Malária: Sintomas, Transmissão e Tratamento da Doença
31 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 2 dias
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Recentemente, um paciente em investigação de Ebola no Rio de Janeiro teve diagnóstico positivo para malária. Ele permanece em isolamento até que a possibilidade de infecção pelo vírus Ebola seja oficialmente descartada. A malária, popularmente conhecida como febre terçã, é uma doença infecciosa que é transmitida pelas fêmeas do mosquito Anopheles, que carrega o parasita do gênero Plasmodium.

Conforme informações do Ministério da Saúde, a maioria dos casos de malária no Brasil está concentrada na região amazônica, que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Entretanto, a malária não deve ser ignorada em outras partes do país, pois a letalidade tende a ser maior fora da região amazônica.

A transmissão da malária ocorre quando uma fêmea do mosquito Anopheles pica uma pessoa infectada. O parasita se multiplica dentro do mosquito e, após uma nova picada, o mosquito infecta outra pessoa. É importante ressaltar que a malária não é transmitida de uma pessoa para outra.

Os sintomas da malária variam, mas os mais comuns incluem: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dores de cabeça. Além disso, podem ocorrer náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. Em casos mais graves, a doença pode levar a alterações na consciência, convulsões, choque e hemorragias, sendo gestantes e crianças as mais vulneráveis.

O tratamento da malária é acessível e eficaz, geralmente realizado por meio de comprimidos que são disponibilizados gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O tipo de tratamento varia conforme a espécie do protozoário, idade e condição de saúde do paciente. Quando diagnosticada precocemente, a malária pode ser tratada com sucesso, evitando complicações graves.

Atualmente, não existe vacina contra a malária no Brasil, embora haja uma vacina disponível em alguns países africanos, destinada a crianças pequenas que enfrentam alta transmissão da doença causada pelo Plasmodium falciparum.


Desta forma, a questão da malária no Brasil exige atenção contínua das autoridades de saúde. Embora os casos estejam mais concentrados na Amazônia, a doença não deve ser subestimada em outras regiões. A ampliação das campanhas de conscientização é fundamental para informar a população sobre os riscos e sintomas.

Além disso, o acesso ao tratamento gratuito é um avanço significativo, mas é necessário garantir que todos os cidadãos saibam como se informar e procurar assistência médica. O diagnóstico precoce pode ser a chave para evitar complicações e salvar vidas.

Por fim, a falta de uma vacina acessível é uma limitação que deve ser enfrentada com urgência. Investimentos em pesquisas e desenvolvimento de vacinas são essenciais para controlar e, quem sabe um dia, erradicar a malária no país.

É importante que cada um faça a sua parte, evitando a proliferação do mosquito transmissor e buscando atendimento médico ao apresentar sintomas. Campanhas educativas, como a promoção do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, podem ajudar a criar uma rede de apoio e informação entre a população.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.