Estudo alerta para riscos de desnutrição em usuários de canetas emagrecedoras
05 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 8 dias
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Um novo estudo publicado na revista Obesity Pillars alertou para os riscos associados ao uso de canetas emagrecedoras, conhecidas como análogos de GLP-1, que têm se tornado populares para auxiliar na perda de peso. A pesquisa, que analisou dados de mais de 461 mil adultos, revelou que 22,4% dos usuários apresentaram deficiências nutricionais após um ano de tratamento.

A maioria dos participantes da pesquisa tinha diabetes tipo 2 e a idade média era de 53 anos. O estudo tinha como objetivo investigar se o uso desses medicamentos poderia causar deficiências de vitaminas e minerais, bem como a perda de massa muscular. Os resultados mostraram que, em apenas seis meses, 12,7% dos pacientes já apresentavam algum tipo de deficiência nutricional, percentual que subiu para 22,4% ao final de um ano.

Os medicamentos utilizados na pesquisa incluem semaglutida (Ozempic e WeGovy), liraglutida (Saxenda ou Victoza) e dulaglutida (Trulicity). Segundo o médico endocrinologista Fernando Valente, diretor do Departamento de Diabetes Mellitus da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a perda de peso rápida pode acentuar o risco de deficiências nutricionais, comprometendo funções importantes do organismo.

A ação dos análogos de GLP-1 no corpo envolve a redução do apetite, o esvaziamento gástrico mais lento e alterações na absorção intestinal. Essas mudanças levam à diminuição do consumo alimentar, que pode chegar a 40%, especialmente de fibras, água e proteínas, que são essenciais para uma alimentação equilibrada. A nutricionista Manuela Dolinsky, presidente do Conselho Federal de Nutrição (CFN), explicou que, embora a qualidade dos alimentos consumidos possa parecer adequada, a alteração na absorção pode resultar em deficiências nutricionais.

As deficiências mais comuns identificadas no estudo foram de vitamina D, ferro e vitaminas do complexo B. A pesquisa revelou que 7,5% dos usuários apresentaram deficiência de vitamina D em seis meses, número que subiu para 13,6% após um ano. Essas vitaminas e minerais são geralmente encontrados em alimentos que precisam ser consumidos em maiores volumes, o que se torna difícil com a redução do apetite promovida pelos medicamentos.

O endocrinologista Fernando Valente também destacou que a deficiência de vitaminas é comum entre pessoas com obesidade e diabetes tipo 2. Além disso, outros medicamentos, como a metformina, usada no tratamento do diabetes tipo 2, também podem levar à diminuição da vitamina B12, o que exige monitoramento e, em alguns casos, suplementação. Assim, é fundamental que os pacientes em tratamento com análogos de GLP-1 façam um acompanhamento nutricional regular para evitar complicações de saúde.

Dessa forma, o estudo traz à tona uma preocupação importante sobre o uso de canetas emagrecedoras. Embora esses medicamentos possam ser eficazes na perda de peso, os riscos associados à desnutrição não podem ser ignorados. É essencial que os pacientes estejam cientes das possíveis consequências e busquem orientação profissional.

O acompanhamento nutricional deve ser considerado uma prática indispensável para aqueles que optam por esse tipo de tratamento. O investimento em uma alimentação balanceada e na suplementação adequada pode evitar complicações e promover uma saúde melhor.

Além disso, é necessário um diálogo aberto entre pacientes e profissionais de saúde sobre as expectativas em relação à perda de peso e as estratégias que podem ser adotadas para garantir que a saúde não seja comprometida. A conscientização sobre os riscos é o primeiro passo para uma abordagem segura e eficaz.

Por fim, a pesquisa enfatiza a importância de uma análise crítica sobre o uso de medicamentos para emagrecimento. O foco deve ser em soluções que priorizem a saúde e o bem-estar a longo prazo, evitando soluções rápidas que possam acarretar prejuízos maiores no futuro.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.