Câncer de Pênis: Mais de 2,9 Mil Amputações no Brasil em cinco Anos
07 FEV

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 2 meses
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Entre 2021 e 2025, mais de 2,9 mil homens no Brasil tiveram que passar por amputação do pênis devido ao câncer de pênis. Essa doença, embora considerada rara, tem mostrado um aumento preocupante em sua incidência, especialmente entre homens com idades entre 50 e 70 anos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, no mesmo período, também ocorreram mais de 2,3 mil mortes relacionadas a essa condição. A situação é alarmante, e especialistas ressaltam a importância de medidas preventivas.

O câncer de pênis é um tipo de tumor que pode ser prevenida com práticas simples de saúde. Segundo profissionais de saúde, a higiene adequada da região íntima, a vacinação contra o HPV e a realização de cirurgias como a postectomia, que é a remoção do prepúcio, são fundamentais para evitar esse tipo de câncer. O médico oncologista Ariê Carneiro, do Hospital Einstein, destaca que é essencial que a educação sobre higiene comece desde cedo, para que os meninos aprendam a cuidar de sua saúde.

Um dos principais fatores que contribuem para o surgimento do câncer de pênis é a má higiene. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que a falta de limpeza adequada pode levar ao acúmulo de urina sob o prepúcio, o que gera um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. Para prevenir essa condição, os especialistas recomendam algumas ações que todos os homens devem adotar.

As quatro principais recomendações incluem: primeiro, a limpeza correta do pênis utilizando água e sabão, puxando o prepúcio para garantir que a glande esteja limpa; segundo, a vacinação contra o HPV, disponível pelo SUS para determinados grupos e acessível na rede privada; terceiro, a postectomia, caso o prepúcio impeça a higienização adequada; e, por último, o uso de preservativos durante relações sexuais para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como o HPV.

Os sinais de alerta para o câncer de pênis devem ser bem observados. Apesar da incidência ser maior em homens mais velhos, é importante que todos os homens estejam atentos a possíveis alterações. Sintomas a serem observados incluem feridas que não cicatrizam, verrugas ou caroços persistentes, secreções com odor forte, áreas endurecidas ou avermelhadas, sangramentos e coceiras constantes.

O diagnóstico precoce é crucial, pois a maioria dos casos pode ser tratada antes que a amputação se torne necessária. Quando detectado em estágio inicial, é possível remover apenas o tumor, preservando assim o pênis. Os médicos orientam que os homens adotem o hábito de realizar autoexames, observando atentamente a região genital para identificar quaisquer mudanças.


A alarmante estatística de amputações do pênis no Brasil destaca a urgente necessidade de um aumento na conscientização sobre o câncer de pênis. A prevenção deve ser uma prioridade, e isso começa pela educação em saúde desde a infância.

É fundamental que campanhas de saúde pública abordem a importância da higiene adequada e do autoexame, promovendo a saúde masculina de forma abrangente. Além disso, a vacinação contra o HPV precisa ser amplamente divulgada e acessível a todos os homens, independentemente de sua faixa etária.

O papel dos profissionais de saúde é essencial, pois a orientação direta pode fazer a diferença na vida de muitos homens. A desinformação e o estigma ainda cercam questões de saúde masculina, e isso precisa ser abordado com seriedade.

Por fim, a sociedade deve trabalhar coletivamente para desmistificar o câncer de pênis e encorajar os homens a procurar atendimento médico ao notar qualquer sintoma. Apenas através da conscientização e da ação proativa podemos reduzir esses números alarmantes.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.