser um caminho eficaz. Além disso, é essencial que as histórias de sucesso de transplantes sejam divulgadas, contribuindo para desmistificar a doação.

Assim, um esforço conjunto entre o governo, a sociedade civil e os meios de comunicação pode proporcionar uma mudança de percepção sobre o tema. O apoio emocional e a informação adequada são fundamentais para que as famílias se sintam mais seguras ao tomar decisões sobre a doação de órgãos. Somente através de um diálogo aberto será possível avançar nesse importante tema de saúde pública.

Por fim, cabe ressaltar que a doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar a vida de muitas pessoas. Investir na formação de uma cultura de doação é imprescindível para salvar vidas no Brasil. Cada órgão doado representa uma oportunidade de recomeço para quem aguarda por um transplante.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.