Expiração da patente da semaglutida em 2026 intensifica competição no mercado farmacêutico
03 MAR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 1 mês
14039 5 minutos de leitura

A expiração da patente da semaglutida em março de 2026 está gerando um clima de intensa competição entre países como China, Índia, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Esses medicamentos, que são utilizados para o tratamento da obesidade, se tornaram um tema central nas disputas por patentes e mercados dentro da indústria farmacêutica global.

Os medicamentos que atuam com base em incretinas, hormônios intestinais que regulam a liberação de insulina e o apetite, têm se mostrado revolucionários. A semaglutida, por exemplo, é um agonista de GLP-1 que, junto com outros medicamentos como a tirzepatida, está impulsionando um dos setores mais dinâmicos do mercado farmacêutico. As vendas globais desses remédios estão projetadas para alcançar cifras impressionantes nos próximos anos, passando de US$ 100 bilhões para US$ 150 bilhões.

No entanto, o fim da exclusividade da semaglutida poderá abrir espaço para a concorrência de genéricos e biossimilares, levando a uma perda estimada de US$ 90 bilhões para as empresas que hoje detêm as patentes. Essa situação gera um desafio significativo para laboratórios como a Novo Nordisk, que é a responsável pela patente da semaglutida.

Com um mercado tão competitivo, a Novo Nordisk deve se preparar para enfrentar novos desafios. A empresa viu suas ações caírem após o lançamento de um novo medicamento, o CagriSema, que não teve o desempenho esperado. Em contrapartida, a Eli Lilly, concorrente no segmento, viu seu valor de mercado superar a marca de US$ 1 trilhão, impulsionado pelo sucesso do Zepbound, que também atua no emagrecimento.

Recentemente, um novo acordo entre o laboratório indiano Lupin e a empresa chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals destacou ainda mais o cenário competitivo. Este acordo estabelece que a Lupin terá os direitos exclusivos para comercializar a bofanglutida na Índia, um medicamento que mostrou resultados de perda de peso superiores à semaglutida, e que exige uma injeção a cada 14 dias, possivelmente tornando-se preferido entre os usuários.

A Lupin, já consolidada no mercado de genéricos, está expandindo sua presença global através de parcerias estratégicas. No Brasil, a empresa está colaborando com a MedQuímica, um dos 30 maiores laboratórios do país. A MedQuímica, integrada ao Grupo Lupin desde 2015, deve facilitar a entrada da bofanglutida no mercado brasileiro.

Além disso, a Gan & Lee está em negociações com o governo brasileiro para Parcerias de Desenvolvimento Produtivo, o que pode abrir novas oportunidades para a introdução de medicamentos inovadores no país.

Por outro lado, a Biocon, outra gigante farmacêutica indiana, também está se destacando no mercado de biossimilares, o que a coloca como uma concorrente relevante no Brasil. A Biocon e a Biomm, um laboratório brasileiro, estão em parceria para a comercialização de medicamentos oncológicos, mas isso não impede que ambas as empresas concorram nos segmentos de GLP-1.

Além de todas essas movimentações no mercado, um aspecto importante a ser considerado é a resistência de muitos pacientes ao uso de injeções. Uma pesquisa de 2022 revelou que 63,2% dos adultos têm algum medo de agulhas, o que impacta a adesão ao tratamento. Isso fez com que empresas como a Novo Nordisk investissem em versões orais de seus medicamentos. Em janeiro de 2026, a Novo Nordisk lançará o Wegovy em forma de comprimido, expandindo sua oferta para atender a demanda do mercado.

Enquanto isso, a Eli Lilly ainda busca a aprovação de um medicamento oral semelhante, mas até o momento não obteve a autorização necessária. A diferença entre os dois produtos também se dá na conveniência do uso, o que pode influenciar a escolha dos consumidores.

Desta forma, a expiração da patente da semaglutida irá provocar uma transformação significativa no mercado de medicamentos para emagrecimento. A competição acirrada entre as empresas demonstra que a indústria farmacêutica está em constante evolução.

A entrada de novos players, como a Lupin e a Gan & Lee, pode oferecer alternativas mais acessíveis e eficazes para o tratamento da obesidade. Isso é positivo, pois amplia as opções disponíveis para os pacientes.

No entanto, é crucial que a qualidade e a segurança dos novos medicamentos sejam priorizadas, visto que a saúde dos pacientes não pode ser comprometida em nome da competição. O controle rigoroso das agências reguladoras será fundamental nesse processo.

Por fim, o aumento da oferta de medicamentos orais pode significar uma mudança nas preferências dos consumidores. Com isso, as empresas precisam se adaptar para atender às novas demandas do mercado.

Em resumo, a dinâmica do mercado farmacêutico está se transformando e será interessante observar como essas mudanças impactarão tanto as empresas quanto os pacientes nos próximos anos.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.