Fatores Sociais Impactam Desigualdades na Saúde, Afirma Diretor da OMS
06 ABR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 4 dias
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O diretor do Departamento de Determinantes Sociais de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Etienne Krug, destacou que os principais fatores que influenciam a saúde das populações estão, em sua maioria, fora do ambiente hospitalar. Condições como moradia, renda, educação, acesso à tecnologia, mudanças climáticas e decisões econômicas desempenham um papel crucial na qualidade de vida e na expectativa de vida das pessoas. Essa análise foi feita em uma recente entrevista concedida à imprensa durante sua participação na Cúpula da Parceria para Cidades Saudáveis, realizada no Rio de Janeiro.

Segundo Krug, compreender a complexa rede de fatores sociais é fundamental para abordar as desigualdades persistentes que afetam a saúde pública. Ele enfatizou que, embora a complexidade do tema possa dificultar a formulação de políticas concretas, é essencial não ignorar esses aspectos. "São todos esses aspectos da sociedade que impactam a saúde. E há muitos: habitação, digitalização, guerras, mudança climática. Não é porque é complexo que devemos ignorar", afirmou o diretor.

A iniciativa da Cúpula, que conta com o apoio da Bloomberg Philanthropies, busca colaborar na elaboração de políticas públicas focadas na prevenção de doenças crônicas e lesões evitáveis. Krug observou que houve uma evolução na abordagem da saúde pública, que antes se concentrava em doenças infecciosas e hospitais, e agora integra a consideração das doenças crônicas e dos fatores sociais que influenciam o adoecimento.

Dados recentes da OMS ressaltam a gravidade do problema das desigualdades. Existe uma diferença de até 33 anos na expectativa de vida entre os países com os melhores e os piores indicadores de saúde. Além disso, 94% das mortes maternas ocorrem em países de baixa e média renda. Apesar dos avanços na redução da mortalidade materna, que caiu 40% entre 2000 e 2023, a desigualdade de renda dentro dos países aumentou, afetando negativamente os resultados em saúde. A pandemia de Covid-19 também teve um impacto desproporcional sobre as populações mais vulneráveis.

Krug ressaltou que os determinantes sociais têm um peso maior do que fatores individuais na saúde das pessoas. Ele afirmou que aspectos como desigualdade e condições de vida precisam ser levados em conta para maximizar o impacto de políticas de saúde pública. "Se não olharmos para desigualdade, discriminação e condições de vida, perdemos a maior parte do impacto possível em saúde pública", declarou.

As disparidades na saúde se manifestam de maneiras diversas em diferentes contextos. Por exemplo, entre as populações indígenas, a diferença na expectativa de vida pode ultrapassar uma década em países como Canadá e Austrália, enquanto em grupos específicos da África essa diferença chega a mais de 20 anos. Na Europa, homens com menos escolaridade podem viver mais de dez anos a menos do que aqueles com maior nível educacional, e nos Estados Unidos, a mortalidade materna entre mulheres negras é quase três vezes maior do que entre mulheres brancas.

No Brasil, as desigualdades também são evidentes. Em São Paulo, por exemplo, a diferença de expectativa de vida pode chegar a 24 anos. Moradores do Alto de Pinheiros, na zona oeste, têm uma expectativa média de vida de 82 a 85 anos, enquanto aqueles que vivem em áreas como a Cidade Tiradentes, na zona leste, apresentam uma expectativa de vida bem mais baixa, em torno de 58 a 62 anos. Isso evidencia como o local de residência pode influenciar diretamente a saúde das pessoas.

Além disso, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas, e cerca de um quarto dessa população reside em assentamentos precários, onde a exposição a doenças é maior. A poluição do ar, que é um determinante significativo, está associada a aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano. Krug destacou que não somos todos afetados da mesma maneira e que as populações mais vulneráveis acumulam riscos adicionais.

Para enfrentar essas questões, a OMS propõe uma agenda mais pragmática. Um dos principais pilares dessa agenda é a criação de métricas comparáveis entre os países. Krug enfatizou que, sem entender a magnitude do problema e coletar dados de forma padronizada, é impossível monitorar o progresso. A OMS lançou um sistema internacional de monitoramento, que já foi adotado por alguns países, para auxiliar nesse processo.

Outra estratégia importante é a identificação de políticas de saúde custo-efetivas, especialmente em relação à proteção social. Atualmente, mais de 3,8 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a serviços de saúde adequados, o que evidencia a necessidade urgente de uma abordagem mais integrada e abrangente.


Desta forma, é evidente que a saúde pública não pode ser analisada isoladamente. Os determinantes sociais revelam como a condição de vida e os aspectos econômicos influenciam diretamente a saúde das populações. Portanto, é imprescindível que as políticas públicas sejam desenhadas levando em conta essas variáveis. O desafio é grande, mas a falta de ação pode perpetuar a desigualdade.

Além disso, a pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais as disparidades existentes, demonstrando que as populações mais vulneráveis são as que mais sofrem. Isso reforça a necessidade de uma abordagem que priorize a equidade em saúde, garantindo que todos tenham acesso a serviços de qualidade.

Assim, ao promover políticas que considerem os determinantes sociais, não apenas se busca melhorar a saúde da população, mas também se trabalha para a construção de uma sociedade mais justa. É fundamental que governos e organizações internacionais se unam em torno desse objetivo, criando um ambiente propício para a melhoria das condições de vida de todos.

Finalmente, a conscientização sobre esses temas é essencial. A sociedade civil deve estar engajada em exigir mudanças e melhorias nas políticas públicas, para que a saúde de todos seja preservada. A saúde é um direito e deve ser garantida a todos, independentemente de sua condição social ou econômica.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.