Estudo confirma eficácia da vacina contra dengue do Butantan por cinco anos
05 MAR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 mês
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A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, conhecida como Butantan-DV, mostrou proteção duradoura contra os casos graves da dengue por pelo menos cinco anos. Os resultados de um estudo clínico, publicado na revista científica Nature Medicine, revelaram que o imunizante apresentou uma eficácia de 80,5% contra as formas graves da doença e casos com sinais de alarme durante o período analisado.

O estudo, parte de um ensaio clínico de fase 3, foi realizado no Brasil e acompanhou 16.235 voluntários com idades entre 2 e 59 anos. Desses, 10.259 receberam a vacina e 5.976 foram tratados com placebo. A pesquisa ocorreu em 16 centros de pesquisa em diversas regiões do país, entre fevereiro de 2016 e julho de 2019.

Além de oferecer proteção contra os casos graves da doença, o estudo indicou que a vacina pode ajudar a reduzir hospitalizações. Durante o acompanhamento, não foram registradas internações por dengue entre os participantes vacinados, enquanto o grupo que recebeu placebo teve oito hospitalizações. A eficácia geral da vacina para prevenir dengue sintomática, causada por qualquer sorotipo do vírus, foi de 65% ao longo de cinco anos, sugerindo que a proteção se manteve estável.

A diretora médica de Ensaios Clínicos do Butantan, Fernanda Boulos, enfatizou que os resultados reforçam o potencial da vacina no combate à dengue. Ela comentou: “Os dados publicados recentemente na Nature confirmam a eficácia da Butantan-DV contra casos de dengue sintomática e, principalmente, contra casos de dengue grave e com sinais de alarme. Esta vacina se consolida como uma ferramenta de grande importância no combate à dengue no Brasil, com potencial para contribuir para diminuição da circulação do vírus, para além da proteção individual”.

A vacina contra a dengue teve sua aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025, para uso em pessoas de 12 a 59 anos. Desde então, cerca de 1,3 milhão de doses foram enviadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), que é responsável pela distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação teve início em janeiro deste ano em três cidades brasileiras: Nova Lima, em Minas Gerais; Maranguape, no Ceará; e Botucatu, em São Paulo, como parte de um projeto piloto que objetiva imunizar cerca de 90% do público-alvo.

A Butantan-DV é caracterizada como uma vacina tetravalente, ou seja, foi desenvolvida para proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. O imunizante utiliza vírus vivos atenuados, que são enfraquecidos em laboratório, com o intuito de estimular a resposta do sistema imunológico sem provocar a doença. Após a aplicação, esses vírus se replicam de forma controlada no corpo, gerando uma resposta imune que resulta na produção de anticorpos neutralizantes específicos para cada um dos sorotipos.

O estudo também investigou a eficácia da vacina em indivíduos que já haviam contraído dengue e naqueles que nunca haviam sido infectados. Para os que já tinham tido contato com o vírus, a eficácia contra qualquer sorotipo atingiu 77,1%, enquanto entre os participantes sem infecção prévia, o índice foi de 58,9%. Essa disparidade é justificada pelo fato de que o sistema imunológico tende a responder de maneira mais intensa quando já houve contato anterior com o vírus.

Os resultados de eficácia variaram conforme o tipo de vírus da dengue analisado: para o DENV-1, a proteção foi de 79,4% para soropositivos e 71,4% para soronegativos; para o DENV-2, a eficácia foi de 75,2% em soropositivos e 36,7% em soronegativos. Durante o período da pesquisa, os sorotipos DENV-3 e DENV-4 circularam pouco no Brasil, o que impossibilitou uma medição estatística completa da eficácia contra essas variantes; no entanto, os pesquisadores afirmam que a vacina induziu anticorpos contra elas.

A eficácia da vacina também variou conforme a faixa etária dos participantes: entre adultos (18 a 59 anos), a eficácia foi de 74,8%; entre adolescentes (7 a 17 anos), foi de 69,5%; e entre crianças (2 a 6 anos), a eficácia foi de 60,6%. Os cientistas explicam que isso ocorre porque os adultos têm maior probabilidade de já terem tido contato com o vírus ao longo da vida.

O estudo revelou que a vacina apresentou um perfil de segurança considerado robusto em todas as idades, sem identificar problemas de segurança a longo prazo, inclusive entre crianças. Os efeitos adversos mais comuns foram leves a moderados, como dor de cabeça, fadiga, erupção na pele, dor muscular e coceira. Um ponto importante é que não houve aumento do risco de dengue grave entre pessoas que nunca haviam contraído a doença, o que é uma preocupação em relação a outras vacinas contra dengue.

Um dos principais diferenciais da vacina do Butantan é que ela requer apenas uma dose única. Ao contrário de outras vacinas que necessitam de duas ou três aplicações, a Butantan-DV consegue gerar uma resposta imunológica suficiente com apenas uma dose. Isso facilita a logística da vacinação, melhora a adesão da população e permite uma rápida ampliação da cobertura vacinal.

O ensaio clínico que avaliou a vacina recebeu financiamento do Ministério da Saúde do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e da Fundação Butantan.

Desta forma, os resultados do estudo sobre a vacina Butantan-DV são encorajadores e evidenciam seu papel importante na luta contra a dengue, uma doença que preocupa a saúde pública no Brasil. A proteção de cinco anos contra casos graves da doença pode ser um divisor de águas na prevenção e controle da dengue, principalmente em regiões mais afetadas.

A eficiência do imunizante, somada à sua capacidade de prevenir hospitalizações, reforça a necessidade de uma ampla campanha de vacinação. A implementação de estratégias para aumentar a adesão da população à vacinação é fundamental para garantir que a vacina alcance o maior número possível de pessoas.

Além disso, o fato de a vacina requerer apenas uma dose é um aspecto que facilita a logística da imunização. Isso pode ser crucial para garantir que a população se vacine e, assim, reduza a incidência da dengue e suas complicações.

Por fim, é essencial que as autoridades de saúde continuem a monitorar a eficácia da vacina e a segurança a longo prazo, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. O conhecimento contínuo e a transparência em relação aos dados da vacina são essenciais para manter a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.