Investigação revela riscos de conselhos sobre sono infantil de 'especialistas' sem qualificação
09 MAI

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 4 dias
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Uma recente investigação realizada pela BBC no Reino Unido expôs a atuação de indivíduos que se apresentam como especialistas em sono infantil, oferecendo conselhos que podem colocar a vida de bebês em risco. As orientações dadas por esses "especialistas" têm gerado preocupações entre profissionais de saúde, que alertam sobre práticas perigosas que podem levar a lesões graves e até à morte dos recém-nascidos.

Durante a investigação, a BBC filmou secretamente uma dessas figuras, que recomendou à repórter que colocasse um recém-nascido para dormir de bruços. Esta posição é amplamente reconhecida como um fator que aumenta o risco de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL). O sistema de saúde pública do Reino Unido, NHS, aconselha que os bebês sejam colocados para dormir sempre de costas, em um ambiente seguro, como um berço, durante seus primeiros 12 meses de vida, e que o colchão utilizado deve ser firme, plano e à prova d'água.

Outro aspecto alarmante revelado na investigação foi a recomendação de colocar toalhas no berço do bebê, prática igualmente condenada pela organização beneficente The Lullaby Trust, que associou essa ação ao aumento do risco de morte acidental. Profissionais de saúde que assistiram às filmagens expressaram preocupação, afirmando que se sentiram "apavoradas" e "com náuseas" ao ver tais recomendações sendo feitas.

A consultoria em sono infantil é uma indústria em crescimento e não regulamentada, segundo as especialistas entrevistadas pela BBC. A falta de apoio pré-natal para novos pais contribui para essa situação, gerando um mercado vulnerável a conselhos inadequados. Apesar de reconhecerem que existem muitos que oferecem orientações seguras, as entrevistadas enfatizam que também há um "lado sombrio" nesse universo.

O fenômeno dos "especialistas em sono" ganhou popularidade nas redes sociais, onde muitos pais têm buscado por ajuda. Na investigação, dezenas de pais relataram suas preocupações, mencionando especificamente duas consultoras, Alison Scott-Wright e Lisa Clegg, que possuem grande número de seguidores e recomendação de celebridades.

Um dos relatos trazidos à tona pela BBC foi o de uma mãe que se sentiu culpada por ter seguido conselhos de Scott-Wright, que ela descreveu como "realmente cruel". Outra mãe, que consultou Clegg, lamentou ter colocado seus bebês em perigo ao seguir recomendações que incluíam a adição de objetos soltos no berço, uma prática considerada arriscada.

Em resposta às alegações, Scott-Wright afirmou que seu trabalho ajudou muitos pais e que leva a segurança dos bebês muito a sério. Da mesma forma, Clegg defendeu que suas orientações são seguras e que não colocaram os bebês em risco.

Uma repórter disfarçada marcou consultas com ambas as consultoras, apresentando-se como mãe de um recém-nascido de nove semanas, que acordava frequentemente à noite. Essa faixa etária é crítica, pois é nela que ocorrem a maioria dos casos de SMSL, caracterizada pela morte súbita e inexplicada de um bebê saudável durante o sono.

Os dados mais recentes indicam que, em 2022, ocorreram 197 mortes inexplicáveis de crianças com menos de um ano na Inglaterra e no País de Gales, 16 na Escócia e duas na Irlanda do Norte. No Brasil, a Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (Ivis) registrou 117 casos de SMSL em 2025.

Atualmente, não existe regulamentação no Reino Unido que impeça qualquer pessoa de se autodenominar especialista em sono. Scott-Wright e Clegg também se apresentam como "enfermeiras da maternidade", uma função que não possui regulamentação definida. O secretário de Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, anunciou planos para impedir que indivíduos usem o título de enfermeiro sem a devida qualificação, em resposta a preocupações levantadas por investigações anteriores.

Streeting ressaltou a necessidade de interromper a desinformação perigosa que vem sendo propagada como se fosse orientação de especialistas, afirmando que isso coloca a vida dos bebês em risco. A família de Madison Bruce Smith, um bebê que faleceu devido a uma posição insegura para dormir, exige maior regulamentação e formação obrigatória para todos que oferecem consultoria sobre sono infantil.

As histórias de pais como Emily, que se sentiu exaurida após seu bebê acordar frequentemente à noite, refletem a busca desesperada por soluções. Ao encontrar aconselhamento no Instagram, muitos se deparam com informações que podem ser prejudiciais, destacando a necessidade de um olhar mais atento sobre a qualificação de quem oferece tais orientações.

Desta forma, a investigação da BBC levanta um alerta importante sobre a falta de regulamentação na área de consultoria de sono infantil. É fundamental que os pais busquem informações seguras e embasadas em evidências para garantir a saúde e o bem-estar de seus filhos. A crescente popularidade de "especialistas" sem formação adequada pode ter consequências graves, como demonstram os relatos de pais que seguiram orientações perigosas.

É necessário um esforço conjunto para que haja uma regulamentação efetiva nesse setor. A criação de critérios claros e a exigência de formação adequada para os consultores de sono poderia contribuir para a segurança dos bebês e a tranquilidade dos pais. A proteção da vida infantil deve ser uma prioridade em qualquer sociedade.

As instituições de saúde pública devem tomar a frente nessa questão, promovendo campanhas educativas que ajudem os pais a identificar fontes confiáveis de informação. A conscientização sobre os riscos associados a conselhos inadequados é essencial para prevenir tragédias e promover práticas seguras de sono.

Finalmente, a responsabilidade não recai apenas sobre os pais, mas também sobre os profissionais de saúde. A orientação e apoio adequados durante a fase pré-natal podem reduzir a dependência de consultores não qualificados, oferecendo um caminho mais seguro para as famílias.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.