Estudo mostra que uso consciente de redes sociais pode beneficiar a saúde mental - Informações e Detalhes
Um novo estudo realizado pela Universidade de British Columbia, no Canadá, revela que a maneira como utilizamos as redes sociais pode influenciar significativamente nossa saúde mental. A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Psychology: General, indica que tanto a abstinência total quanto o uso intencional das redes sociais podem gerar benefícios, embora de formas distintas.
A análise demonstrou que a interrupção completa do uso das redes sociais está relacionada à diminuição de sintomas como ansiedade e estresse. Por outro lado, aprender a usar essas plataformas de forma mais consciente pode ajudar a reduzir sensações de solidão e o medo de estar perdendo algo, conhecido pela sigla FOMO, que significa fear of missing out, ou “medo de ficar de fora” em português.
O psicólogo clínico Vitor Koichi Iwakura Fugimoto, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, destaca que “essa redução da solidão e do FOMO ocorreu porque as pessoas foram incentivadas a agir e se conectar com os outros na vida real, fora da internet”. Fugimoto enfatiza que o problema não reside no uso em si, mas sim na forma como utilizamos as redes sociais.
A pesquisa acompanhou 393 jovens adultos canadenses, com idades entre 17 e 29 anos, que manifestaram preocupações sobre o impacto das redes sociais em seu bem-estar. Os participantes foram divididos em três grupos ao longo de seis semanas. Um grupo manteve o uso habitual das plataformas, outro interrompeu o uso completamente e o terceiro assistiu a aulas sobre como modificar sua interação nas redes, com foco em reduzir comparações sociais e priorizar conexões mais significativas.
Durante o experimento, os pesquisadores monitoraram mudanças no comportamento digital e indicadores de saúde mental, avaliando o tempo de uso, a intensidade e o padrão de engajamento, como a rolagem passiva versus interação ativa. Além disso, foram medidas solidão, FOMO, estresse, ansiedade e sintomas depressivos. As avaliações foram realizadas em diferentes momentos ao longo das seis semanas, permitindo a comparação da evolução dos três grupos e a identificação dos efeitos de parar completamente ou aprender a usar as redes de maneira intencional.
Os autores do estudo concluíram que as redes sociais têm um efeito ambivalente: enquanto podem aumentar as pressões de comparação e autoapresentação, também oferecem oportunidades reais de conexão. “Não todo uso da rede social é prejudicial; é importante que isso seja reconhecido”, ressalta Fugimoto. Ele aponta que um padrão que tende a piorar o bem-estar é o uso passivo, em que as pessoas acessam as plataformas sem um propósito claro. Além disso, o tipo de interação é crucial: se o usuário consome principalmente conteúdos de celebridades ou páginas de fofoca, sem se engajar com amigos e familiares, a sensação de desconexão tende a aumentar.
Os efeitos do uso das redes sociais na saúde mental estão diretamente relacionados à forma como são utilizadas. A comparação social é um dos fatores mais significativos. Esse comportamento é natural, mas se intensifica nas plataformas digitais, onde predominam representações idealizadas da vida cotidiana. Muitas vezes, o que é exibido não reflete a realidade da maioria da população, observa o psicólogo.
Outro fator relevante é a intensidade do uso. Quanto mais tempo uma pessoa gasta nas redes sociais, maior tende a ser a sensação de perda de controle, contribuindo para a deterioração do bem-estar. Este ciclo pode se retroalimentar: ao perder a noção do tempo e do conteúdo consumido, o usuário acaba permanecendo conectado por mais tempo do que planejava. “Isso leva a uma intensidade maior de uso, geralmente porque a pessoa não se dá conta do tempo e do que está consumindo”, alerta Vitor Fugimoto.
Esses padrões de uso são corroborados por estudos científicos. Uma revisão sistemática publicada em 2022 na JMIR Mental Health analisou dados de 18 pesquisas com mais de 9 mil adolescentes e jovens adultos, identificando correlações moderadas entre o uso problemático de redes sociais e sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Os autores observaram que esse hábito é um preditor mais consistente de sofrimento psicológico do que o simples tempo de exposição.
Um estudo longitudinal, publicado em 2025 na JAMA Network Open, acompanhou quase 12 mil crianças e adolescentes ao longo de quatro anos nos Estados Unidos, mostrando que aumentos no tempo de uso de redes sociais estavam associados a elevações nos sintomas depressivos. Outra pesquisa, realizada com mais de 3 mil jovens e publicada em 2019 na JAMA Pediatrics, identificou uma relação entre o tempo dedicado às redes sociais e o aumento dos sintomas depressivos, efeito que foi parcialmente explicado por mecanismos como a comparação social e a redução da autoestima.
Dados divulgados em 2025 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que adolescentes que passam quatro horas ou mais por dia nas redes sociais apresentam maior risco de relatar sintomas de depressão, ansiedade, pior qualidade do sono e menor percepção de suporte social.
Além disso, a relação se estende à autoimagem. Uma meta-análise publicada em 2025 na revista Body Image, que analisou dados de estudos com mais de 55 mil participantes, mostrou que níveis elevados de comparação social online estão associados a maiores preocupações com a imagem corporal, sintomas de transtornos alimentares e uma imagem corporal positiva inferior.
Desta forma, o estudo revela um aspecto crucial sobre o uso das redes sociais: o impacto na saúde mental não está apenas relacionado ao tempo de uso, mas à qualidade das interações. Incentivar um uso consciente e ativo pode ser uma solução viável para mitigar os efeitos negativos.
Além disso, a pesquisa destaca que o problema não reside nas redes em si, mas na forma como são utilizadas. Isso abre espaço para a discussão sobre educar os usuários, especialmente os jovens, sobre práticas saudáveis e significativas em ambientes digitais.
É fundamental que as pessoas sejam orientadas a evitar comparações sociais prejudiciais e a buscar conexões mais autênticas. Estratégias como a redução do uso passivo e o fortalecimento de interações com amigos e familiares podem melhorar o bem-estar.
Assim, o papel das redes sociais pode ser transformado de um potencial causador de problemas em uma ferramenta para promover conexões reais. A responsabilidade de educar os usuários recai tanto sobre as plataformas quanto sobre os profissionais de saúde mental.
Por fim, a sociedade deve refletir sobre como as redes sociais estão moldando as interações e o bem-estar emocional, buscando sempre um equilíbrio que favoreça o desenvolvimento humano e a saúde mental.
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