Estudo aponta que consumo de ovos pode reduzir risco de Alzheimer em idosos
06 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 7 dias
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Pesquisadores da Loma Linda University Health realizaram um estudo que sugere uma relação positiva entre o consumo de ovos e a diminuição do risco de desenvolver a doença de Alzheimer em idosos. Os resultados indicam que pessoas com 65 anos ou mais que consomem ovos regularmente têm até 27% menos chances de serem diagnosticadas com a doença.

O estudo, que acompanhou mais de 40 mil participantes ao longo de 15 anos, revelou que até mesmo o consumo moderado de ovos pode trazer benefícios significativos para a saúde cerebral. Os pesquisadores observaram diferentes formas de preparo, como ovos mexidos, fritos e cozidos, e concluíram que comer um ovo por dia, durante pelo menos cinco dias na semana, é ideal para garantir esses benefícios.

A pesquisa mostrou que até mesmo a ingestão menos frequente de ovos está associada a uma diminuição no risco de Alzheimer. De acordo com a professora Joan Sabaté, principal investigadora do estudo, consumir ovos de uma a três vezes por mês pode reduzir o risco em 17%, enquanto aqueles que ingerem ovos de duas a quatro vezes por semana apresentam uma redução de 20% no risco de desenvolvimento da doença.

Os ovos são uma fonte rica de nutrientes essenciais que favorecem a saúde do cérebro. Eles contêm colina, um nutriente importante para a memória e a função cerebral. Além disso, os ovos são ricos em luteína e zeaxantina, carotenoides que se acumulam no cérebro e têm um papel benéfico na melhora do desempenho cognitivo.

Os ácidos graxos ômega-3 presentes nos ovos também são cruciais para a saúde mental, e as gemas são notáveis por sua alta concentração de fosfolipídios, fundamentais para o funcionamento adequado dos neurotransmissores. O estudo, publicado no Journal of Nutrition, destaca a importância de incluir ovos em uma dieta equilibrada.

Os autores do estudo alertam que, embora os ovos sejam benéficos, é importante que sejam consumidos com moderação, dentro de um contexto de uma dieta saudável. Jisoo Oh, doutora em Saúde Pública e co-autora da pesquisa, ressalta que a ênfase deve estar na saúde geral dos indivíduos e nos benefícios que uma alimentação equilibrada pode proporcionar.

Além disso, um estudo separado da Universidad de Castilla-La Mancha na Espanha indicou que pessoas que consomem pelo menos cinco ovos por semana tendem a ter um índice de massa corporal (IMC) mais baixo e menor percentual de gordura corporal. Essa pesquisa analisou 355 jovens adultos e concluiu que a ingestão de ovos está vinculada a uma composição corporal mais saudável, em grande parte devido à maior ingestão de proteínas.

Os ovos são considerados um dos alimentos mais sustentáveis, oferecendo um alto valor nutricional a um custo acessível. Eles são uma excelente fonte de proteína animal, ferro, vitaminas A, B12, folato, colina e riboflavina. Além disso, seu consumo não parece afetar negativamente os níveis de colesterol no sangue, desafiando algumas crenças populares.

Desta forma, o estudo da Loma Linda University Health traz à tona a relevância da alimentação na prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. A relação demonstrada entre o consumo de ovos e a redução do risco de desenvolvimento da doença é um indicativo de que hábitos alimentares saudáveis podem desempenhar um papel crucial na qualidade de vida de idosos.

A análise dos pesquisadores é um alerta para a importância de incluir alimentos ricos em nutrientes na dieta diária, especialmente em uma fase da vida em que a saúde cognitiva se torna uma preocupação crescente. Os ovos, com seu baixo custo e alto valor nutricional, merecem destaque nesse contexto.

Além disso, o fato de que a frequência de consumo de ovos pode ser flexível, permitindo até mesmo uma ingestão moderada, torna essa recomendação ainda mais acessível à população. Isso é relevante, visto que muitos podem ter dificuldades financeiras para manter uma dieta variada.

Por fim, é essencial que a saúde pública incentive o consumo de alimentos que não apenas promovam a saúde, mas que também sejam sustentáveis e acessíveis. O estudo reforça a ideia de que a conscientização sobre a alimentação pode impactar positivamente a saúde coletiva, especialmente em um cenário onde as doenças cognitivas estão em ascensão.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.