Cerca de 900 mulheres são atendidas diariamente em unidades de saúde por violência no Brasil
22 ABR

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 3 dias
7428 5 minutos de leitura

De acordo com dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), coletados pela Folha com o auxílio do Ministério da Saúde, aproximadamente 900 mulheres foram atendidas diariamente em unidades de saúde em todo o Brasil no ano de 2025 devido a situações de violência. No total, foram registrados cerca de 330 mil atendimentos relacionados a esse problema social.

Os profissionais da saúde têm a obrigação legal de notificar todos os atendimentos que envolvem violência interpessoal, que se refere ao uso intencional de força ou poder em interações diretas. Essa regra se aplica também a homens e a grupos minoritários, incluindo pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIA+.

Entre os anos de 2015 e 2025, as mulheres representaram 71% de todas as notificações referentes à violência interpessoal, que abrange violência física, psicológica e sexual. No período, unidades de saúde públicas e privadas identificaram um total de 2,3 milhões de casos de violência.

Os dados revelam um perfil predominante entre as vítimas: a maioria são mulheres com idades entre 20 e 49 anos, predominantemente negras (pardas e pretas), que não completaram o ensino médio e que foram agredidas por parceiros ou ex-parceiros íntimos em suas residências. Além disso, é comum que essas mulheres já tenham recebido atendimento médico anteriormente por motivo semelhante.

Os números de atendimentos médicos diferem daqueles apresentados pelas autoridades de segurança pública, que se baseiam em boletins de ocorrência. Nas unidades de saúde, as mulheres não são obrigadas a denunciar a violência, embora relatem suas experiências aos profissionais de saúde. A pesquisadora Camila Alves, especialista em violência e saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, ressalta que apenas 34% das mulheres entrevistadas na Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Senado, buscaram assistência à saúde.

A especialista afirma que o aumento nas notificações de violência pelo SUS (Sistema Único de Saúde) não necessariamente indica um crescimento real nos casos, mas sim uma melhora na identificação e registro dessas ocorrências pelos profissionais de saúde. As notificações coincidem com dados sobre feminicídios, que revelam que as vítimas são, em sua maioria, mulheres adultas, negras e agredidas por parceiros íntimos em casa.

A pesquisadora Deborah Carvalho Malta, professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), explica que a violência não é um evento isolado. A violência por parceiro íntimo é frequentemente sequencial e pode aumentar em gravidade ao longo do tempo, começando com agressões psicológicas e podendo culminar em casos extremos, incluindo homicídios.

Notavelmente, 53% das mulheres que buscaram atendimento médico devido à violência nos últimos dez anos já haviam sido atendidas anteriormente pela mesma razão. Esse dado não leva em consideração a subnotificação, que se refere a informações ignoradas ou não registradas. Análises preliminares realizadas por Malta e sua equipe indicam que uma parte significativa das mulheres com múltiplas notificações de violência teve seus casos encerrados em óbito.

O propósito do sistema de saúde, conforme afirmado por Malta, é prevenir que a violência resulte em feminicídios. Há 25 anos, o Ministério da Saúde reconheceu oficialmente a violência como um problema de saúde pública, estabelecendo que o setor deve não apenas tratar ferimentos, mas também monitorar casos, capacitar profissionais e evitar a repetição da violência.

Quando um profissional de saúde identifica uma situação de violência, a notificação inicia uma rede de proteção, que inclui encaminhamentos para assistência social, orientação sobre medidas protetivas e acesso a outros serviços. Para as mulheres adultas, as informações não são automaticamente repassadas à polícia, e elas recebem apoio para decidir se desejam fazer a denúncia, garantindo a sua segurança.


Desta forma, a situação da violência contra a mulher no Brasil é alarmante e requer atenção imediata. Os dados revelam que muitas mulheres enfrentam ciclos de violência, e a repetição desses atendimentos indica que o sistema de saúde deve ser mais proativo na proteção dessas vítimas. É essencial que as políticas públicas abordem não apenas o atendimento, mas também a prevenção e a conscientização.

Além disso, é crucial que haja uma integração entre os serviços de saúde e as redes de proteção social. O fortalecimento dessa relação pode garantir que as mulheres tenham acesso a recursos que as ajudem a romper o ciclo de violência. A capacitação dos profissionais de saúde é um passo importante para garantir que cada caso seja tratado com a seriedade que merece.

Por fim, a sociedade deve se engajar em discussões sobre a violência contra as mulheres, promovendo uma cultura de respeito e igualdade. A educação e a conscientização são ferramentas poderosas para transformar essa realidade. O apoio à denúncia e a criação de ambientes seguros para que as mulheres se sintam à vontade para buscar ajuda são fundamentais para a mudança.

Proteja-se com um Conexão Segura

Diante da alarmante realidade da violência contra mulheres, ter uma forma confiável de comunicação é essencial. O Cartão SIM pré-pago Inmarsit BGAN com 500 unidades oferece uma solução prática e segura para quem precisa de apoio e conexão em momentos críticos.

Com o Cartão SIM pré-pago Inmarsit BGAN, você garante que estará sempre à mão de quem pode ajudar. Com cobertura estável e a possibilidade de comunicação em áreas remotas, ele se torna seu aliado em situações difíceis. Sinta-se mais segura sabendo que pode se conectar a qualquer momento, sem preocupações com taxas exorbitantes ou planos complicados.

Não deixe para depois a proteção que você merece! Esta é uma oportunidade única de garantir um meio de comunicação seguro e confiável. Aproveite e adquira agora o seu Cartão SIM pré-pago Inmarsit BGAN com 500 unidades antes que acabe!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.