Homem morre por raiva após transplante de rim nos EUA; outros pacientes também foram afetados
30 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 52 minutos
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Um homem de 76 anos, identificado como Barney Kurowicki, faleceu em janeiro de 2025 nos Estados Unidos, após contrair raiva por meio de um transplante de rim. O doador, James Martin, que faleceu em dezembro de 2024, tinha uma infecção não diagnosticada, o que levou a um caso extremamente raro. Este incidente fez com que as autoridades de saúde revisassem os protocolos de triagem para doadores de órgãos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relataram que, além de Kurowicki, outros três pacientes também foram expostos ao vírus da raiva através de transplantes de córneas do mesmo doador. O caso destaca a importância de uma avaliação rigorosa de doadores antes da doação de órgãos e tecidos.

James Martin, de 59 anos, teria sido arranhado por um gambá enquanto tentava proteger um filhote de gato. Apesar da ferida, ele não procurou tratamento preventivo, acreditando que não havia sido mordido. Cerca de seis semanas depois, começou a apresentar sintomas neurológicos, como confusão mental e dificuldade para engolir, resultando em sua morte cerebral e subsequente doação de órgãos.

Após o transplante, Barney Kurowicki começou a apresentar sintomas como tremores e hidrofobia, o que chamou a atenção dos médicos. Testes confirmaram a presença do vírus da raiva em seu organismo, e ele veio a falecer poucos dias depois. Os outros pacientes que receberam córneas do mesmo doador foram colocados sob acompanhamento, e os tecidos foram removidos como precaução.

Este evento raro e trágico levantou questões sobre os processos de triagem de doadores. Apesar do susto, as autoridades afirmam que transplantes continuam sendo seguros e que casos como este são extremamente incomuns. No entanto, a necessidade de melhorar os protocolos de triagem para minimizar riscos é evidente.

Desta forma, o caso de Barney Kurowicki ilustra a fragilidade dos protocolos de triagem de doadores de órgãos. Embora transplantes sejam, em sua maioria, procedimentos seguros, a ocorrência de infecções raras, como a raiva, exige uma revisão cuidadosa das práticas atuais.

Em resumo, a infecção não diagnosticada do doador, que resultou na morte de um paciente e na exposição de outros, evidencia a necessidade de uma avaliação mais rigorosa e abrangente de potenciais doadores. Isso pode evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

Assim, é fundamental que as autoridades de saúde estejam atentas não apenas às doenças comuns, mas também a infecções raras que podem ser transmitidas através de transplantes. O aprimoramento dos protocolos de triagem deve ser uma prioridade, garantindo segurança aos pacientes que dependem desses procedimentos.

Finalmente, o investimento em tecnologias de triagem mais avançadas pode ser uma solução viável para aumentar a segurança dos transplantes. A conscientização sobre a importância de testes completos e a documentação adequada das condições de saúde dos doadores é essencial para prevenir casos trágicos como o de Kurowicki.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.