Camila Loures realiza procedimento estético para remover veia na testa; especialistas alertam sobre riscos
08 ABR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 dias
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A influenciadora Camila Loures compartilhou com seus seguidores nas redes sociais que passou por um procedimento estético para remover uma veia visível na testa. A decisão foi motivada por questões estéticas, pois, segundo ela, a veia se tornava mais aparente quando sorria, ficava ansiosa ou nervosa. Loures descreveu o procedimento dizendo: “Ele (o cirurgião) queimou a veia, então vai ficar o vergão, o roxo, por uns dias”. Essa técnica, que agora ganha notoriedade, já havia sido utilizada anteriormente pela cantora Anitta em 2024.

No entanto, a crescente popularidade desse procedimento não é acompanhada por respaldo científico. Especialistas em saúde e cirurgia alertam que não existem estudos suficientes que confirmem a segurança da técnica, além de destacar os riscos que ela pode acarreter. Os cirurgiões consultados enfatizam que é fundamental ter cautela em relação a intervenções desse tipo, pois podem ocorrer complicações graves, incluindo comprometimento da visão.

A veia em questão, que incomoda muitas pessoas, é conhecida como veia supratroclear e está localizada na região central da testa, entre as sobrancelhas. Essa veia faz parte do sistema de drenagem venosa da face, ajudando a levar o sangue de volta ao coração. Na maioria dos casos, sua aparição não representa problemas de saúde, mas pode gerar incômodo estético. O aumento da visibilidade dessa veia pode ocorrer em momentos de esforço físico ou estresse, quando há um aumento do fluxo sanguíneo na região.

Com o passar do tempo, a aparência da veia pode se acentuar devido ao envelhecimento, que causa o afinamento da pele e a diminuição da gordura e colágeno. Além disso, características individuais, como uma pele mais fina ou menor quantidade de gordura, podem contribuir para que a veia se torne mais visível desde cedo.

Quanto ao procedimento para a remoção da veia, existem técnicas que utilizam laser para atuar diretamente no vaso. As duas abordagens mais comuns são o laser transdérmico, aplicado na superfície da pele, e o laser endovenoso, que atua dentro da veia. A cirurgiã vascular Aline Lamaita observa que, embora o uso do laser seja uma opção, este ainda não possui respaldo científico consolidado. “Atualmente, não temos dados sobre a taxa de complicações ou segurança a médio e longo prazo”, afirma.

De acordo com Lamaita, o método transdérmico costuma ser preferido para pacientes com veias mais flácidas, geralmente acima dos 40 anos. Por outro lado, a técnica endovenosa tem sido mais utilizada no Brasil. No entanto, a anatomia da região da testa exige cuidados específicos, já que esses vasos estão conectados a áreas que irrigam o globo ocular e o nervo óptico.

A cirurgiã plástica Gabriela Schwartzmann, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), alerta sobre os riscos da técnica. Ela explica que a embolização desses vasos pode comprometer a visão. Além disso, existem outras complicações potenciais, como necrose da pele, congestão sanguínea devido à alteração na drenagem da face, fibrose como resposta à cauterização e lesões térmicas, que podem resultar em queimaduras ou manchas na pele.

Outros fatores podem contraindicar ou dificultar a realização do procedimento. A cirurgiã Beatriz Lassance destaca que a presença de infecções locais, como acne, e a pele bronzeada aumentam o risco de pigmentação indesejada após o uso do laser. Diante das incertezas sobre a técnica, é fundamental que os especialistas recomendem cautela e que cada caso seja avaliado individualmente, levando em consideração os riscos e benefícios envolvidos.

Desta forma, é imprescindível que os pacientes considerem cuidadosamente os riscos associados a procedimentos estéticos como a remoção de veias. A falta de estudos conclusivos sobre a segurança da técnica levanta questões sobre a eficácia e possíveis complicações. Em resumo, a busca pela estética não deve comprometer a saúde.

A decisão de se submeter a uma intervenção desse tipo requer uma avaliação precisa e individualizada por parte de profissionais qualificados. Portanto, é fundamental que os pacientes sejam bem informados sobre os riscos envolvidos e a ausência de dados concretos que respaldem a segurança do procedimento. Assim, é necessário que a conscientização sobre as consequências e os cuidados necessários sejam prioridadess.

É essencial que os pacientes se sintam seguros e informados em relação às suas escolhas estéticas. Portanto, a transparência das informações sobre os procedimentos estéticos deve ser uma prioridade para cirurgiões e profissionais da saúde. Finalmente, a saúde deve sempre prevalecer sobre a busca por padrões estéticos que podem ser prejudiciais.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.