Novas regras buscam proteger crianças e adolescentes de abusos na internet
27 MAI

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Tecnologia
Vinícius de Moraes Neto Por Vinícius de Moraes Neto - Há 3 dias
11125 5 minutos de leitura

Na última semana, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) formalizou a assinatura de dois decretos que estabelecem novas normas para a atuação das plataformas digitais, amplamente conhecidas como big techs, no Brasil. Uma das principais alterações introduzidas determina que essas plataformas devem agir de forma preventiva para evitar a disseminação de conteúdos relacionados a crimes graves, como terrorismo e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Esses decretos surgem em um contexto recente, logo após a implementação do ECA Digital (Lei 15.211/2025), que amplia as diretrizes de proteção a crianças e adolescentes em ambientes digitais. Especialistas afirmam que iniciativas como essa são essenciais para garantir a segurança dos menores de idade frente a crimes de exploração e abuso sexual, cujos índices têm crescido de forma alarmante no Brasil.

De acordo com Guilherme Alves, gerente de projetos da SaferNet, a entrada da inteligência artificial neste cenário torna o debate ainda mais pertinente. "Hoje, não se trata apenas de conteúdos verídicos, mas também de materiais manipulados, como fotos e vídeos criados com IA para produzir conteúdos sexuais envolvendo crianças e adolescentes", explica.

A SaferNet, uma ONG que atua na segurança digital de crianças e adolescentes, registrou um aumento significativo nas denúncias de abuso e exploração sexual infantil no Brasil. Lisandrea Salvariego Colabueno, que lidera o Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) da Polícia Civil de São Paulo, descreve a situação como "assustadora". "Desde o início de nossas investigações, há cerca de um ano e meio, os números de crimes aumentaram entre 100% e 120%", afirma.

Salientando a preocupação com o crescimento de crianças e adolescentes nas redes sociais, a delegada Colabueno aponta que essa exposição é um dos fatores que contribuem para o aumento dos casos. "Nós percebemos que há um número crescente de agressores atuando nesse ambiente digital", conclui.

Além da exploração sexual, crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a desafios virtuais perigosos, que se propagam em plataformas de jogos e redes sociais. Dados do Instituto DimiCuida revelam que, entre 2014 e 2025, pelo menos 56 jovens de 7 a 18 anos morreram ou ficaram gravemente feridos ao participar de atividades online arriscadas.

Os comportamentos de risco mais recorrentes incluem práticas como sufocamento, asfixia, apneia e autoagressão. O caso do filho do engenheiro civil Demétrio Jereissati, que fundou o Instituto DimiCuida, ilustra bem essa problemática. O jovem Dimitry, aos 16 anos, perdeu a vida ao tentar realizar o "desafio do apagão".

O pai de Dimitry relembra a tragédia: "O Dimitry era um jovem muito presente, como muitos jovens da sua idade. Ao chegarmos em casa, no domingo, o encontramos sem vida". Essa situação evidencia uma nova dinâmica de riscos que se assemelha àquela que enfrentávamos no passado, quando os pais alertavam seus filhos a não ficarem sozinhos na rua ou em locais perigosos.

O professor Eduardo Jorge Custódio, da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ressalta que a proteção das crianças deve se estender ao ambiente digital. "É preciso ter a mesma cautela que se tinha no mundo físico. Não se deve deixar uma criança sozinha no portão, assim como não se deve deixá-la sozinha no quarto, exposta a perigos que podem surgir na internet, como predadores sexuais ou pessoas que tentam obter senhas ou imagens para chantagem", argumenta.

Desta forma, as novas regulamentações sobre o uso de plataformas digitais no Brasil são um passo importante em direção à proteção de crianças e adolescentes. Entretanto, é fundamental que essas medidas sejam eficazes na prática, garantindo que as grandes empresas cumpram suas responsabilidades.

Assim, é necessário um acompanhamento contínuo das ações adotadas pelas plataformas, além de um esforço conjunto entre governos, sociedade civil e instituições educacionais. A conscientização sobre os riscos da internet deve ser uma prioridade nas escolas e nas famílias.

Então, é essencial que os pais e responsáveis estejam atentos ao que seus filhos acessam e compartilham online, criando um ambiente seguro e de diálogo aberto. O uso de ferramentas de monitoramento e educação digital pode ser uma aliada nesse processo.

Finalmente, a promoção de iniciativas que abordem os desafios da tecnologia atual pode ajudar a mitigar os riscos associados aos comportamentos perigosos nas redes sociais. A educação digital deve ser integrada ao currículo escolar, preparando os jovens para navegar de forma segura nesse espaço.

Por fim, a inclusão de programas de apoio psicológico para as vítimas de exploração e abuso online é uma medida necessária para garantir que essas crianças e adolescentes consigam superar os traumas e encontrar suporte em suas jornadas de recuperação.

Proteja e Brinque: Uma Dica Especial para Você!

Na era digital, a segurança das crianças deve ser prioridade. Com decretos recentes para proteger menores na internet, que tal investir em um brinquedo que não só entretém, mas também educa? Descubra a Cozinha Infantil Brinquedo Educativo Segura para Crianças e proporcione momentos lúdicos seguros.

Este brinquedo não é apenas uma cozinha, é um espaço de aprendizagem! Estimula a criatividade, a coordenação motora e o trabalho em equipe entre os pequenos. Com materiais seguros e design pensado para a segurança das crianças, cada refeição imaginária se transforma em uma aventura educativa que mantém as crianças longe dos perigos da internet.

Não perca a chance de oferecer uma experiência divertida e segura para seus filhos. Com a Cozinha Infantil Brinquedo Educativo Segura para Crianças, você garante momentos de alegria e aprendizado. Estoques limitados, adquira já o seu!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Vinícius de Moraes Neto

Sobre Vinícius de Moraes Neto

Analista de sistemas com MBA em Segurança Cibernética. Atua protegendo dados críticos de grandes corporações nacionais. Paixão por cultura de código aberto e Linux. Constrói robôs autônomos como seu hobby principal.