Brasil celebra o Dia Nacional de Acolhimento ao Paciente Oncológico e inicia o 'Março Laranja'
03 MAR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 mês
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O Brasil comemora, nesta terça-feira, 3 de março de 2026, o Dia Nacional de Acolhimento ao Paciente Oncológico, uma data que é celebrada pela primeira vez no país. Essa iniciativa foi estabelecida pela Lei nº 15.241, sancionada em 28 de outubro de 2025. O objetivo principal dessa data é promover ações que visam a conscientização sobre a importância do acolhimento e do suporte emocional para os pacientes que enfrentam o câncer.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que o Brasil registre cerca de 781 mil novos casos de câncer anualmente entre 2026 e 2028. Esse número representa um aumento significativo em relação à projeção anterior, que era de 704 mil casos por ano. Este crescimento ressalta a necessidade de melhorar a experiência dos pacientes em serviços de saúde, especialmente no que diz respeito ao acolhimento e ao suporte emocional durante o tratamento, que muitas vezes é longo e desafiador.

A data de 3 de março também marca o início do 'Março Laranja', mês designado para a mobilização em torno do cuidado com os pacientes oncológicos. Durante todo o mês, diversas ações de conscientização e orientação serão realizadas, visando ampliar o alcance das iniciativas de acolhimento e cuidado.

No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), o acolhimento é parte integrante da Política Nacional de Humanização (PNH), que foi lançada em 2003. Essa política busca traduzir os princípios do SUS na prática diária dos serviços de saúde, promovendo uma melhor comunicação entre gestores, profissionais de saúde e usuários, além de fomentar mudanças nos métodos de cuidado e gestão.

O INCAvoluntário, que é a área de ações sociais do Instituto, deu início a uma pesquisa em fevereiro deste ano para avaliar o impacto das ações de humanização nas quatro unidades do INCA no Rio de Janeiro. A pesquisa, conduzida por uma consultoria externa, já coletou dados de uma amostra inicial de 37 pacientes. Os resultados preliminares mostram que 91,67% dos entrevistados associam a continuidade do tratamento ao apoio emocional e às iniciativas do INCAvoluntário.

Os participantes da pesquisa relataram que o acolhimento é percebido não apenas por eles, mas também por seus acompanhantes e familiares. Os depoimentos destacam a importância do apoio emocional e do ambiente acolhedor proporcionado pela equipe do INCA, que é descrito como "muito bom", transmitindo sensações de amizade, esperança e carinho.

A gerente-geral do INCAvoluntário, Fernanda Vieira, afirma que "o acolhimento não é um ‘dom’, mas uma prática que deve ser organizada e aprimorada dentro do cuidado em saúde. Isso inclui a presença humana e suporte concreto para que ninguém interrompa o tratamento por falta de condições básicas".

No ano passado, 2025, o INCAvoluntário contou com a dedicação de 279 voluntários, que contribuíram com mais de 32 mil horas de trabalho. Mais de 8 mil pacientes foram beneficiados ao longo do ano com ações diversas, como entrega de brinquedos, atividades de palhaçaria e musicoterapia, além de distribuição de alimentos e auxílio-transporte. Entre as ações sociais, foram entregues quase 2 mil bolsas de alimentos e cerca de R$ 1,4 milhão em recargas no cartão-alimentação.

Desta forma, a celebração do Dia Nacional de Acolhimento ao Paciente Oncológico representa um passo importante na humanização do atendimento aos pacientes com câncer no Brasil. O aumento significativo no número de casos de câncer demanda que o sistema de saúde não apenas ofereça tratamentos eficazes, mas também suporte emocional adequado aos pacientes e suas famílias.

Além disso, é fundamental que a mobilização em torno do 'Março Laranja' não se limite a uma data específica, mas que se transforme em uma prática contínua e integrada nos serviços de saúde. O acolhimento deve ser uma prioridade em todas as etapas do tratamento, garantindo que os pacientes se sintam apoiados e respeitados durante sua jornada.

O trabalho do INCAvoluntário e a pesquisa sobre o impacto das ações de humanização são iniciativas que devem ser valorizadas e ampliadas. Os resultados demonstram a efetividade do acolhimento na continuidade do tratamento e no bem-estar dos pacientes.

Por fim, as ações de conscientização e apoio emocional devem ser constantemente reforçadas, assegurando que todos os pacientes oncológicos tenham acesso a um atendimento digno e humanizado. O 'Março Laranja' é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do acolhimento e da solidariedade em momentos de vulnerabilidade.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.