Estudo revela danos no cabelo após descoloração e alisamento com calor
02 JUN

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Professor Ricardo Bittencourt Junior Por Professor Ricardo Bittencourt Junior - Há 1 hora
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Uma pesquisa realizada no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) trouxe à tona novos alertas sobre os riscos associados ao uso frequente de procedimentos químicos nos cabelos. O estudo focou principalmente nos efeitos da descoloração e do alisamento ácido, como as progressivas, especialmente quando combinados com o calor intenso de chapinhas e secadores. Esse conjunto de fatores apresenta um alto potencial de danificação dos fios, resultando em mudanças estruturais que podem ser irreversíveis.

A pesquisa, que utilizou técnicas de microscopia eletrônica, permitiu aos cientistas observar em tempo real as alterações na estrutura interna dos fios, especificamente no córtex, que é a parte mais interna do cabelo. Este aspecto havia sido pouco explorado em estudos anteriores, que geralmente se concentravam nas camadas externas, chamadas de cutícula.

Os pesquisadores analisaram amostras de fios naturais, ou seja, não tratados quimicamente, e fios que já haviam passado por processos químicos. Esses fios foram submetidos a temperaturas variando entre 30°C e 270°C, que são comuns durante o uso de chapinhas, secadores e difusores de cabelo. Segundo a engenheira química e pesquisadora Cibele de Castro Lima, que conduziu o experimento como parte de sua pesquisa de doutorado, os danos mais significativos foram observados em fios que passaram por descoloração, alisamento ácido e altas temperaturas ao mesmo tempo.

Um dos principais achados do estudo foi que o córtex é mais suscetível a danos irreparáveis do que se acreditava anteriormente. Isso contradiz a noção anterior que atribuía a maior parte dos danos às camadas externas do cabelo. De acordo com os resultados, as mudanças estruturais profundas começam a se manifestar no interior da fibra capilar antes que danos visíveis apareçam na parte externa. Os testes realizados com espectroscopia de infravermelho também identificaram alterações químicas na superfície do cabelo, afetando tanto as gorduras naturais quanto as proteínas da fibra.

Além disso, em temperaturas superiores a 200°C, foi registrada a liberação de gases relacionados à decomposição das proteínas capilares, como a queratina. Cibele explica que o odor forte, muitas vezes descrito como “cheiro podre” durante o uso da chapinha, está associado à decomposição de aminoácidos que contêm enxofre, os quais são essenciais para a resistência dos fios.

As análises com raios X confirmaram que os cabelos tratados quimicamente, submetidos à descoloração e alisamento ácido, apresentaram maior sensibilidade ao calor em comparação aos fios naturais. Durante o aquecimento, os cabelos quimicamente tratados demonstraram uma perda mais rápida da organização estrutural, indicando uma menor estabilidade térmica.

O professor Cristiano Oliveira, que é do Departamento de Física Experimental do IF e orientador da pesquisa, destacou que os conhecimentos gerados por esse estudo podem ter impactos significativos nas indústrias de cosméticos e saúde. Ele enfatizou que a identificação de temperaturas críticas em que se inicia a degradação da queratina e dos lipídios que protegem os fios pode ser um avanço importante para o setor.

Desta forma, as descobertas da pesquisa da USP são um alerta crucial para os consumidores que utilizam tratamentos capilares. A soma de produtos químicos e altas temperaturas pode levar a danos irreparáveis, enfatizando a necessidade de consciência sobre o que se aplica aos cabelos.

Além disso, é fundamental que os profissionais da beleza estejam informados sobre esses riscos, a fim de orientar seus clientes de maneira adequada. A educação em relação aos cuidados com os cabelos deve ser uma prioridade, tanto para os consumidores quanto para os profissionais de estética.

Assim, a indústria cosmética pode se beneficiar ao desenvolver produtos que minimizem esses danos, respeitando as temperaturas ideais e evitando combinações prejudiciais. A pesquisa pode abrir caminhos para inovações que garantam a saúde capilar sem comprometer a estética.

Finalmente, é essencial que os consumidores estejam cientes de que a beleza não deve vir à custa da saúde dos fios. Buscar alternativas mais seguras e menos invasivas é um caminho viável para preservar a integridade capilar.

Por último, a pesquisa também destaca a importância de um diálogo mais forte entre consumidores, profissionais da beleza e a indústria. Essa interação pode contribuir para criar um ambiente mais seguro e saudável para todos que buscam manter a beleza dos cabelos.

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Após a pesquisa da USP que revela os danos irreversíveis nos cabelos devido à descoloração e alisamentos, é hora de cuidar dos seus fios com responsabilidade. Para isso, a Caixa de Bobina Térmica 80mm x 40m c/30 unidades - Amazon é a solução ideal. Mantenha seus cabelos saudáveis e protegidos enquanto realiza seus tratamentos capilares com segurança.

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Professor Ricardo Bittencourt Junior

Sobre Professor Ricardo Bittencourt Junior

Pesquisador em Inteligência Artificial, apaixonado por algoritmos e maratonas digitais. Graduado pela USP, atua no Vale do Silício pesquisando redes neurais e o impacto da tecnologia na sociedade. Paixão por astronomia amadora e observação de estrelas.