Cerca de 17 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso no Brasil
04 MAR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 1 mês
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No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, a World Obesity Federation (WOF) divulgou dados alarmantes sobre a situação do sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes no Brasil. Aproximadamente 17 milhões de jovens, entre 5 e 19 anos, estão acima do peso ideal, sendo que 7 milhões deles já apresentam obesidade.

Essas informações colocam o Brasil como o sétimo país com mais casos de obesidade nessa faixa etária a nível mundial. O Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima que existam cerca de 41,5 milhões de jovens nesse grupo etário, o que significa que 40% deles estão acima do peso e 16% já se enquadram no diagnóstico de obesidade.

O aumento do sobrepeso e da obesidade nas crianças e adolescentes é preocupante, pois está relacionado a uma série de problemas de saúde que podem surgir precocemente. Dados do novo atlas da WOF revelam que milhões de crianças e adolescentes no Brasil já enfrentam condições de saúde associadas ao excesso de peso. Entre esses problemas, destacam-se:

  • 1,399 milhão com hipertensão;
  • 572 mil com hiperglicemia;
  • 1,875 milhão com níveis elevados de triglicerídeos;
  • 4 milhões com doenças hepáticas associadas ao excesso de gordura no fígado.

Os fatores que contribuem para esse cenário estão presentes desde a primeira infância. O relatório indica que mais da metade dos bebês brasileiros (cerca de 51,7%) não recebe a quantidade adequada de leite materno até os cinco meses de vida, o que resulta em uma maior dependência de fórmulas hipercalóricas. Além disso, hábitos alimentares prejudiciais têm se intensificado ao longo da infância, como o consumo excessivo de bebidas açucaradas, que varia de 150 a 200 ml por dia entre crianças de 6 a 10 anos, e a falta de atividade física, com 84% dos adolescentes de 11 a 17 anos não atingindo o nível recomendado.

As projeções da WOF indicam que, se as tendências atuais continuarem, o Brasil poderá ver mais de 50% de sua população jovem afetada por sobrepeso e obesidade até 2040. Globalmente, a previsão é de que 507 milhões de jovens na faixa etária de 5 a 19 anos vivam com essas condições.

Para conter esse crescimento, a WOF sugere a implementação de políticas públicas que já estão em discussão no país, como: impostos sobre bebidas açucaradas, restrições ao marketing voltado para crianças, programas de incentivo à atividade física, proteção ao aleitamento materno e melhorias na qualidade das refeições nas escolas.

Desta forma, é fundamental que a sociedade e os governantes estejam atentos aos dados alarmantes sobre a obesidade infantil no Brasil. A saúde das próximas gerações depende de ações eficazes e urgentes. O aumento no número de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma grave preocupação de saúde pública.

As políticas públicas propostas pela WOF podem, de fato, contribuir para a reversão desse quadro. É necessário um comprometimento coletivo para que sejam implementadas ações que incentivem hábitos saudáveis desde a infância. A educação alimentar nas escolas, por exemplo, é uma estratégia que pode fazer a diferença.

Além disso, o papel da família é crucial na formação de hábitos saudáveis. O incentivo à prática de atividades físicas e a redução do consumo de alimentos ultraprocessados devem ser prioridades. Com isso, será possível mudar o curso das futuras gerações.

Por fim, a conscientização sobre a importância do aleitamento materno e da alimentação saudável deve ser uma meta a ser perseguida. Somente assim, a sociedade poderá garantir um futuro mais saudável e livre de doenças ligadas à obesidade.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.