Brasileiros na Rússia usam VPNs para driblar bloqueios em redes sociais
19 FEV

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Professor Ricardo Bittencourt Junior Por Professor Ricardo Bittencourt Junior - Há 2 meses
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A Rússia implementou o bloqueio do WhatsApp no dia 12 de fevereiro e anunciou restrições graduais ao Telegram. Essa ação, segundo autoridades russas, visa combater a propagação de conteúdos considerados criminosos. Contudo, brasileiros que vivem no país afirmam que já estão habituados a utilizar VPNs (redes privadas virtuais) para contornar essas restrições.

Paola Loureiro, uma estudante de 25 anos de Minas Gerais que faz mestrado em linguística em Moscou, afirma que a utilização de VPNs se tornou essencial para a comunicação. “Não tem como você viver sem VPN aqui”, diz. A tecnologia VPN cria um “túnel” criptografado que permite que os usuários acessem serviços bloqueados, além de manter a privacidade na internet.

Desde o início do conflito com a Ucrânia, em 2022, a Rússia já havia bloqueado plataformas como Instagram e Facebook, classificando a Meta, empresa responsável por essas redes, como uma organização extremista. Paola relata que, desde essa época, o uso de VPNs se tornou comum entre brasileiros e russos. Inicialmente, ela utilizava uma versão gratuita, mas decidiu optar por um serviço pago em setembro de 2025, após novas restrições em chamadas de voz e vídeo no WhatsApp.

“Eu usava esses recursos para falar com a minha família no Brasil. Então, fui atrás de uma VPN melhor. Hoje pago cerca de R$ 10 por mês e consigo me comunicar diariamente”, conta Paola. Essa mudança de aplicativo foi necessária, pois a versão gratuita que ela utilizava não oferecia estabilidade suficiente para uma comunicação eficaz.

Clarissa Ribeiro, outra brasileira de 25 anos, que estuda veterinária em Moscou, também começou a usar uma VPN paga no final de 2025. Ela não percebeu imediatamente as mudanças nos serviços de mensagens, mas ao testar o WhatsApp sem a VPN, notou que não conseguia enviar mensagens. “Realmente, o WhatsApp parou de funcionar sem a VPN”, afirma.

Enquanto isso, o governo russo promove o uso do Max, um aplicativo que permite troca de mensagens e acesso a serviços governamentais, mas que não possui criptografia, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários. Paola e Clarissa relataram que já foram pressionadas por suas universidades para usar o Max, sob a ameaça de não poderem realizar provas.

Clarissa compartilhou uma experiência na qual a universidade a alertou de que, caso não instalassem o Max, não teriam permissão para fazer os exames. “A conexão de todos os estudantes ao Max é estritamente obrigatória”, diz ela. Essa pressão reflete a tentativa do governo russo de controlar a comunicação entre estudantes e cidadãos no país.

Desta forma, é evidente que a situação dos brasileiros na Rússia se torna cada vez mais complexa à medida que o governo impõe restrições em plataformas de comunicação. A utilização de VPNs se torna uma necessidade, não apenas para manter a comunicação com o Brasil, mas também para garantir uma mínima liberdade de expressão.

O bloqueio de serviços como WhatsApp e as pressões para uso de aplicativos governamentais refletem um movimento de controle social que deve ser observado com atenção. É fundamental que os cidadãos tenham acesso a meios de comunicação seguros e que respeitem sua privacidade.

Assim, a luta pela liberdade digital torna-se uma questão não apenas para os brasileiros, mas para todos os que residem na Rússia. A resistência através do uso de VPNs é uma forma de contestar essa realidade opressiva.

Por fim, é importante que as autoridades internacionais estejam atentas a esses movimentos e que ofereçam suporte a iniciativas que promovam a liberdade de expressão e o direito à privacidade dos cidadãos.

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Professor Ricardo Bittencourt Junior

Sobre Professor Ricardo Bittencourt Junior

Pesquisador em Inteligência Artificial, apaixonado por algoritmos e maratonas digitais. Graduado pela USP, atua no Vale do Silício pesquisando redes neurais e o impacto da tecnologia na sociedade. Paixão por astronomia amadora e observação de estrelas.