Novo Nordisk inicia projeto para oferta de Wegovy em centros do SUS
04 MAR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 1 mês
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A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou um projeto que permitirá a oferta do medicamento Wegovy, voltado para a perda de peso, em determinadas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Este programa foi desenvolvido com o intuito de avaliar o impacto do tratamento para a obesidade na rede pública de saúde.

O projeto piloto terá início no Grupo Hospitalar Conceição, localizado em Porto Alegre, e no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), na capital fluminense. Um terceiro centro de saúde, que será municipal, ainda será definido para participar da iniciativa. O lançamento deste projeto coincide com a celebração do Dia Mundial da Obesidade, marcado pela Novo Nordisk como parte de um esforço mais amplo chamado Acesso Equitativo, em parceria com o governo dinamarquês.

A proposta visa coletar dados essenciais que possam orientar futuras decisões sobre políticas de saúde pública, levando em consideração uma abordagem que envolva aspectos clínicos, econômicos e sociais. Este protocolo de cuidado para obesidade não se limitará apenas ao uso do Wegovy, mas incluirá também orientações sobre nutrição, saúde mental e atividade física.

Atualmente, não existem medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento da obesidade, o que torna essa iniciativa ainda mais relevante. Dados recentes do Vigitel, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, revelam que a prevalência da obesidade no Brasil aumentou 118% entre 2006 e 2024, afetando cerca de 25,7% da população adulta. Além disso, a taxa de pessoas com sobrepeso alcançou 62,6% dos brasileiros, um cenário alarmante que demanda ações efetivas.

Embora o Wegovy tenha mostrado resultados promissores na redução de peso, a inclusão da semaglutida, seu princípio ativo, no SUS foi recusada em recentes avaliações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) devido ao seu alto custo. O vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk Brasil, Leonardo Bia, destacou que o objetivo do projeto é coletar dados do mundo real sobre o tratamento da obesidade, permitindo assim a reavaliação da necessidade e a possibilidade de inclusão do medicamento no SUS.

O projeto, que terá uma duração prevista de pelo menos dois anos, começará com pacientes considerados de alto risco. Durante esse período, os profissionais de saúde envolvidos receberão capacitação, e será definida a melhor forma de atendimento para os pacientes assistidos. O estudo também buscará compreender como o tratamento pode não apenas melhorar a condição de base, a obesidade, mas também reduzir riscos cardiovasculares associados.


Desta forma, a iniciativa da Novo Nordisk em parceria com o SUS representa um passo significativo no enfrentamento da obesidade no Brasil. Dado o aumento alarmante dos índices de sobrepeso e obesidade, a oferta do Wegovy pode oferecer uma alternativa eficaz para muitos brasileiros que lutam contra essa condição.

É fundamental que o projeto seja acompanhado de perto, com a coleta de dados rigorosa e análise crítica dos resultados. A partir disso, o Brasil poderá adotar políticas públicas mais assertivas em relação ao tratamento da obesidade, visando não apenas a saúde individual, mas também a saúde coletiva.

Além disso, a inclusão de um protocolo que aborda aspectos psicológicos e nutricionais mostra uma abordagem multidisciplinar que é essencial para o sucesso do tratamento. Essa visão integrada poderá trazer resultados mais duradouros e eficazes para os pacientes.

Em resumo, a proposta de utilizar o Wegovy no SUS é promissora, mas exige um compromisso sério com a pesquisa e a implementação de estratégias que possam realmente transformar a realidade da obesidade no país. Somente assim será possível garantir que as evidências geradas contribuam para decisões informadas e sustentáveis na saúde pública.

Assim, a sociedade civil e os especialistas em saúde devem permanecer atentos e engajados, assegurando que as iniciativas como essa sejam eficazes e realmente beneficiem aqueles que mais necessitam.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.