Exames de visão podem prever demência até 12 anos antes, aponta estudo australiano
06 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 4 dias
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Um novo estudo realizado por pesquisadores do Neuroscience Research Australia (NeuRA) revelou que exames de visão podem identificar o risco de demência até 12 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Os resultados foram publicados na revista científica Aging and Mental Health e analisaram dados de 2.281 participantes, correlacionando a acuidade visual e o declínio cognitivo.

Os cientistas utilizaram o teste logaritmo do ângulo mínimo de resolução (logMAR), que é uma avaliação simples da visão e mede a capacidade de enxergar detalhes finos. A pesquisa destaca a importância de se realizar exames de visão regulares, não apenas para a saúde ocular, mas também para a saúde cognitiva. "Embora a perda de acuidade visual seja comum com o envelhecimento, assim como a verificação da pressão arterial, os exames de vista devem ser igualmente considerados", afirmou Nikki-Anne Wilson, pesquisadora de pós-doutorado da NeuRA que liderou o estudo.

Durante a análise, a relação entre acuidade visual e desempenho cognitivo se tornou evidente em múltiplos domínios. Diferente de estudos anteriores que muitas vezes se baseavam em relatos dos pacientes, o novo estudo utilizou dados obtidos diretamente dos resultados de exames realizados por profissionais, o que fortalece a validade dos achados. A tabela de Snellen padrão, comumente usada nos consultórios de oftalmologia, foi aplicada para o exame logMAR, e os pesquisadores acreditam que essa medida pode ser incorporada às avaliações clínicas gerais para apoiar a saúde cerebral de adultos mais velhos.

Entretanto, a pesquisadora ressaltou a necessidade de garantir acesso equitativo ao tratamento ocular. Muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para obter avaliações e tratamentos adequados para a saúde dos olhos. "Resolver essas questões será fundamental à medida que continuamos a entender mais sobre a ligação entre visão e risco de demência", destacou Wilson.

Os resultados do estudo estão alinhados com diretrizes internacionais de prevenção da demência, que identificaram a perda da visão não tratada como um fator de risco significativo. Em um relatório de 2024 da revista científica The Lancet, que envolveu 27 especialistas, foi destacado que a perda da visão está relacionada a 2% dos casos de demência. No total, 14 fatores de risco modificáveis foram identificados, incluindo colesterol LDL elevado, baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, tabagismo, obesidade, depressão, inatividade física, diabetes e outros.

Wilson também mencionou que proteínas associadas à doença de Alzheimer, que se acumulam no cérebro, foram encontradas na retina de pacientes, sugerindo que a deficiência visual pode causar alterações cerebrais que vão além da mera percepção visual. O estudo reforça a importância de se considerar a saúde ocular como parte integral da saúde geral, especialmente em populações mais velhas.

Desta forma, a conexão entre a saúde ocular e a saúde cognitiva não pode ser subestimada. O estudo da NeuRA fornece evidências importantes que podem mudar a forma como abordamos a saúde em idosos. A detecção precoce de problemas visuais pode ser uma estratégia valiosa para prevenir o desenvolvimento de demência.

Além disso, a necessidade de garantir acesso a exames oftalmológicos se torna ainda mais evidente. É crucial que políticas públicas sejam implementadas para que todos os cidadãos tenham a oportunidade de cuidar não apenas de sua visão, mas de sua saúde mental e cognitiva.

A inclusão de exames de visão nas avaliações de saúde mental representa um avanço significativo. Os profissionais de saúde devem considerar essa prática em suas rotinas, especialmente ao atender pacientes mais velhos. A interconexão entre diferentes aspectos da saúde deve ser uma prioridade.

Por fim, a pesquisa reflete a importância da informação e da conscientização sobre saúde ocular. É fundamental que a sociedade compreenda que cuidar da visão é também cuidar do cérebro. A prevenção é sempre o melhor caminho e deve ser incentivada em todos os níveis de atenção à saúde.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.